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Como é feita a transferência embrionária na FIV?

Como é feita a transferência embrionária na FIV?

// Por Dra. Altina Castelo Branco

Considerada uma técnica de alta complexidade, a FIV (fertilização in vitro) é a principal forma de tratamento da reprodução assistida e é indicada para uma ampla gama de casos de infertilidade.

Durante o processo da FIV, diferentes técnicas são realizadas. Existem os procedimentos principais e os recursos complementares, que são aplicados conforme a especificidade da situação.

A transferência embrionária é uma das etapas principais da FIV e é sobre isso que vamos falar neste post. Leia o que vem a seguir e saiba o que é e como é realizada a transferência de embriões, entre outras informações relevantes sobre o tema.

O que é transferência embrionária?

A transferência embrionária é a última etapa da FIV e representa o momento em que os embriões são colocados no útero da paciente. Antes disso, existem vários outros procedimentos que fazem parte do tratamento.

Os embriões são transferidos após o período de cultivo, que tem duração de três a cinco dias, podendo ser transferidos no estágio de clivagem ou de blastocisto.

Antes de transferir os embriões, é possível verificar se o útero está preparado para recebê-los. A paciente pode ainda fazer uso de medicamentos hormonais para melhorar a receptividade do endométrio e elevar as chances de implantação.

Como a transferência de embriões é realizada na FIV?

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A FIV é um tratamento de alta complexidade e que envolve uma série de procedimentos até que o embrião chegue ao útero da futura mãe. A primeira etapa do processo é a estimulação ovariana, que envolve o uso de hormônios específicos para promover o desenvolvimento dos folículos e a produção de um número maior de óvulos.

Após a estimulação ovariana e indução da ovulação — mas antes que os óvulos sejam liberados no organismo da mulher — é feita a coleta dos folículos e os gametas são retirados em laboratório. Nessa mesma etapa do tratamento, também é realizada a coleta de espermatozoides e o preparo seminal.

A terceira fase da FIV inclui a fertilização dos óvulos. O método mais utilizado nos dias atuais é a injeção intracitoplasmática de espermatozoides (ICSI). Com essa técnica, os gametas masculinos são micromanipulados e injetados nos óvulos, com mais chances de fecundá-los.

Na etapa seguinte, os óvulos fertilizados passam por cultivo embrionário e são observados durante os primeiros estágios de divisão celular. Após alguns dias, os embriões formados são transferidos para o útero e os excedentes, quando houver, são congelados para uma gravidez futura ou para doação.

A transferência embrionária é simples, rápida e indolor. Portanto, não requer anestesia e internação em centro hospitalar. O procedimento é feito em ambulatório, com a ajuda de um cateter específico e um aparelho de ultrassom. Logo após, a mulher pode retornar às suas atividades cotidianas, sem necessidade de repouso, enquanto aguarda o dia de fazer o teste de gravidez.

Quais são as regras da transferência?

As técnicas de reprodução assistida são orientadas pelas normas éticas do Conselho Federal de Medicina (CFM). Entre os pontos levantados pela Resolução nº 2168 está o número de embriões a serem transferidos na FIV, sendo que a quantidade é definida de acordo com a idade da mulher:

A transferência pode ser feita com mais de um embrião para aumentar as chances de gravidez, uma vez que nem sempre há sucesso na implantação. Observe que a quantidade aumenta conforme a faixa etária — isso é explicado pelo declínio natural da fertilidade feminina com o avanço da idade.

Em contrapartida ao aumento das chances de gravidez, a transferência múltipla também pode resultar em gestação gemelar, o que sugere alguns riscos obstétricos. Por isso, o número de embriões a serem transferidos é menor em mulheres com idade fértil.

Qual a diferença entre transferência e implantação?

Esses dois conceitos estão presentes na FIV. Mas, apesar de ambos estarem relacionados ao mesmo processo, representam momentos diferentes.

A transferência se refere ao procedimento de colocar os embriões gerados em laboratório no útero da paciente. A implantação, por sua vez, também ocorre na gestação natural e é caracterizada pela fixação do embrião na parede uterina, isto é, no endométrio — implantação, fixação e nidação são termos sinônimos.

Tanto na gravidez espontânea quanto na FIV, pode haver falhas de implantação embrionária. Nesses casos, é preciso investigar as causas do problema e encontrar a melhor forma de tratamento.

Como vimos, a transferência embrionária é uma das etapas da FIV e completa a sequência do tratamento. Com essa técnica, as chances de gravidez são elevadas para pessoas com diversos fatores de infertilidade. Mas cada caso deve ser minuciosamente avaliado para saber quais procedimentos podem ser realizados.

Para compreender em detalhes como funciona a fertilização in vitro, acompanhe o texto que foi desenvolvido especificamente para explicar o passo a passo da FIV.

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