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Pólipos endometriais

Pólipos endometriais

Pólipos endometriais, embora sejam formações benignas (em casos raros podem apresentar malignidade) que ocorrem a partir do crescimento anormal das células do endométrio, podem causar alterações na receptividade endometrial e, consequentemente, falhas na implantação do embrião e abortamentos recorrentes.

Porém, ao mesmo tempo que são mais comuns em mulheres no climatério, podem ser tratados por medicamentos hormonais. Quando são maiores ou estão presentes em maior quantidade, podem ser removidos cirurgicamente.

Este texto explica como os pólipos endometriais são formados, destacando a influência que eles exercem na fertilidade feminina, os sintomas que indicam a necessidade de procurar auxílio médico, métodos diagnósticos e tratamento.

Entenda como os pólipos endometriais são formados

A cada ciclo menstrual, estimulado pela ação do estradiol, o endométrio torna-se mais espesso para receber o embrião. Quando a fecundação não ocorre, ele descama, provocando a menstruação e iniciando um novo período de desenvolvimento.

Durante o processo de espessamento, as células podem se desenvolver de forma desordenada, originando os pólipos endometriais. O efeito é atribuído por diferentes estudos a um desequilíbrio que ocorre nos níveis de estradiol, justificados pelo fato de os pólipos serem dependentes da ação do hormônio para crescer e se espalhar.

Quando se desenvolvem durante a idade reprodutiva, os pólipos endometriais, da mesma forma que tendem a alterar a receptividade do endométrio causando falhas na implantação do embrião e abortamentos recorrentes, devido aos sangramentos fora do período menstrual e aumento da contração uterina.

Mulheres obesas, com distúrbio ovulatório ou que utilizaram medicamentos para o câncer de mama, têm risco aumentado para o desenvolvimento de pólipos.

Quais sintomas os pólipos endometriais manifestam?

Os pólipos se fixam à parede uterina por uma haste que sustenta a base e podem ter poucos milímetros ou alguns centímetros. Os menores, na maioria dos casos são assintomáticos. Os sintomas geralmente surgem quando eles crescem e se espalham e são associados ao sangramento uterino anormal. Os mais comuns são:

Em algumas mulheres, eles podem manifestar sintomas mais leve, como sangramento em pequenas quantidades ou manchas avermelhadas.

Como os pólipos endometriais são diagnosticados?

São realizados diferentes exames de imagem para confirmar a presença de pólipos. Eles também são importantes para descartar a possibilidade de os sintomas serem causados por outras patologias dependentes de estrogênio que podem provocar sintomas semelhantes, como miomas uterinos e endometriose.

Para indicar o tamanho e a quantidade de pólipos, normalmente o primeiro exame realizado é a ultrassonografia transvaginal logo após o período menstrual, quando o endométrio ainda está mais fino, facilitando a visualização.

Para confirmar o diagnóstico, pode ser indicada a histerossonografia, um tipo de ultrassonografia que utiliza soro fisiológico para expandir a cavidade uterina, proporcionando melhor visualização.

Se houver suspeita de outras patologias, podem também ser solicitadas a ressonância magnética (RM) e a videohisteroscopia ambulatorial, que permitem uma visualização mais detalhada da cavidade uterina e dos órgãos reprodutores.

Apesar de raramente evoluírem para malignidade, durante a videohisteroscopia as células do endométrio muitas vezes são coletadas para análise por biópsia, que proporciona uma avaliação do potencial cancerígeno.

Quais são os tratamentos indicados para pólipos endometriais?

Pólipos podem ser inicialmente tratados por medicamentos hormonais e, se não regredirem, podem ser removidos cirurgicamente, de acordo com cada caso.

Os medicamentos hormonais são prescritos para diminuir o tamanho e a quantidade, da mesma forma que a redução facilita a remoção cirúrgica.

A cirurgia é indicada principalmente quando os pólipos causam falhas na implantação do embrião e abortamento espontâneo. O procedimento é conhecido como polipectomia, realizado atualmente por videohisteroscopia cirúrgica, que utiliza um histeroscópio com uma câmera acoplada, possibilitando a transmissão em tempo real para um monitor e, consequentemente, uma visualização mais detalhada.

Assim, facilita a separação dos pólipos da parede uterina e a remoção, ao contrário das abordagens tradicionais, em que muitas vezes a separação de apenas uma parte leva à recorrência. Diagnóstico e remoção podem ser feitos em um mesmo procedimento.

Após a remoção, a fertilidade é restaurada na maioria dos casos e o índice de gravidez é bastante expressivo, nos ciclos naturais e nos tratamentos por fertilização in vitro (FIV).

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