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Endometriomas: o que são?

Endometriomas: o que são?

// Por Dra. Altina Castelo Branco

A endometriose é uma das principais causas de infertilidade feminina. Uma das suas consequências é a formação de cistos nos ovários, chamados de endometriomas. De forma geral, cistos são nódulos que podem se desenvolver em qualquer local do corpo. O seu interior é preenchido com material líquido, semissólido ou gasoso.

Os endometriomas são uma das manifestações da endometriose, que podem afetar a fertilidade, a reserva ovariana e a qualidade dos óvulos. Eles são cistos de conteúdo líquido que se formam em um ou em ambos os ovários.

Continue a leitura para descobrir o que são os endometriomas, e ainda, como é feito o seu diagnóstico e tratamento.

Boa leitura!

O que são endometriomas?

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A endometriose é uma doença conhecida pela presença de tecido endometrial fora do útero. De acordo com a localização onde se implanta esse tecido ectópico, ela é classificada como:

A endometriose ovariana é confirmada pela presença de endometriomas. Eles são cistos de cor achocolatada (devido às células endometriais presentes no local) e de tamanhos variados, por isso, também são conhecidos como “cistos de chocolate”. Os cistos são mais frequentes no ovário esquerdo, mas podem ser bilaterais.

Os endometriomas causam um grande impacto na reserva ovariana da paciente. A mulher nasce com uma quantidade limitada de folículos ovarianos, que são utilizados ao longo da sua vida reprodutiva. A formação dos cistos prejudica o bom funcionamento do ovário, afetando também a ovulação e a qualidade dos gametas femininos.

Quais são os sintomas dos endometriomas?

A intensidade dos sintomas causados pelos endometriomas depende da profundidade e do tamanho das lesões. Em geral, eles afetam a qualidade de vida da mulher e, até mesmo, o seu potencial fértil.

Entre os sintomas mais comuns dos endometriomas, temos:

A infertilidade é uma das principais consequências dos endometriomas. A formação de cistos ovarianos altera o processo de desenvolvimento dos folículos ovarianos e, consequentemente, a ovulação. Desse modo, os endometriomas fazem com que a mulher ovule com menos frequência, e ainda, diminui a qualidade dos óvulos.

Além disso, é muito comum que a mulher apresente mais de um tipo de endometriose ao mesmo tempo. Por isso, o diagnóstico de endometriose em outro local pode ser um alerta para que o médico investigue a presença de cistos ovarianos. No entanto, há casos de pacientes com endometriomas que são assintomáticas.

Como é feito o seu diagnóstico?

O exame físico e de imagem são fundamentais para o diagnóstico dos endometriomas. Durante a consulta, o médico faz o exame físico. Os endometriomas com mais de 3 cm podem ser percebidos durante o toque vaginal.

Os exames de imagem possibilitam a visualização precisa do volume dos endometriomas. A ultrassonografia transvaginal é o exame mais indicado para detectar a presença dos cistos ovarianos. Outros exames de imagem que podem ser solicitados para complementar o diagnóstico são a ressonância magnética da pelve e até a cirurgia por vídeo, que é a videolaparoscopia com biópsia.

Como é o tratamento para endometriomas?

O tratamento da endometriose deve ser individualizado, considerando o perfil da paciente e a gravidade da doença. O tratamento cirúrgico é indicado para pacientes com sintomas que atrapalham a sua qualidade de vida, independentemente de desejar ou não filhos, e para aquelas que desejam ter filhos, mas sem endometriomas nos ovários.

Quando há implantes do endométrio nos ovários e a paciente deseja ter filhos, o ideal seria primeiro realizar a fertilização in vitro (FIV) ou congelamento dos óvulos pela redução da reserva ovariana já documentada em vários artigos médicos quando se faz a videolaparoscopia com retirada dos endometriomas.

A cirurgia, em geral, é feita por videolaparoscopia. Durante o procedimento, os endometriomas são drenados ou retirados dos ovários, com o objetivo de preservar, ao máximo, o tecido ovariano sadio da paciente, porém, quanto maior o endometrioma, maior é a lesão nos ovários.

Para as mulheres que estão próximas da menopausa, fase que marca o fim do período reprodutivo da mulher, a retirada do ovário (ooforectomia) é uma opção de tratamento que pode ser considerada.

Um dos riscos da cirurgia para a retirada dos endometriomas é a redução da reserva ovariana da paciente. Por isso, é aconselhável que a mulher congele os seus óvulos antes do procedimento. Assim, caso ela queira engravidar no futuro, poderá usá-los na fertilização in vitro.

Em caso de infertilidade devido à endometriose, muitas pacientes recorrem à reprodução assistida para terem filhos. Entre elas, a fertilização in vitro (FIV) é a mais indicada pelas aderências frequentemente presentes nessa doença e que geralmente comprometem as tubas.

A FIV é recomendada para mulheres com mais de 35 anos ou mesmo mais jovens que tenham endometriomas pelo risco de diminuir a reserva ovariana, e para outras causas associadas de infertilidade feminina e masculina.

Os gametas do casal são coletados e fecundados em laboratório. Após alguns dias de desenvolvimento, os embriões formados são transferidos para o útero da paciente.

Os endometriomas são cistos ovarianos formados por células endometriais, sendo a principal característica da endometriose ovariana. Eles provocam dores, alterações no ciclo menstrual e, até mesmo, infertilidade feminina. Nesses casos, a mulher pode optar pela fertilização in vitro para realizar o seu sonho de ter filhos.

A endometriose é uma doença complexa, sendo uma das principais causas de infertilidade feminina. Para saber como ela se manifesta e os seus principais sintomas, confira a nossa página dedicada à endometriose!

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