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Epididimite: o que é?

Epididimite: o que é?

// Por Dra. Altina Castelo Branco

Os espermatozoides são os gametas masculinos, produzidos pelos testículos, mais especificamente no interior dos túbulos seminíferos. Diferente do que acontece no corpo da mulher, os gametas masculinos são produzidos de maneira constante desde a puberdade.

Nos túbulos seminíferos, os espermatozoides ainda não possuem a cauda, uma estrutura fundamental para a locomoção durante sua trajetória no organismo feminino, permitindo alcançar o óvulo nas tubas uterinas.

Por isso, logo após serem formados, são transportados para os epidídimos, local em que completam seu desenvolvimento e são armazenados, aguardando para serem liberados quando houver uma ejaculação.

Os epidídimos servem, então, como local de armazenamento e também de passagem para os espermatozoides dos testículos para os canais deferentes, misturando-se com os demais líquidos que formam o sêmen posteriormente ejaculado.

Certas doenças que afetam os epidídimos, como a epididimite, podem se tornar graves quando não tratadas em tempo, aumentando inclusive as chances de infertilidade masculina.

Continue com a leitura do texto a seguir para entender o que é a epididimite e como ela pode afetar a capacidade reprodutiva do homem.

O que são os epidídimos?

Os epidídimos são pequenas estruturas em forma de ducto, que recebem e armazenam os espermatozoides dos túbulos seminíferos. Participam da maturação dos espermatozoides, que saem ainda sem a cauda dos túbulos seminíferos. Ficam localizados na parte posterior externa dos testículos, possuindo aproximadamente o mesmo comprimento.

Os epidídimos possuem uma abertura também para os canais deferentes e se misturam aos líquidos produzidos nas glândulas anexas (próstata, vesículas seminais e glândulas bulbouretrais) para formar o sêmen.

O que é epididimite?

A epididimite é a inflamação dos epidídimos e costuma ser a principal anomalia que afeta essas estruturas. Geralmente é consequência da contaminação da uretra (uretrite) e ocorre quando esses microrganismos conseguem alcançar os epidídimos.

A reação do sistema imunológico contra os agentes causadores da infecção leva a uma inflamação no local, o que caracteriza a epididimite. Em algumas situações, pode afetar também os testículos, causando orquite e orquiepididimite.

Quais são as causas da epididimite?

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Geralmente, a epididimite é causada por infecções bacterianas e a grande maioria dos casos é resultado de DSTs (doenças sexualmente transmissíveis), como a clamídia e, principalmente, a gonorreia.

Normalmente a infecção inicia na uretra e, quando não tratada de maneira adequada, se espalha e pode afetar o epidídimo, causando a epididimite. Além disso, pode ser causada também por agentes virais, embora de forma mais rara, como no caso do citomegalovírus.

Traumas na região escrotal, bem como a prática constante de esportes como o ciclismo profissional, que afetam os testículos de maneira repetida, também podem levar à epididimite, assim como sequelas de intervenções cirúrgicas na região, como a utilização de sonda uretral.

Quais são os sintomas da epididimite?

Normalmente o homem que apresenta um quadro de epididimite, seja ela de causas bacterianas ou não, sente dores na região dos testículos que podem se irradiar pelo abdômen, principalmente ao ejacular. Também é comum que ocorra inchaço e aumento no volume da bolsa testicular.

Nas epididimites bacterianas, além da dor na região testicular e no abdômen, o homem pode apresentar febre, náuseas, prurido saindo pela uretra e alterações urinárias.

Outro sintoma é a infertilidade. O risco de infertilidade existe porque a inflamação característica da epididimite causa a obstrução dos epidídimos e impede a passagem dos espermatozoides para o canal deferente.

A obstrução provoca um quadro de azoospermia obstrutiva, já que o sêmen ejaculado não conta com a presença dos espermatozoides, o que impossibilita uma gravidez.

Como a epididimite é diagnosticada?

Inicialmente, para o diagnóstico da epididimite, realiza-se o exame clínico, que inclui a observação dos aspectos externos do pênis e bolsa testicular para confirmar a presença ou não de secreções e de inchaço, além de observar outros sintomas relatados durante a consulta.

Na presença de secreções, é possível realizar a análise para determinar as causas da epididimite. Também pode ser solicitada a urocultura, que busca observar se há também um quadro urinário, além da epididimite, que possa ter participado das causas da infecção dos epidídimos.

Isso é fundamental para que os agentes envolvidos no processo inflamatório sejam identificados e o tratamento mais correto para o caso possa ser iniciado rapidamente.

Como é feito o tratamento da epididimite?

O tratamento da epididimite depende dos fatores que estão causando a doença. De maneira geral, é feito com antibióticos específicos para a infecção primária que levou a esse quadro mais complexo.

Além dos antibióticos, é comum a indicação de analgésicos para aliviar os sintomas. Outra recomendação é o repouso, realizado, de preferência, com a elevação da bolsa testicular.

Não é incomum que, mesmo após os tratamentos para curar a epididimite, o homem continue apresentando infertilidade. Isso acontece quando a infecção deixa cicatrizes no interior dos epidídimos, que continuam impedindo a passagem dos espermatozoides para os ductos deferentes.

Homens em idade fértil que desejam ter filhos, mas não conseguem engravidar a parceira por causa da epididimite, podem recorrer às técnicas de reprodução assistida para realizar esse sonho.

Nesses casos, a mais recomendada é a FIV (fertilização in vitro), já que possibilita a obtenção de espermatozoides por recuperação espermática, contornando a azoospermia obstrutiva que resulta de quadros de epididimite.

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