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Abortamento e infertilidade: qual a relação?

Abortamento e infertilidade: qual a relação?

// Por Dra. Altina Castelo Branco

O abortamento espontâneo é relativamente comum, ocorrendo em cerca de 10% das gestações. Esse é um momento muito delicado, pois pode afetar o emocional do casal e até provocar quadros de ansiedade e depressão. A perda gestacional está diretamente ligada à infertilidade, pois em ambos os casos a gravidez não evolui até o nascimento do bebê.

Como a infertilidade é um tema muito vasto, neste artigo, vamos abordar a sua relação com o abortamento. É importante ressaltar que a perda gestacional pode estar relacionada a fatores tanto femininos, quanto masculinos, assunto que também será tratado ao longo da leitura.

Confira!

Qual a diferença entre abortamento e aborto?

De forma geral, os dois termos são tratados como sinônimos. No entanto, a perda gestacional involuntária antes da 20ª semana é chamada de abortamento espontâneo, enquanto aborto é o produto eliminado no processo.

O abortamento é mais frequente no primeiro trimestre da gestação. Após a 12ª semana, ele se torna um evento cada vez mais raro conforme o avanço da gravidez.

Mais do que duas perdas gestacionais consecutivas demandam uma atenção maior, sendo chamado de abortamento de repetição. O risco de abortamento aumenta entre casais que já passaram por essa experiência anteriormente, por isso, é importante investigar as causas para tratá-las e evitar futuras perdas.

O que é infertilidade?

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A dificuldade para engravidar pode estar relacionado a fatores masculinos, femininos ou ambos. Por muito tempo acreditava-se que ela estava ligada apenas as mulheres. Hoje, sabemos que os homens e as mulheres respondem por 30% das causas cada um.

Em 20% dos casos, a infertilidade está relacionada a ambos e, nos 20% restantes, não é possível identificar o motivo (o que chamamos de infertilidade sem causa aparente).

A infertilidade é descrita como a incapacidade de engravidar após 12 meses de tentativas sem o uso de nenhum método contraceptivo. O casal que se enquadra nesse perfil deve procurar ajuda médica para investigar o que está acontecendo.

A partir do diagnóstico é possível indicar alternativas para o tratamento para que o casal consiga engravidar por via natural ou por reprodução assistida. Porém, o casal deixa de ser considerado infértil apenas após o nascimento do bebê.

Quais são as principais causas de abortamento?

As alterações cromossômicas do embrião são a principal causa de abortamento, principalmente, entre os que ocorrem até a 12ª semana da gestação. Na maioria dos casos, ele acontece devido a um erro na divisão celular do embrião ou por uma alteração genética herdada dos pais.

Além do fator genético, outros fatores — femininos e masculinos — também estão relacionados com um maior risco de perda gestacional. Confira as principais causas de abortamento nos tópicos abaixo.

Fatores femininos

Entre as mulheres, os fatores que podem levar ao abortamento estão relacionados a doenças e condições adquiridas ou hereditárias que provocam alterações uterinas.

Complicações como as anormalidades uterinas congênitas (útero bicorno, septado e unicorno), miomas, pólipos endometriais e endometriose são conhecidas por causar alterações na cavidade uterina e dificultar a implantação e o desenvolvimento embrionário. Além disso, a idade avançada da paciente também pode afetar a qualidade dos óvulos, aumentando o risco de alterações genéticas.

Fatores masculinos

A presença de problemas na qualidade espermática também podem ser a causa do abortamento. A infertilidade masculina está muito relacionada com a qualidade e a quantidade dos gametas, por isso, algumas doenças e condições podem provocar graves consequências.

Entre elas, temos as doenças sexualmente transmissíveis como a clamídia e a gonorreia que podem atingir os órgãos sexuais masculinos e provocar infecções na próstata (prostatite), nos epidídimos (epididimite) e nos testículos (orquite).

Qual a conduta indicada diante de um abortamento?

A fertilização in vitro (FIV) é a técnica de reprodução assistida mais indicada para casais com infertilidade por abortamento de repetição. Apesar dos bons resultados, nenhum procedimento é 100% livre de complicações e, em alguns casos, o abortamento também pode acontecer após a FIV.

O abortamento é um evento muito doloroso para o casal, especialmente nos casos de repetição. Nesses momentos, além da recuperação física da mulher, o aspecto emocional também precisa de atenção. O apoio psicológico e familiar é muito bem-vindo para superar o trauma.

Ter passado pela experiência de um abortamento não impede que a mulher engravide novamente e tenha um bebê saudável, seja por vias naturais ou por reprodução assistida. A conduta recomendada é que o casal aguarde 3 meses para se recuperarem antes de uma nova tentativa. No entanto, partir do momento que a mulher se sentir física e emocionalmente pronta, ela pode tentar engravidar novamente.

O abortamento é uma das ocorrências obstétrica mais comuns, especialmente, antes da 20ª semana de gestação. Esse momento pode ser muito frustrante para o casal, especialmente, nos casos de abortamento de repetição. As principais causas de infertilidade também podem causar perda gestacional, por isso, realizar uma investigação da fertilidade do casal é recomendado nesses casos.

A dificuldade para engravidar provoca frustração em muitas mulheres, no entanto, na grande maioria dos casos há tratamento. Para saber mais sobre essas possibilidades, confira a nossa página sobre a infertilidade feminina!

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