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Beta-hCG: por que é o exame da gravidez?

Beta-hCG: por que é o exame da gravidez?

// Por Dra. Altina Castelo Branco

A gravidez é um sonho para muitas mulheres, especialmente aquelas que suspeitam de infertilidade feminina.

A curiosidade e a dúvida, que surgem quando se percebe que a menstruação começa a atrasar, especialmente quando se mantém relações sexuais em períodos férteis e sem a utilização de qualquer método contraceptivo, são bem conhecidas da maioria das mulheres que já suspeitou estar grávida.

Felizmente, nos dias de hoje, essa espera e incerteza sobre a gravidez podem ser rapidamente resolvidas por meio de exames bastante acessíveis, comprados em qualquer farmácia, e também os laboratoriais, com margem de erro menor.

O corpo da mulher passa por várias transformações quando ela está grávida, especialmente relacionadas com as mamas e o aumento do volume uterino, que acompanha o crescimento do bebê. Essas mudanças acontecem principalmente por alterações na concentração hormonal compatível com o estado gravídico.

Náuseas e vômitos, por exemplo, podem ocorrer pelo aumento da secreção de estrogênio e de beta-hCG, uma forma específica da gonadotrofina coriônica humana.

A maioria das estruturas endócrinas tem seu funcionamento modificado, em grande parte devido à ação placentária, que passa a produzir beta-hCG, hormônio trófico que age auxiliando a manter a gravidez.

Por isso, a presença de hCG é utilizada como marcação para a confirmação de gravidez, assunto do qual falaremos neste texto.

O que é beta-hCG?

O beta-hCG é uma subunidade da gonadotrofina coriônica humana, hormônio trófico produzido pela placenta da mulher durante a gravidez. O beta-hCG junto com as gonadotrofinas FSH (hormônio folículo estimulante) e LH (hormônio luteinizante), mantêm o corpo lúteo ativo, o que previne a ovulação pela secreção continuada de progesterona.

Além disso, o beta-hCG estimula os ovários a produzir estrogênio e progesterona continuamente, o que mantém os níveis desses hormônios altos desde cedo na gestação.

Por volta da 9ª ou 10ª semana de gravidez, a própria placenta passa a produzir grandes quantidades de estrogênio e progesterona, substituindo a função inicial do corpo lúteo.

Beta-hCG como marcador da gravidez

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Toda mulher que já suspeitou estar grávida, provavelmente conhece ou já fez exames de gravidez, seja quando está tentando engravidar ou mesmo quando não estava planejando ter filhos naquele momento.

Os exames que indicam se a mulher está gravida ou não, buscam detectar justamente a presença de beta-hCG em seu organismo, sejam esses exames de farmácia, que utilizam substâncias reagentes à presença do hormônio na urina, ou exames de sangue, realizados em laboratório, que medem a concentração de beta-hCG na corrente sanguínea.

O beta-hCG é produzido pela placenta e por isso só está presente no corpo feminino durante a gravidez, o que faz dele uma marcação bem exata para a confirmação da gestação.

Lembrando que a placenta é formada por volta do 5º dia de desenvolvimento embrionário, e como normalmente a mulher só recorre ao exame de gravidez depois do atraso da menstruação, isso permite que o exame consiga ser efetivo para confirmar ou não a gestação.

O exame de gravidez nas gestações naturais

A utilização de exames que detectam a presença de beta-hCG para a confirmação da gravidez é comum nas gestações naturais, mas também para confirmar o sucesso das diferentes técnicas de reprodução assistida: FIV (fertilização in vitro), a IA (inseminação artificial), ou a RSP (relação sexual programada).

Nas gestações naturais, a mulher costuma recorrer ao exame após o momento em que observa o atraso da menstruação, o que geralmente acontece 15 dias depois da formação do embrião, permitindo aos exames detectar a presença do hormônio.

O exame de gravidez nas gestações com reprodução assistida

A FIV é uma técnica complexa, que conta com diferentes etapas na sua aplicação. É um conjunto de procedimentos que atende a maior parte das demandas reprodutivas atuais. Nela, o embrião é formado em ambiente laboratorial e depositado diretamente no útero da mulher com o auxílio de um cateter específico.

Quando o embrião é depositado no útero ele ainda precisa se fixar ao endométrio para dar início à gestação. Por isso, somente após um período de cerca de 15 dias a mulher pode fazer os exames de gravidez, que buscam detectar a presença de beta-hCG com mais segurança.

A diferença da IA e da RSP para a FIV é que nas duas primeiras a fecundação ocorre nas tubas uterinas e não em laboratório.

Na IA, os gametas masculinos previamente coletados e selecionados são introduzidos na cavidade uterina por um cateter. Os exames de gravidez nessa técnica devem ser feitos após 20 dias da inseminação.

A RSP é uma técnica de reprodução assistida em que a mulher pode passar, da mesma forma, pela etapa de estimulação ovariana por medicamentos hormonais, como acontece em outras técnicas de reprodução assistida, que visa induzir o recrutamento e amadurecimento dos gametas femininos, proporcionando maiores chances de uma gravidez.

Durante a estimulação ovariana da RSP, a mulher passa por exames de imagem, ultrassonografias transvaginais, que determinam seu período mais fértil, indicando o momento ideal para que o casal mantenha relações sexuais com maiores chances de chegar à gravidez.

Como na IA, na RSP os exames de gravidez também são realizados 20 dias após o período de relações sexuais indicado pela técnica.

Quer saber mais sobre a FIV? Toque no link e acompanhe nosso material sobre o assunto.

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