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O que você precisa saber sobre reprodução assistida?

O que você precisa saber sobre reprodução assistida?

// Por Dra. Altina Castelo Branco

Receber o diagnóstico de infertilidade não é mais uma resposta definitiva para o casal que quer engravidar. Graças à evolução da medicina, da ciência e do desenvolvimento de novas tecnologias, a reprodução assistida possibilita que as pessoas possam constituir uma família, mesmo que existam alguns empecilhos.

Apesar de a reprodução assistida ser uma alternativa muito procurada por casais que desejam ter filhos, ela ainda gera muitas dúvidas. Por isso, vamos apresentar o que é a reprodução assistida e quais são os seus principais tratamentos.

Boa leitura!

Qual o principal objetivo da reprodução assistida?

A reprodução assistida corresponde a um conjunto de técnicas que auxiliam a reprodução humana. Ela é indicada para os casais que não conseguem engravidar de forma natural por algum motivo.

A infertilidade deve ser avaliada se o casal não conseguir engravidar após 12 meses de tentativas, desde que a mulher tenha menos de 35 anos. Após essa idade, a procura deve ocorrer em até 6 meses. Já nos casos em que a mulher tem 40 anos ou mais, a procura deve ser imediata. É importante que o casal procure ajuda médica para que ambos sejam analisados, pois a causa pode estar relacionada tanto a fatores masculinos quanto femininos, ou ambos simultaneamente.

Se o motivo da infertilidade não tiver tratamento ou ele não for suficiente para que o casal consiga engravidar naturalmente, a reprodução assistida é indicada. Além disso, ela é recomendada para casais com histórico de doenças genéticas, uniões homoafetivas e pessoas solteiras que desejam ter filhos sem um parceiro.

Quais são as técnicas de reprodução assistida?

Os tratamentos de reprodução assistida são divididos em 3 tipos: a relação sexual programada (RSP), a inseminação artificial (IA) e a fertilização in vitro (FIV). As técnicas também são divididas em alta e baixa complexidade.

A FIV está no primeiro grupo, pois o seu processo de fecundação acontece no laboratório. Enquanto a RSP e a IA são de baixa complexidade porque os seus processos ocorrem dentro do sistema reprodutivo da mulher.

Essa diferenciação influencia na taxa de sucesso das técnicas. As de baixa complexidade possuem cerca de 20% de chance em cada tentativa e a FIV, entre 20% a 40%, de acordo com a idade da mulher.

Cada técnica possui as suas particularidades, sendo indicadas para casos diferentes de infertilidade conjugal. A seguir, conheça as principais informações sobre cada uma delas.

Relação Sexual Programada

A RSP, que também é conhecida como coito programado, é o tratamento mais simples de reprodução assistida. Ela é indicada para casos leves de infertilidade feminina, em especial, para mulheres com distúrbios ovulatórios. A paciente deve ter até 37 anos e as tubas uterinas saudáveis, pois é o local onde a fecundação acontece.

No coito programado, o ciclo menstrual da paciente é acompanhado pelo médico para que o casal tenha relações sexuais durante o período fértil. Ele é o intervalo de tempo em que a mulher tem mais chance de engravidar, pois, é o momento em que a ovulação acontece e o óvulo está aguardando o espermatozoide nas tubas uterinas.

A técnica também utiliza a estimulação ovariana para aumentar as chances da gravidez acontecer. Nessa técnica, a paciente recebe medicação para estimular o crescimento dos folículos ovarianos, estruturas que guardam os óvulos no seu interior.

Inseminação Artificial

A IA, também chamada de inseminação intrauterina, possui algumas semelhanças com o coito programado. Ela é indicada para casos leves de infertilidade conjugal (seja por fatores masculinos ou femininos), endometriose mínima ou leve, distúrbios ovulatórios e problemas no muco cervical. Como na RSP, é importante que a paciente tenha as tubas uterinas saudáveis.

A técnica também começa com a estimulação ovariana, tendo como objetivo desenvolver entre 1 a 3 óvulos para a fecundação. O principal diferencial da IA é a preparação seminal, que após a coleta do sêmen do parceiro, seleciona os espermatozoides de maior qualidade para serem utilizados no tratamento.

No dia da ovulação da paciente, os gametas masculinos são inseridos na entrada da cavidade uterina com o auxílio de um cateter para a fecundação. Assim como na gravidez natural, o embrião formado segue para o útero para ser implantado e dar início à gestação.

Fertilização in vitro

A FIV é a técnica mais moderna e a que apresenta o maior número de recursos para os casais que desejam ter filhos. Ela é o tratamento indicado para a maioria das causas de infertilidade conjugal, principalmente, os que são relacionados a fatores masculinos graves.

Ela também é indicada quando o casal passa por sucessivas tentativas frustradas com outras técnicas, casais homoafetivos e pessoas solteiras que buscam a produção independente.

Assim como os demais tratamentos, a sua primeira etapa é a estimulação ovariana, que tem o objetivo de desenvolver o maior número possível de óvulos. Após a coleta do sêmen do parceiro, a fecundação é realizada no laboratório. Por meio da técnica ICSI, o espermatozoide é inserido diretamente no óvulo. Os embriões formados ficam alguns dias em observação e, sem seguida, são transferidos para o útero da paciente.

Quais são as técnicas complementares da FIV?

Mesmo sendo a técnica mais completa, em alguns casos, a FIV por si só não é suficiente para que a gravidez aconteça. Nessas situações, as técnicas complementares entram em cena. Elas são utilizadas em casos específicos, de acordo com a realidade de cada casal.

Entre elas, vamos destacar três. A doação de gametas e embriões e a cessão temporária de útero que são indicadas, principalmente, para casais homoafetivos. E o teste genético pré-implantacional (PGT), indicado para casais com histórico familiar de doenças genéticas.

A reprodução assistida evoluiu muito nas últimas décadas, possibilitando que casos graves de infertilidade conjugal, casais homoafetivos e pessoas que buscam a produção independente pudessem ter filhos. Para isso, podem ser utilizadas técnicas de alta ou baixa complexidade, como a FIV, a inseminação artificial ou o coito programado.

A FIV é a técnica mais utilizada atualmente entre os casais. Para saber mais sobre ela e as suas indicações, toque aqui!

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