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Endometrite: diagnóstico

Endometrite: diagnóstico

// Por Dra. Altina Castelo Branco

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O útero é um órgão em formato de pera invertida e faz parte do sistema reprodutor feminino. É o responsável por abrigar e promover o desenvolvimento do embrião formado na fecundação.

Suas principais partes são o fundo, corpo do útero e colo uterino, sendo constituído por camadas espessas, que tendem a se estender durante a gestação para acompanhar o crescimento do feto.

Trata-se de um órgão fundamental para a reprodução humana, e algumas doenças que o afetam podem causar infertilidade feminina. Sendo assim, é importante que ele esteja em boas condições para que a gravidez aconteça de maneira saudável.

A parede uterina é formada por três camadas de revestimento: a serosa (também chamada perimétrio), que é a mais externa, o miométrio, que é a intermediária, e o endométrio, camada mais interna.

O tecido endometrial é essencial no contexto da gravidez, pois nele o embrião se fixa para dar início ao desenvolvimento da gestação. A inflamação dessa camada, conhecida como endometrite, pode causar algumas complicações para a saúde da mulher, incluindo problemas com a sua fertilidade.

Entenda o que é a endometrite nesta leitura e saiba como o seu diagnóstico pode ser feito para que o tratamento seja mais eficiente.

O que é a endometrite?

O endométrio é essencial durante o processo de reprodução e deve estar em boas condições para que a gestação tenha início. Existem algumas doenças e alterações nessa região que podem dificultar o caminho em busca da gravidez.

Os pólipos endometriais e os miomas uterinos estão entre as doenças que podem afetar o tecido endometrial, podendo causar alguns problemas para a sua saúde da mulher, principalmente em sua fertilidade.

A endometrite também se encaixa nessa situação e corresponde à inflamação do endométrio. Pode ser aguda ou crônica e muitas vezes é resultante de uma infecção bacteriana.

Em sua forma aguda, pode ser consequência de alguns procedimentos ginecológicos, como os partos (cesariana ou normal) ou abortos. As inflamações uterinas também são fatores de risco para o desenvolvimento da doença.

Quando não é tratada corretamente, pode se desenvolver e tornar-se crônica, provocando sintomas persistentes e causando incômodos maiores para a mulher, podendo ocorrer até mesmo a infertilidade.

Além disso, mulheres com infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), como a clamídia e a gonorreia, possuem maiores chances de desenvolver a inflamação do tecido endometrial.

Quais os sintomas mais comuns da doença?

Em casos de endometrite aguda, os sintomas manifestados podem durar poucos dias. Entre os principais, temos:

Já a endometrite crônica é muitas vezes assintomática ou apresentar sintomas mais leves e discretos. Os mais comuns são: dor na região pélvica, corrimento vaginal, sangramento uterino, micção frequente, dor durante as relações sexuais e febre baixa.

Outro fator comum a mulheres com essa condição é a infertilidade, que pode surgir em alguns casos da doença. Por afetar uma estrutura fundamental para a reprodução, a inflamação pode influenciar negativamente a fertilidade feminina.

Com o endométrio prejudicado, a implantação embrionária pode não acontecer. As falhas de implantação podem ser comuns tanto na tentativa de gestação natural, quanto na reprodução assistida. Os abortos de repetição podem ser uma realidade para mulheres com esta doença.

Como a endometrite pode ser diagnosticada?

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Existem alguns sintomas a serem observados durante o exame clínico, como a sensibilidade uterina, o inchaço e a presença de secreções que podem indicar a ocorrência da infecção.

Visando descartar a possibilidade de outras doenças que possuem sintomas semelhantes, o ideal é a realização de exames complementares para identificar o processo inflamatório e determinar as suas causas.

O indicado é a realização de um hemograma completo para analisar as condições da inflamação e identificar a presença de bactérias no organismo. O teste de urina permite a identificação de condições como as ISTs.

Alguns exames de imagem também podem ser feitos para uma visualização mais detalhada das condições uterinas. Entre eles estão: a ultrassonografia transvaginal, a ressonância magnética e a vídeo-histeroscopia ambulatorial.

Em alguns casos, pode ser necessária a biópsia endometrial, quando amostras do tecido são coletadas por meio da histeroscopia e avaliadas, a fim de confirmar ou descartar a presença da inflamação da camada de revestimento.

Qual o melhor tratamento para a endometrite?

São prescritos antibióticos para combater as bactérias presentes no organismo da mulher. Sua recomendação acontece de acordo com o tipo e a gravidade da infecção. Quando resultante de ISTs, é indicado que o parceiro sexual também seja tratado.

A intervenção cirúrgica só é necessária em casos de formação de abcessos e aderências. Além disso, em situações em que a endometrite é resultante de abortamentos, é comum que seja necessária a retirada de resíduos placentários.

A fertilidade tende a ser restaurada após o tratamento, mas, quando isso não acontece, a paciente pode procurar a reprodução assistida para realizar o sonho de ser mãe. Quando existe o desejo de engravidar, é essencial que ela realize o tratamento antes de qualquer tentativa, pois a doença pode interferir negativamente também nos métodos da medicina reprodutiva.

A técnica mais indicada para esses casos de infertilidade é a fertilização in vitro (FIV), método de maior complexidade que possui recursos muito avançados e altas taxas de sucesso.

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