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Infertilidade feminina é reversível?

Infertilidade feminina é reversível?

// Por Dra. Altina Castelo Branco

As dificuldades reprodutivas das mulheres podem ter origem em diversos fatores, desde quadros predispostos geneticamente até situações de infertilidade feminina provocadas por doenças adquiridas.

Geralmente, as afecções que afetam a fertilidade das mulheres podem ser organizadas segundo as estruturas majoritariamente afetadas em infertilidade feminina por fatores uterinos, tubários e ovarianos.

Os diagnósticos mais relacionados à quadros maiores de infertilidade feminina, independentemente dos fatores causadores, podem ser resumidos na lista a seguir:

Todas essas alterações resultam em prejuízos para fases distintas do processo reprodutivo, que podem ser reversíveis ou não, dependendo da origem dos problemas.

O texto a seguir convida destaca as principais causas da infertilidade feminina e as possibilidades de reversão desse quadro. Boa leitura!

O que caracteriza a infertilidade feminina?

Segundo definição da Organização Mundial de Saúde (OMS), a infertilidade conjugal pode ser diagnosticada, mesmo na ausência de sintomas maiores, quando um casal em idade fértil não consegue uma gestação após 12 meses de tentativas. Se a idade da mulher for maior que 35 anos, o período diminui para 6 meses de tentativas.

Isso porque a mulher tende a perder seu potencial reprodutivo quanto mais se aproxima da menopausa, momento em que a reserva ovariana esgota e ela fica naturalmente infértil.

Em todos esses casos, as causas da infertilidade conjugal devem ser investigadas, já que a determinação do diagnóstico preciso para a infertilidade é fundamental tanto para os tratamentos primários, como para a indicação da reprodução assistida.

Infertilidade feminina por fatores uterinos

Uma das principais diferenças entre a fertilidade masculina e a feminina é o fato de que somente o corpo da mulher precisa se preparar para a gestação, além de participar diretamente da fecundação.

Nesse sentido, as afecções que provocam danos na função e anatomia do útero podem comprometer não somente a nidação, mas toda a gestação.

Entre as principais doenças uterinas, podemos mencionar os miomas e pólipos endometriais, além da endometrite, causada principalmente por DSTs e outras infecções que afetam a função endometrial.

Infertilidade feminina por fatores tubários

A função mais central das tubas uterinas para a fertilidade das mulheres é sediar a fecundação e as primeiras etapas do processo de desenvolvimento embrionário, antes da nidação.

Assim, todas as doenças que afetam a função tubária se refletem, de algum modo, tanto na fecundação como na chegada do embrião à cavidade uterina.

A presença de focos endometrióticos nas tubas, assim como fatores desencadeantes da salpingite, provocada por inflamações e infecções tubárias normalmente originadas em DSTs, podem levar ao inchaço e obstrução dessas estruturas.

A obstrução tubária é um dos principais agentes por trás de quadros de gestação ectópica e das dificuldades para engravidar.

Infertilidade feminina por fatores ovarianos

Os ovários são os órgãos em que acontecem todos os processos de amadurecimento e disponibilização das células reprodutivas das mulheres. Isso porque acolhem a reserva ovariana e mediam a maior parte dos processos da dinâmica hormonal do ciclo reprodutivo.

A ovulação, que acontece quando o folículo dominante atinge o auge de seu desenvolvimento e é liberado para fecundação, um dos principais eventos da fertilidade feminina, é sediada pelos ovários.

Doenças como a SOP e a endometriose ovariana, que provocam diferentes graus de oligovulação e anovulação, são as principais causas de infertilidade feminina por fator ovariano.

Como tratar a infertilidade feminina?

Os tratamentos para a infertilidade feminina variam dependendo das causas primárias desses quadros.

Em algumas doenças, especialmente em seus estágios iniciais, a abordagem medicamentosa pode ser suficiente. No caso das DSTs, a maior parte dos tratamentos é feita com medicação antibiótica, que combate as bactérias responsáveis pela infecção.

Quando as causas da infertilidade não são infecciosas, a abordagem medicamentosa normalmente visa equilibrar a dinâmica hormonal do ciclo reprodutivo, especialmente induzindo à estagnação o crescimento de massas celulares, como miomas, pólipos e os focos endometrióticos.

Na maior parte das vezes, no entanto, há a necessidade de retirar essas massas celulares ou realizar procedimentos para a correção de anomalias anatômicas, o que é feito por procedimentos cirúrgicos.

As doenças ginecológicas que prejudicam a fertilidade feminina e precisam ser abordadas cirurgicamente contam com técnicas como a videolaparoscopia e a histeroscopia cirúrgica, as mais utilizadas.

Reprodução assistida e reversão da infertilidade feminina

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Com a reprodução assistida, a maior parte dos obstáculos oferecidos pelas diversas formas de infertilidade feminina podem ser ultrapassados.

As técnicas de reprodução assistida possibilitam alternativas e saídas para as causas de infertilidade feminina, dependendo do quadro central que leva às dificuldades para engravidar e manter a gestação até o final.

A FIV (fertilização in vitro), é o procedimento mais recomendado na maior parte dos casos de infertilidade feminina, já que a técnica permite a coleta de gametas diretamente dos ovários e a fecundação em ambiente laboratorial.

A FIV é a técnica mais complexa e abrangente atualmente, sendo indicada para a maior parte dos casos de infertilidade feminina.

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