Art Fértil | WhatsApp
Art Fértil
Indicações da RSP ou coito programado: veja se ela é indicada para você

Indicações da RSP ou coito programado: veja se ela é indicada para você

// Por Dra. Altina Castelo Branco

infertilidade conjugal é considerada uma problema de saúde que acomete homens e mulheres, durante a idade reprodutiva, em escala global, com uma incidência de aproximadamente 15%, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Além dos tratamentos específicos para cada doença ou alteração que provoca infertilidade, a medicina reprodutiva oferece também três principais técnicas de reprodução assistida para auxiliar casais que encontram dificuldades para engravidar: FIV (fertilização in vitro)IA (inseminação artificial) e a RSP (relação sexual programada).

A escolha da melhor técnica deve sempre ser feita de forma individual, atendendo às demandas específicas de cada caso, determinadas por um rigoroso processo de investigação sobre os motivos pelos quais o casal não consegue ter filhos por vias naturais.

Acompanhe a leitura do texto a seguir e compreenda melhor em quais contextos o casal com infertilidade pode receber indicações para o tratamento com a RSP ou coito programado. Aproveite a leitura!

O que é RSP ou coito programado?

Considerada uma das técnicas de reprodução assistida mais simples e acessíveis, a RSP ou coito programado, como é popularmente chamada, é realizada por meio da estimulação ovariana e com o auxílio da ultrassonografia transvaginal, para identificação mais exata do período fértil da mulher, aconselhando-a que mantenha relações sexuais neste período, com mais chance de resultar em gestação.

Embora esta técnica apresente boas chances de conseguir a gestação, a simplicidade dos procedimentos envolvidos implica indicações mais restritas.

Vamos compreender melhor quais as indicações e contraindicações da RSP ou coito programado.

Quando a RSP é indicada?

As alterações na ovulação estão entre as principais causas de infertilidade feminina, e normalmente são causadas por desequilíbrios na dinâmica hormonal que regula o ciclo reprodutivo ou pelo aparecimento de cistos ou tumores aderidos aos ovários.

A SOP (síndrome dos ovários policísticos), doença recorrente em um grande número de mulheres em idade reprodutiva, é provocada por alterações na secreção das gonadotrofinas, que resultam em um aumento na produção de testosterona, simultâneo à diminuição na concentração de estrogênios. Esse processo impede o desenvolvimento pleno dos folículos ovarianos e seu rompimento, para liberação do oócito, fazendo com que a ovulação não aconteça.

Outra doença associada à infertilidade por anovulação é a endometriose ovariana, em que o crescimento de tecido endometrial ectópico acontece nos ovários, formando cistos chamados endometriomas.

Diferentes dos cistos da SOP, que permanecem sempre do mesmo tamanho, os endometriomas crescem sob estímulo dos estrogênios e além de interromper a ovulação, também oferecem riscos de danos à reserva ovariana.

Essas doenças são progressivas, por isso seus estágios iniciais podem não interromper severamente a ovulação (anovulação), mas sim diminuir o número de ciclos reprodutivos ovulatórios (oligovulação) – o que dificulta, embora não inviabilize a gestação por vias naturais.

A RSP ou coito programado é indicado principalmente para estes casos e também quando as causas da infertilidade não podem ser precisamente determinadas, condição a que chamamos ISCA (infertilidade sem causa aparente).

Em que situações a RSP não é indicada?

Para compreender as restrições nas indicações do coito programado é importante lembrar que para que a RSP seja uma possibilidade de tratamento viável, a fecundação deve acontecer por vias sexuais e não através de outros procedimentos, que induzem o encontro dos gametas, como na IA e na FIV.

Por isso, é fundamental que as estruturas envolvidas neste processo estejam íntegras – o que exclui, por exemplo, os casos de infertilidade conjugal nos quais participe qualquer fator de infertilidade masculina.

Da mesma forma, às mulheres com infertilidade por fator tubário e uterino também não é indicado o coito programado, já que a obstrução tubária pode impedir o encontro dos gametas, e as alterações uterinas, especialmente quando afetam o endométrio, tendem a prejudicar a implantação embrionária, levando a perdas gestacionais.

Como é feita a RSP ou coito programado?

blank

A RSP ou coito programado é realizada em três etapas interconectadas: estimulação ovariana, indução da ovulação e a relação sexual programada. Vamos entender como os detalhes de cada uma das etapas interferem nas possibilidades de indicação da RSP.

estimulação ovariana começa a ser feita no momento em que um novo ciclo reprodutivo se inicia. Durante os primeiros dias do ciclo menstrual, a mulher recebe uma medicação específica, que estimula o processo de recrutamento e amadurecimento folicular. É justamente esta etapa do tratamento que atende às demandas das principais indicações da RSP, infertilidade feminina por oligovulação.

Toda esta etapa deve ser monitorada por ultrassonografia transvaginal, que identifica o momento em que o folículo dominante atinge o auge de seu amadurecimento, sinalizando para o início da etapa seguinte, a indução da ovulação – realizada com uma dose única de hCG (gonadotrofina coriônica humana).

A partir da indução da ovulação, a mulher tem alguns dias para manter relações sexuais, sem o uso de preservativos de barreira, com chances relevantemente mais altas de que resultem em uma gestação.

Quer conhecer melhor esta técnica? Toque o link.

Compartilhar: Deixe seu comentário:

O seu endereço de e-mail não será publicado.

blank blank