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Endometriomas: exames e diagnóstico

Endometriomas: exames e diagnóstico

// Por Dra. Altina Castelo Branco

A endometriose é uma doença que atinge milhões de mulheres durante a vida adulta. Ela pode provocar diversas complicações, entre elas, a infertilidade. A presença de endometriomas é uma das suas principais formas de manifestação, atingindo entre 20% a 40% dos casos.

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Endometriomas são cistos que se formam nos ovários, sendo a principal característica da endometriose ovariana, um dos tipos da doença. A presença dos cistos pode comprometer a qualidade e a quantidade dos óvulos e, com isso, causar infertilidade e outros sintomas.

A endometriose é uma doença multifatorial caracterizada pela presença de células endometriais fora do endométrio. No caso dos endometriomas, eles são encontrados nos ovários.

Neste artigo, vamos abordar as principais informações sobre os endometriomas, principalmente, quais exames são realizados para confirmar o seu diagnóstico.

Boa leitura!

Principais sintomas dos endometriomas

A endometriose é uma doença que, em geral, demora para ser diagnosticada. Alguns dos seus sintomas são confundidos com os que ocorrem durante o período menstrual. Com isso, muitas mulheres não levam a sério os sinais da doença e demoram a procurar ajuda médica.

Entre os sintomas mais comuns dos endometriomas, estão:

A infertilidade é um dos sintomas mais graves dos endometriomas. Os cistos que se fixam nos ovários podem comprometer a reserva ovariana e diminuir a qualidade e a quantidade de gametas femininos. Além disso, as aderências em torno do ovário podem afetar a ovulação — processo de liberação do óvulo para a fecundação — se torna mais difícil.

Para cistos com tamanho inferior a 4 cm, os endometriomas podem ser assintomáticos. Nesses casos, a dificuldade para engravidar pode ser o fator decisivo para a mulher ir ao médico investigar a doença.

Como é feito o diagnóstico de endometriomas

Os endometriomas também são conhecidos como “cistos de chocolate”, por apresentarem uma cor castanha e paredes espessas. Eles possuem tamanhos variados e podem atingir um ovário (unilateral) ou ambos (bilateral). Durante a consulta médica, o relato dos sintomas e o exame físico levantam as suspeitas de endometriomas. Cistos grandes podem ser percebidos pelo exame físico.

A ultrassonografia transvaginal e a ressonância magnética são os exames mais solicitados para detectar os endometriomas. Ambos são exames de imagem que possibilitam uma visão abrangente dos órgãos do sistema reprodutor.

Ultrassonografia transvaginal

A ultrassonografia transvaginal é um exame de imagem muito utilizado para diagnosticar uma série de doenças que podem atingir o sistema reprodutor feminino. O exame é simples e rápido, sendo frequentemente realizado na rotina ginecológica para prevenção. Ele permite a visualização da região pélvica, sendo capaz de confirmar a presença de cistos ovarianos maiores do que 2 cm de diâmetro.

Ressonância magnética

A ressonância magnética é muito usada para o diagnóstico de endometriose ovariana e infiltrativa profunda (o tipo mais grave da doença). Ela possibilita uma avaliação completa da região pélvica.

Endometriomas pequenos, a partir de 1 cm de diâmetro, são detectados pela RM. O exame consegue identificar o número e o tamanho dos cistos com muita precisão. Ele demanda uma preparação prévia da paciente no dia anterior, como o uso de um laxativo e a realização de uma dieta com pouca ingestão de alimentos.

A confirmação do diagnóstico se dá pelo resultado da análise histopatológica do endometrioma ou pela presença dos seguintes fatores:

Os endometriomas confirmam a endometriose de grau III (estágio moderado), que pode evoluir para o grau IV (estágio grave). Dessa forma, é possível que a paciente possua múltiplas lesões endometriais na pelve.

Tratamento e reprodução assistida para endometriose ovariana

A partir da confirmação do diagnóstico é possível avaliar as possibilidades de tratamento. A escolha deve ser feita pelo médico, considerando:

O tratamento cirúrgico é indicado para os casos em que a doença está progredindo ou a fertilidade da paciente está comprometida. Em geral, ela é realizada por videolaparoscopia. Por ser uma cirurgia minimamente invasiva, o risco de complicações é menor, assim como o seu o pós-operatório.

No entanto, mesmo após a cirurgia, a fertilidade da paciente pode não ser restaurada. Nesse caso, a fertilização in vitro (FIV) é a técnica de reprodução assistida mais indicada para as mulheres que desejam ter filhos.

Os endometriomas são cistos que se formam nos ovários, sendo uma das manifestações da endometriose. O diagnóstico é feito por exames de imagem, como a ultrassonografia transvaginal e a ressonância magnética. Em caso de infertilidade, a mulher pode optar pela reprodução assistida para ter filhos. A fertilização in vitro é a técnica mais indicada para pacientes com endometriomas.

Além da endometriose ovariana, a doença também pode ser classificada como endometriose peritoneal superficial e endometriose infiltrativa profunda. Confira as suas principais características na nossa página dedicada à endometriose!

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