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FIV e inseminação artificial: diferenças

FIV e inseminação artificial: diferenças

// Por Dra. Altina Castelo Branco

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É muito comum que as pessoas confundam os termos relacionados à reprodução assistida. Existem diferentes técnicas, realizadas de acordo com a complexidade dos seus procedimentos e as necessidades de cada pessoa envolvida no tratamento.

A inseminação artificial (IA) e a fertilização in vitro (FIV) são as mais confundidas. Apesar de existirem algumas semelhanças entre os procedimentos utilizados, elas se diferem em muitos aspectos, incluindo as indicações.

A medicina reprodutiva se desenvolveu muito ao longo dos anos e busca sempre ajudar pessoas com o sonho de ter filhos. Homens e mulheres com problemas de infertilidade, casais homoafetivos e solteiros, que buscam a gestação independente, são os possíveis beneficiados.

Devido ao fato de atender diferentes tipos de situações, é necessário analisar bem os casos para determinar a melhor técnica a ser utilizada. O tratamento sempre é individualizado para aumentar as chances de sucesso.

A FIV e a IA são realizadas de formas diferentes e têm indicações específicas, sejam mais leves, sejam mais graves. A seguir, entenda a diferença entre a inseminação artificial e a FIV e saiba como elas são realizadas na reprodução assistida.

Quais são as técnicas de reprodução assistida?

A medicina reprodutiva conta com três técnicas principais no tratamento em busca da gravidez: a relação sexual programada (RSP) ou coito programado, a inseminação artificial (IA) e a fertilização in vitro (FIV).

A RSP e a inseminação artificial são de baixa complexidade, realizadas em situações mais leves de infertilidade. Nesses casos, a fecundação acontece de maneira natural dentro do corpo da mulher, nas tubas uterinas.

Na IA, a mulher inicia os procedimentos com a estimulação ovariana, recebendo uma dosagem hormonal para promover o desenvolvimento de um ou mais folículos nos ovários, mas no máximo três – é importante evitar a gestação gemelar. Recebe acompanhamento por meio de ultrassonografias para identificar o momento mais fértil.

O sêmen é coletado na clínica por masturbação e passa por um preparo seminal a fim de que somente os melhores espermatozoides sejam utilizados na inseminação. Posteriormente, são inseridos no útero com uso de um cateter para que haja a fecundação.

Já a FIV é o método mais complexo da reprodução assistida e conta com várias recursos complementares, utilizados para aumentar as possibilidades de gravidez e diminuir os riscos de complicações para a mãe e o feto.

A maior parte dos processos acontece em laboratório, incluindo a fecundação. Sendo assim, trata-se de uma técnica muito utilizada e com altos índices de sucesso.

Tem início com a estimulação ovariana, passa pela coleta dos gametas, é realizada a fecundação dos óvulos, mantêm-se os embriões em cultivo por um período de tempo e depois os transfere para a fixação no tecido endometrial. Essas são resumidamente as etapas da FIV.

Quais as diferenças entre inseminação artificial e FIV?

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As duas técnicas se diferem em muitos aspectos, iniciando no grau de complexidade. Enquanto a inseminação artificial é um método menos complexo, a FIV é a de mais alta devido aos procedimentos utilizados.

Ambas têm início com a estimulação ovariana, mas utilizam protocolos diferentes para essa realização. Métodos considerados mais simples adotam uma dosagem hormonal menor, pois desejam uma quantidade menor de óvulos para a fecundação.

Por acontecer de forma semelhante ao início de uma gestação natural, a IA não pode obter muitos óvulos após esse estímulo, pois pode resultar em gestação múltipla, muitas vezes arriscada, tanto para a mãe, quanto para os bebês.

Na FIV, esse estímulo pode ser maior, uma vez que os gametas são manipulados para promover a fertilização e o procedimento pode ser repetido durante o tratamento. Nesse caso, quanto mais óvulos obtidos, melhores as chances de uma gestação.

Também existem possibilidades de uma gestação múltipla na realização dessa técnica, porém o controle da situação é maior. Aqui, a quantidade de embriões formados a serem transferidos ao útero pode ser maior ou menor, de acordo com a idade da mulher, sua condição de saúde e as regras estabelecidas pelo CFM. Atualmente, dependendo da idade da mulher, podemos transferir no máximo 3 embriões.

Já na IIU, após a inserção dos espermatozoides selecionados no útero durante a inseminação artificial, é aguardado o momento em que a fecundação acontecerá de forma natural. São realizadas exames para confirmar ou descartar a gravidez.

Já a FIV realiza mais procedimentos após a fecundação, como o cultivo dos embriões em uma placa de cultura para que se desenvolvam antes de serem transferidos ao útero. No momento ideal, a transferência acontece e somente a implantação embrionária deve ocorrer naturalmente.

Quando as técnicas são indicadas?

A inseminação artificial é recomendada em casos mais leves de infertilidade masculina. Além disso, o ideal é que seja indicada para mulheres com até 37 anos de idade que tenham tubas uterinas em boas condições.

A FIV pode ser indicada para homens e mulheres com problemas mais graves de infertilidade ou para casais homoafetivos e pessoas solteiras. Quando outros métodos não são eficientes, a técnica também pode ser uma solução.

Pessoas que buscam a gestação devem passar por exames para avaliar a sua fertilidade e identificar todas as possibilidades de tratamento. Só depois disso são encaminhadas ao mais adequado, buscando sempre maiores chances de sucesso.

Gostou do texto? Leia também sobre a fertilização in vitro (FIV) e saiba mais detalhes sobre a realização dessa técnica da medicina reprodutiva.

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