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Preparo seminal

Preparo seminal

// Por artfertil

Uma das etapas de tratamentos de reprodução assistida, como a inseminação artificial (IA) e a FIV (fertilização in vitro), o preparo seminal possibilita a seleção dos espermatozoides mais capacitados para a fecundação.

Existem diferentes métodos de preparo, e a técnica escolhida para a capacitação espermática é definida pela análise inicial realizada na amostra de sêmen coletada na própria clínica de reprodução assistida, realizada por masturbação.

São analisados aspectos macroscópicos, como qualidade seminal (pH, cor, volume, viscosidade e liquefação), e microscópios, entre eles concentração, morfologia e motilidade dos gametas masculinos.

A motilidade, por exemplo, é avaliada a partir do movimento dos gametas masculinos linear, em círculos ou da ausência de motilidade. Enquanto para definir a morfologia, os espermatozoides são analisados por região: cabeça, pescoço e cauda, sendo classificados de acordo com o defeito de cada porção.

Este texto aborda o preparo seminal, explicando o funcionamento das principais técnicas utilizadas para realizar o procedimento.

Preparo Seminal

Conheça as principais técnicas para o preparo seminal

As técnicas de preparo seminal têm como propósito capacitar os espermatozoides, e obter uma amostra ideal para o tratamento de reprodução assistida. Assim, possibilitam a seleção dos mais saudáveis, ao mesmo tempo que eliminam os com menor qualidade.

Atualmente três são mais utilizadas: a migração ascendente, também chamada swim-up, o gradiente descontínuo de densidade e a lavagem simples. Veja o funcionamento de cada uma delas.

Migração ascendente ou swim-up: os espermatozoides capacitados por swim-up devem ter critérios como morfologia e motilidade dentro dos padrões de normalidade, uma vez que a técnica é baseada na capacidade de ele nadar da amostra de sêmen, depositada no fundo de um tubo cônico, para o meio de cultura, situado acima da amostra. Os gametas de melhor qualidade migram para a superfície e ficam armazenados no meio de cultura.

Gradiente descontínuo de densidade: nos casos em que a amostra tem parâmetros limítrofes de concentração e motilidade a técnica indicada é o gradiente descontínuo de densidade, que tem como princípio a seleção de espermatozoides pela passagem em gradientes de densidades diferentes.

Para selecionar os melhores gametas, a amostra é posicionada acima de duas camadas de diferentes densidades, e centrifugada. Os espermatozoides menos qualificados estratificam na camada superior e são desprezados, enquanto que os de melhor morfologia e motilidade formam um sedimento no fundo do tubo e são utilizados.

Lavagem simples: é a técnica utilizada quando as amostras têm escassa concentração de espermatozoides e motilidade bastante reduzida. No procedimento, as amostras são centrifugadas em um meio tamponado e suplementado, para concentrar a amostra e assim selecionar uma maior quantidade de espermatozoides.

Um percentual bastante expressivo de espermatozoides de maior qualidade é recuperado com a utilização das técnicas de preparo seminal. Na IA, a amostra preparada é inserida em um cateter e depositada no útero da mulher que vai gerar a criança durante o período fértil. Já na FIV, óvulos e espermatozoides são fecundados em laboratório por Injeção intracitoplasmática de espermatozoide (ICSI), em que cada espermatozoide é diretamente injetado em um óvulo.

Técnicas alternativas para obtenção de espermatozoides em paciente azoospérmicos

Quando a análise seminal indicar a ausência de espermatozoides no sêmen (azoospermia), eles podem ser extraídos dos epidídimos ou dos testículos. Há técnicas específicas para tal fim: PESA e MESA (extração dos epidídimos) e TESE e Micro-TESE (extração dos testículos), realizadas pelo urologista no bloco cirúrgico.

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