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Infertilidade feminina: como tratar?

Infertilidade feminina: como tratar?

// Por Dra. Altina Castelo Branco

Segundo a OMS, Organização Mundial da Saúde, a infertilidade é uma doença caracterizada pela incapacidade de engravidar após 12 meses de relações sexuais sem o uso de nenhum método contraceptivo. É um problema que pode ser tanto feminino quanto masculino, podendo atingir casais com ou sem filhos.

Ao contrário do que muita gente pensa, o fato de uma mulher ou um homem já ter um filho biológico não significa que serão sempre férteis. A infertilidade é uma doença causada por diversos fatores diferentes, que pode atingir qualquer pessoa independentemente da idade, filhos ou estilo de vida.

O que se pode dizer é que grande parte dos casos de infertilidade feminina ou masculina tem tratamento. Não há necessariamente uma cura para essa doença, mas dependendo de sua causa é possível tratar e alcançar uma gravidez, tão sonhada por muitos casais.

Quais são esses tratamentos? Quais são as possibilidades para um casal que se descobriu infértil? Neste texto, falaremos especificamente sobre como tratar a infertilidade feminina. Veja as informações a seguir:

Causas da infertilidade feminina e seus tratamentos

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Assim como existem muitos fatores que podem causar a infertilidade feminina, existem muitas possibilidades de tratamento. Porém, é necessário diagnosticar a doença e conhecer sua causa para, então, identificar a forma mais eficaz para tratar o problema. Isso significa que uma técnica ou procedimento específico pode ser indicado para algumas pessoas, mas não para outras.

Por isso, antes de buscar o tratamento, é preciso compreender o problema. A seguir falaremos sobre as principais causas da infertilidade feminina e as opções de tratamento para cada uma delas:

Baixa reserva ovariana

A baixa reserva ovariana não é causa de infertilidade feminina, porém implica pressa para engravidar. As mulheres já nascem com todos os óvulos que terão disponíveis por toda sua vida, e a cada ciclo menstrual essa quantidade vai diminuindo.

É por isso que, depois de certa idade, mesmo as mulheres mais saudáveis começam a diminuir sua fertilidade, tendo em vista que, com a diminuição da quantidade de óvulos, pode vir também a diminuição da qualidade, aumentando os riscos de óvulos geneticamente alterados, que implica aumento da taxa de abortos ou bebês doentes, principalmente a partir dos 40 anos.

Por volta dos 35 anos começa a haver uma queda da reserva ovariana, sendo mais expressiva a partir dos 38 anos. Já aos 40 anos, a dificuldade de engravidar torna-se mais comum e, quando a menopausa surge, a infertilidade ocorre.

Uma possibilidade de contornar a baixa reserva ovariana, no caso de mulheres que pretendem engravidar após os 35 anos, é o congelamento de óvulos. Dessa forma os óvulos se mantêm com uma boa qualidade e são preservados mesmo que a mulher avance na idade ou mesmo esteja na menopausa. No momento que considerar adequado, os óvulos são utilizados para a realização de uma FIV (fertilização in vitro).

Se a mulher não congelou seus óvulos e não consegue engravidar pela baixa reserva ovariana ou até já esteja na menopausa, outra possibilidade é a ovodoação, que consiste em fertilizar um óvulo doado por outra mulher.

Alterações hormonais

Alterações hormonais no corpo de uma mulher podem causar problemas como anovulação, distúrbios na tireoide, síndrome dos ovários policísticos (SOP), entre outros. Todos estão relacionados à infertilidade de alguma maneira, mas também é possível reverter a situação.

Nesses casos, é fundamental tratar o problema hormonal antes de pensar na gestação. O tratamento se dá por meio de medicamentos e mudanças nos hábitos de vida. Quando a infertilidade é causada por anovulação, a indução da ovulação é uma possibilidade de tratamento bastante eficaz.

Bloqueio nas tubas uterinas

As tubas uterinas são extremamente importantes para a fertilidade, já que é ali onde os óvulos são fecundados pelos espermatozoides e, após a fecundação, seguem até o útero. Se as tubas estão bloqueadas, duas situações podem acontecer: os espermatozoides não conseguem chegar até os óvulos ou os óvulos não conseguem chegar até o útero.

Em alguns casos, uma cirurgia para corrigir o bloqueio pode ser indicada. Quando não há indicação cirúrgica, mas a mulher quer engravidar, pode-se realizar a FIV.

Essa técnica possibilita a fecundação sem passar pelas tubas uterinas, já que o embrião é fecundado em laboratório e depois implantado no útero.

Endometriose

A endometriose é uma doença séria, caracterizada pela presença do endométrio fora do útero. O endométrio é o tecido que reveste a cavidade interior uterina, e é onde o embrião se fixa logo após fecundado. A doença pode causar infertilidade, além de outros sintomas muito incômodos.

O tratamento da endometriose se dá pelo uso de medicação hormonal para suspender a menstruação ou, em casos mais graves, por procedimentos cirúrgicos. Quando se realiza a cirurgia e o procedimento é bem-sucedido, muitas mulheres conseguem posteriormente engravidar de forma natural, principalmente nos primeiros 6 meses após o ato cirúrgico.

Assim, o uso de indutor de ovulação com relação sexual programada muitas vezes é indicado visando aumentar as taxas de gravidez nesse período em que o casal tem maiores chances de gravidez.

Nos casos em que a cirurgia não é indicada, é possível realizar técnicas de reprodução assistida como a FIV, a IA ou a RSP (relação sexual programada) a depender da gravidade da doença.

Doenças no útero

Doenças como miomas e câncer de colo de útero podem resultar em uma dificuldade maior para engravidar, mas nem sempre deixam as mulheres inférteis. Porém, quando as doenças atingem estágios graves, é necessário realizar uma cirurgia chamada histerectomia, que consiste na retirada do útero e, em alguns casos, dos ovários e das trompas.

Sem o útero é impossível engravidar. Em situações como essa, algumas mulheres que querem ter um filho biológico optam pela técnica de útero de substituição. Para isso, realiza-se uma FIV, captando os óvulos da mulher sem útero e depositando os embriões no útero da mulher que vai ceder, que precisa, obrigatoriamente, ser da família do casal em até 4º grau, ascendente ou descendente.

Os problemas citados acima são algumas das principais causas da infertilidade feminina, mas não as únicas, assim como as possibilidades de tratamento citadas. Como dito anteriormente, nem sempre há cura para a infertilidade, mas existem formas de engravidar ou gerar um filho biológico mesmo nessas condições.

Se você se descobriu infértil ou com dificuldades de engravidar e está procurando pelo tratamento ideal, saiba que é extremamente importante contar com o apoio de um médico especialista, para te orientar, examinar e indicar o tratamento certo para você. Para mais informações sobre causas e tratamentos, leia o texto sobre infertilidade feminina aqui no site.

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