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DSTs e infertilidade: conheça mais sobre os riscos

DSTs e infertilidade: conheça mais sobre os riscos

// Por Dra. Altina Castelo Branco

Gonorreia, clamídia, sífilis, tricomoníase, uretrite e HPV. Essas são alguns exemplos de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). Elas são disseminadas, principalmente, por meio das relações sexuais sem o uso de preservativos. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), em média, um milhão de novos casos de DSTs curáveis são confirmados diariamente.

A falta de tratamento, ou o tratamento inadequado de algumas DSTs afetam a saúde dos portadores, incluindo, o seu potencial reprodutivo. Por isso, ao longo deste artigo, vamos mostrar a relação entre as DSTs e a infertilidade feminina e masculina.

Boa leitura!

O que são DSTs?

As doenças sexualmente transmissíveis — também chamadas de DSTs — podem ser provocadas por diversos agentes. Os mais comuns são bactérias, vírus, parasitas e outros. Em geral, eles são transmitidos por contato sexual sem o uso de preservativos, onde a pessoa que está infectada transmite para o outro.

Além disso, também há o risco da DST ser transmitida de mãe para filho durante a gravidez, o parto ou a amamentação. Esses casos são chamados de transmissão vertical. Entre elas, a sífilis é a mais grave, pois pode provocar sequelas ao bebê e o aumento do risco de abortamento.

Existem diversos tipos de DSTs. A seguir, conheça as principais.

Gonorreia

A gonorreia é causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae. As mulheres, em geral, são assintomáticas, aumentando o risco de transmissão.

Infecção por clamídia

A bactéria Chlamydia trachomatis é responsável pela transmissão da clamídia. Os seus sintomas demoram, em média, duas semanas para aparecerem. Por isso, o seu risco de transmissão é muito alto.

Sífilis

A sífilis é causada pela bactéria Treponema pallidum. Um dos maiores diferenciais da sífilis com relação as outras DSTs são os seus sintomas. Ela se manifesta na forma de feridas nos órgãos sexuais e caroços na virilha. Sem o tratamento, os sintomas podem evoluir para manchas no corpo, cegueira e outras complicações.

Tricomoníase

A tricomoníase é causada pelo protozoário Trichomonas vaginalis, sendo mais comum entre as mulheres. Em geral, os homens são assintomáticos. No sexo feminino, ela atinge o colo do útero, a vagina e a uretra. Nos homens, principalmente, o pênis.

HPV

O HPV (Papilomavírus humano) também é um exemplo de DST. Apesar de não ter uma relação direta com a infertilidade, ele é uma das principais causas de câncer de colo de útero.

Quais são os principais sintomas das DSTs?

Cada DST possui as suas particularidades, porém, elas compartilham algumas semelhanças. Os sintomas mais comuns são:

Em muitos casos, os pacientes são assintomáticos, o que dificulta o diagnóstico precoce e aumenta o risco da DST ser transmitida para outras pessoas. Nessas situações, é comum que a dificuldade em engravidar seja o fator determinante para que o paciente procure um médico. Isso ocorre porque as DSTs possuem uma relação direta com a infertilidade.

A Doença Inflamatória Pélvica (DIP), por exemplo, é uma consequência da falta de tratamento de DSTs, como a gonorreia e a infecção por clamídia. Ela causa uma inflamação no útero e nas tubas uterinas, provocando aderências que dificultam a fecundação e a implantação do embrião.

Nos homens, as DSTs também podem evoluir para uma inflamação no epidídimo (epididimite), nos testículos (orquite), na próstata (prostatite) e na uretra (uretrite). Dessa forma, o funcionamento do sistema reprodutor masculino fica comprometido, diminuindo a qualidade e a quantidade de espermatozoides, podendo até causar obstrução do canal deferente e resultando numa azoospermia obstrutiva (ausência de espermatozoides no ejaculado por obstrução do canal deferente).

Como é feito o tratamento?

Para que o paciente receba o tratamento adequado é necessário descobrir a causa da DST primeiro. O relato do paciente sobre os sintomas e o exame físico durante a consulta são fundamentais para levantar suspeitas sobre o diagnóstico.

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No entanto, a DST é confirmada por testes laboratoriais que analisam a secreção do paciente. A clamídia também pode ser diagnosticada pelo exame papanicolau, um dos principais exames ginecológicos de rotina.

As DSTs de origem bacteriana são tratadas com antibióticos. Ao finalizar o tratamento, o paciente não se torna imune. Por isso, o uso de preservativos durante as relações sexuais continua sendo fundamental.

A reprodução assistida pode ajudar nesses casos?

Após o tratamento, a fertilidade pode não ser restaurada. Nesses casos, as técnicas de reprodução assistida são uma alternativa para os casais terem filhos.

A escolha entre a relação sexual programada, a inseminação artificial e a fertilização in vitro (FIV) deve ser feita considerando a realidade do casal. Entre os fatores mais importantes estão a idade da mulher e a causa da infertilidade, se atingiu de forma severa ou não os ovários/útero/tubas na mulher ou testículo/epidídimo/canal deferente no homem. Entre elas, a fertilização in vitro é a técnica mais moderna e com melhores resultados atualmente.

As DSTs são transmitidas durante o contato sexual desprotegido com uma pessoa com a doença. Em alguns casos, elas são assintomáticas, aumentando o risco de transmissão. Quando não são tratadas corretamente, a DST evolui e pode causar infertilidade. A melhor maneira de preveni-las é com práticas sexuais seguras, como o uso de preservativos (masculino ou feminino) em todas as relações sexuais.

Assim como as DSTs outros fatores podem colocar a saúde reprodutiva da mulher e homem em risco. Para saber como identificá-los, confira o nosso material sobre a infertilidade feminina!

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