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Histeroscopia: saiba mais sobre o procedimento no contexto da infertilidade

Histeroscopia: saiba mais sobre o procedimento no contexto da infertilidade

// Por Dra. Altina Castelo Branco

Os fatores uterinos estão entre as principais causas de infertilidade feminina. Por isso, exames que realizam uma investigação precisa no útero são muito importantes. Entre eles, temos a histeroscopia que pode ser utilizada tanto para a investigação da infertilidade quanto para a retirada de miomas uterinos (procedimento chamado de miomectomia), por exemplo.

Também chamada de vídeo-histeroscopia, essa técnica minimamente invasiva analisa o útero, o canal endocervical e a vagina da paciente. Ela é dividida em dois tipos: a diagnostica e a cirúrgica.

A histeroscopia diagnostica tem o objetivo de investigar a cavidade uterina da mulher para coletar imagens ou material para biópsia. Desse modo, ela é utilizada para o diagnóstico de doenças e condições que afetam a saúde reprodutiva. E a histeroscopia cirúrgica visa corrigir um problema que foi identificado.

Ela é indicada, principalmente, quando a paciente apresenta sinais como irregularidades menstruais, sangramento uterino anormal, dificuldade para engravidar e dois ou mais abortamentos consecutivos.

Neste artigo, vamos abordar todas as aplicações da histeroscopia na infertilidade feminina. Continue lendo para conferir!

Quais são as diferenças entre a histeroscopia diagnostica e a cirúrgica?

Cuidados antes da histeroscopia

A histeroscopia diagnostica não necessita de sedação, mas ela pode ser feita visando reduzir o desconforto da paciente durante o procedimento. No entanto, a histeroscopia cirúrgica deve ser realizada apenas em centro cirúrgico e com anestesia.

Além disso, a paciente deve realizar todos os procedimentos pré-operatórios necessários, como exames, risco cirúrgico e avaliação pré-anestésica.

Como a histeroscopia é realizada?

O procedimento da histeroscopia, seja ambulatorial ou cirúrgica, é muito parecido. A paciente se deita em posição ginecológica para a introdução do histeroscópio no canal vaginal até a cavidade uterina.

O aparelho possui iluminação e uma câmera acoplada na ponta para transmitir as imagens em tempo real. Por ele também é injetado soro fisiológico para dilatar o órgão e melhorar a visualização do útero.

Cuidados após a histeroscopia

Após a histeroscopia diagnostica a paciente pode retornar para as suas atividades normalmente. Enquanto na histeroscopia cirúrgica, a paciente é liberada após o efeito da anestesia passar.

As principais recomendações após o procedimento cirúrgico são repousar e se abster das relações sexuais por uma semana. Por ser uma técnica minimamente invasiva ela possui muitas vantagens, como: cortes menores, menor tempo de internação e de recuperação em comparação com as cirurgias tradicionais.

A mulher deve ficar atenta aos sintomas no pós-operatório. A presença de sinais como cólica e um leve sangramento por alguns dias é normal. Porém, se os sintomas forem mais intensos ela deve procurar ajuda médica.

Quando a histeroscopia ambulatorial pode ser indicada?

A histeroscopia ambulatorial é uma ferramenta importante para a investigação da infertilidade. Ela possibilita uma visualização mais precisa da cavidade uterina e do endométrio, a camada interna do útero. Com isso, também é possível avaliar sua espessura, vascularização, a anatomia da cavidade endometrial e os sinais de infecção.

O exame pode ser solicitado para complementar os resultados da ultrassonografia pélvica e da histerossalpingografia quando eles forem inconclusivos. Porém, também pode ser a primeira opção do médico.

Entre as principais doenças e condições diagnosticadas com o auxílio da histeroscopia ambulatorial, estão:

Além disso, ele também é indicado para localizar corpos estranhos na cavidade uterina, como um dispositivo intrauterino (DIU) perdido. O procedimento é rápido e seguro, porém, não pode ser realizado se a paciente estiver grávida, menstruada, com alguma infecção ou com sangramento uterino abundante.

Quando a histeroscopia cirúrgica pode ser indicada?

A histeroscopia cirúrgica é recomendada para o tratamento de uma causa diagnosticada anteriormente. O procedimento é mais rápido e seguro do que as cirurgias tradicionais, sendo indicado para várias doenças uterinas, como:

A histeroscopia é uma técnica minimamente invasiva com finalidade diagnóstica e terapêutica. A histeroscopia diagnostica possibilita uma visualização precisa da cavidade uterina para avaliar a presença de doenças e condições que podem causar infertilidade. Enquanto a cirúrgica visa o tratamento quando a causa do problema foi descoberta.

Entre as suas indicações estão a retirada de miomas e de aderências.

Esse exame de imagem é muito importante para detectar alterações na cavidade uterina. Para saber mais sobre ele e os seus riscos, confira nosso texto dedicado à histeroscopia ambulatorial!

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