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Endometrite e falhas de implantação: qual a relação?

Endometrite e falhas de implantação: qual a relação?

// Por Dra. Altina Castelo Branco

A gravidez se inicia quando o embrião chega ao útero e se implanta no endométrio. Apesar de parecer simples, vários fatores precisam estar alinhados para que o casal engravide.

Uma das principais causas que podem dificultar esse processo é a endometrite, doença que provoca um processo inflamatório no endométrio, aumentando o risco de falhas de implantação.

O endométrio é a camada interna do útero, que também é constituído pelo miométrio (camada intermediária) e pelo perimétrio (camada externa). Com o formato de pera invertida, o útero tem a função de proteger e nutrir o embrião, do momento da implantação ao desenvolvimento do feto, até o parto. Para tal, possui células musculares que se expandem ao longo da gravidez.

A dificuldade para um casal engravidar pode estar relacionada a fatores femininos, masculinos, ou ambos. Nas mulheres, por exemplo, a presença de alguma alteração na receptividade endometrial pode levar à infertilidade.

Neste texto, vamos mostrar a relação entre a endometrite e as falhas de implantação do embrião. Boa leitura!

O que é endometrite?

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Endometrite é a inflamação do endométrio, que pode ser aguda ou crônica. O processo inflamatório geralmente é causado por bactérias que invadem o corpo da mulher pela vagina ou útero.

Em muitos casos, resulta de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), como a clamídia e a gonorreia. Ambas são transmitidas por relação sexual sem preservativo com pessoas que estão contaminadas.

Embora a endometrite causada por bactéria possa ser tratada com antibióticos, pode se tornar um risco para a fertilidade quando a mulher demora para receber o tratamento adequado, tornando-se persistente e crônica.

Na maioria das vezes, os casos crônicos são assintomáticos, dificultando o diagnóstico. Por isso, as tentativas malsucedidas para engravidar podem ser o primeiro sinal de alerta para o casal procurar ajuda médica.

O que é implantação embrionária?

A implantação embrionária, também conhecida como nidação, é um processo complexo que depende tanto do embrião, quanto do endométrio. Durante o ciclo menstrual, por influência hormonal, o endométrio se torna mais espesso, criando um ambiente adequado para receber o embrião.

Em uma gestação natural e em técnicas de reprodução assistida de baixa complexidade, a fecundação acontece nas tubas uterinas da mulher. Posteriormente, o embrião formado começa a se desenvolver e segue em direção ao útero para dar início à gestação.

Na fertilização in vitro (FIV), esse processo é realizado em laboratório e os embriões são transferidos ao útero alguns dias após a fecundação.

Em ambos os casos, para que a nidação aconteça o endométrio precisa estar com a espessura adequada. Esse período de maior receptividade endometrial é chamado de janela de implantação. No entanto, algumas doenças que o atingem podem dificultar esse processo.

Como a endometrite pode causar falhas de implantação embrionária?

As falhas de implantação ocorrem quando o embrião não consegue penetrar no endométrio. Elas podem acontecer devido a um problema na qualidade do embrião, na receptividade do endométrio ou em ambos.

Com relação ao embrião, a idade avançada da mulher ou a presença de alguma variação nos parâmetros seminais do parceiro podem causar alterações cromossômicas nos gametas do casal. Desse modo, elas aumentam o risco de alterações no DNA do embrião provocarem falhas de implantação. Erros também podem ocorrer durante o processo de divisão celular.

Além disso, um dos fatores que podem afetar a receptividade endometrial é a endometrite. Como vimos, a doença provoca uma inflamação no endométrio, alterando as condições do tecido endometrial. Ou seja, o ambiente se torna inadequado para receber o embrião, sendo mais difícil para a nidação acontecer.

Na lista de doenças que também podem causar falhas de implantação, temos:

O casal que está há mais de 12 meses tentando engravidar sem sucesso, deve procurar ajuda médica para avaliar a fertilidade. Todo esse processo é individualizado, fator que contribui para definição do tratamento mais adequado.

A maioria dos casos de endometrite têm tratamento, o que tende a melhorar a receptividade endometrial da paciente. Porém, ele pode não ser suficiente para que o casal consiga engravidar naturalmente, ou outros fatores podem estar associados à infertilidade.

Nesse cenário, a FIV é a técnica de reprodução assistida mais indicada, uma vez que a fecundação é realizada em laboratório. Além disso, podem ser aplicadas técnicas complementares para aumentar as chances de sucesso, de acordo com as necessidades do casal.

Uma delas é o teste ERA (teste de receptividade endometrial), utilizado para avaliar as células do endométrio e indicar o período mais receptivo para os embriões serem transferidos. Com isso, as chances de falhas de implantação acontecerem é menor.

Para que a gravidez seja bem-sucedida, a receptividade endometrial é fundamental. O endométrio precisa ter a espessura e as condições adequadas para receber o embrião. A inflamação causada pela endometrite pode dificultar a implantação do embrião, aumentando o risco de falhas de implantação. A doença é causada, principalmente, por infecções bacterianas, incluindo as provocada por ISTs.

Siga o link e saiba mais sobre a endometrite!

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