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Blastocisto: o que é?

Blastocisto: o que é?

// Por Dra. Altina Castelo Branco

O embrião é uma estrutura celular que começa se formar com a fecundação de um óvulo por um espermatozoide. Antes de se implantar no útero, o que configura o início da gestação, várias divisões acontecem, até que chegue a fase conhecida como blastocisto, quando está preparado para a nidação.

O sucesso dessa implantação e da gestação ainda depende da qualidade dos embriões, além de alterações genéticas que podem influenciar na presença de doenças no bebê ou abortos espontâneos.

No caso de pacientes em tratamento de reprodução assistida, existe ainda a quantidade e qualidade dos embriões como variáveis que influenciam nas taxas de sucesso.

Este texto comenta um pouco sobre essa possibilidade, mas foca em esclarecer o que são blastocistos e as etapas do desenvolvimento embrionário. Acompanhe a leitura e entenda mais sobre essa importante fase do início da gravidez.

O que é um blastocisto?

Blastocisto é o nome que representa um dos estágios do desenvolvimento de um embrião, processo que tem início na formação do zigoto, célula que se origina com a fecundação do óvulo, e segue até a 8ª semana, quando o embrião passa a ser um feto, um bebê em formação.

A fase de desenvolvimento conhecida como blastocisto encontra-se entre o 5º e o 7º dia após a fecundação, quando há aproximadamente 200 células, que já se diferenciam por função.

Nessa fase, as células formam a blastocele, uma cavidade no centro do blastocisto que facilita novas divisões e a especialização de tecidos, o trofoblasto, que contribui para a geração da placenta, e o embrioblasto, que ajuda no desenvolvimento do embrião.

Quais são os estágios de desenvolvimento embrionário?

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Após a fecundação — que em condições normais acontece nas trompas de Falópio —, o zigoto desce até o interior do útero, onde se fixará ao endométrio, o que costuma acontecer em blastocisto.

Esse processo é conhecido como clivagem, quando o zigoto apresenta diversas divisões em seu volume citoplasmático e, assim, gera blastômeros, pequenas células nucleadas que costumam se formar no segundo dia, após a fecundação.

A divisão continua e o embrião é formado por 8 células e, a partir desse estágio, estas começam a se compactar. Essa fase é conhecida como mórula e acontece com cerca de 4 dias após a fecundação.

Nessa fase de desenvolvimento, as células já chegaram ao ambiente uterino, que contribui com a formação por meio de fluidos, o que faz com que surjam pequenos espaços cheios de líquidos nas células embrionárias e, assim, forma-se a blastocele.

O blastocisto é formado em seguida, entre o 5º e o 7º dia após a fecundação, quando acontece uma atividade metabólica intensa que cria uma diferenciação celular. Nesse estágio, o embrião está pronto para se implantar no endométrio e, assim, dar início à gestação.

Esse processo ocorre tanto na gestação natural quanto em técnicas de reprodução assistida. Mesmo na FIV (fertilização in vitro), quando a fecundação ocorre em laboratório, as células se desenvolvem sob acompanhamento de especialistas em embriologia e a transferência embrionária para o útero acontece no momento ideal, ainda que não seja na fase de blastocisto.

Blastocisto na FIV: qual a conduta de transferência?

Após a coleta dos gametas masculinos e femininos e fecundação em laboratório, a transferência para o útero materno pode acontecer na fase de blastocisto ou em um estágio menos desenvolvido do embrião (embrião em dia 2/3/4).

Não existe uma orientação definitiva e a opção ideal varia de acordo com as características do casal — em alguns casos, por exemplo, o desenvolvimento é mais favorável em ambiente uterino —, e por isso é importante analisar o quadro antes e durante o ciclo de FIV, individualizando cada caso.

A transferência deve estar de acordo, no entanto, com a resolução do CFM (Conselho Federal de Medicina) que normatiza a reprodução assistida no Brasil.

Blastocisto é o nome que representa um embrião com 5 a 7 dias após fecundação do óvulo por um espermatozoide. Nesse estágio, suas células têm funções diferentes e estão preparadas para a implantação no endométrio.

Embora este seja o momento natural para a fixação, na FIV, realizar a transferência em uma fase de menor desenvolvimento pode ser interessante, para que as células continuem a evoluir naturalmente no ambiente uterino.

Se você quiser saber um pouco mais sobre o assunto, acesse a página ‘Transferência de Blastocisto‘ aqui no site.

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