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Infertilidade feminina: veja quais são as principais causas

Infertilidade feminina: veja quais são as principais causas

// Por Dra. Altina Castelo Branco

A ideia de que a mulher é a responsável pela dificuldade de o casal ter filhos foi vista como uma verdade por muito tempo pela sociedade. Atualmente, sabemos que a infertilidade feminina e a masculina possuem a mesma probabilidade de acontecer.

Como algumas doenças que afetam o sistema reprodutor feminino são assintomáticas, muitas vezes o diagnóstico e tratamento são feitos tardiamente, quando a fertilidade já está comprometida.

A infertilidade feminina é um tema extenso e, neste artigo, vamos abordar as suas principais causas. Continue a leitura para conferir!

Como o sistema reprodutor feminino é formado?

Antes de abordarmos as causas da infertilidade precisamos mostrar o sistema reprodutor feminino. Assim, será mais fácil localizar as doenças e entender como elas afetam a saúde reprodutiva da mulher.

O sistema reprodutor feminino é composto pelos ovários, tubas uterinas, útero e vagina. Os ovários são responsáveis pelo armazenamento dos folículos, que contém o óvulo primário, e pela produção de hormônios.

Tudo começa com o crescimento dos folículos ovarianos devido a ação hormonal. Eles crescem durante a primeira fase do ciclo menstrual, mas apenas um desenvolve, amadurece por completo e rompe para liberar o óvulo que estava no seu interior. Esse processo é chamado de ovulação e é fundamental para que a mulher engravide naturalmente.

O óvulo segue para uma das tubas uterinas para aguardar a chegada dos espermatozoides. Quando os gametas se unem, a fecundação acontece e o embrião formado vai em direção ao útero para dar início à gestação.

Quando a infertilidade feminina deve ser investigada?

A presença de alguma doença pode alterar o funcionamento do sistema reprodutor feminino e dificultar a gravidez. No entanto, demorar alguns meses para engravidar não significa que existe um problema de fertilidade. O casal deve procurar ajuda médica após 1 ano de tentativas sem sucesso. Mas se a mulher tiver mais do que 35 anos, esse período diminui para 6 meses.

A infertilidade feminina pode se assintomática, sendo a dificuldade para engravidar o primeiro sinal de alerta. Porém, a mulher deve ir ao ginecologista ao perceber alguma irregularidade menstrual ou dores pélvicas, entre os sintomas mais comuns de doenças que levam à infertilidade.

Quais são as causas mais comuns de infertilidade feminina?

Diversas causas e condições estão relacionadas à infertilidade feminina. Elas podem provocar alterações no sistema reprodutor da mulher, como impedir a ovulação e bloquear a passagem dos gametas impossibilitando a fecundação. E, ainda, influenciar na implantação do embrião no útero ou no desenvolvimento da gestação.

A seguir, confira as principais:

Idade avançada

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Diferentemente dos homens, as mulheres não produzem gametas. Elas nascem com um número definido de folículos, que serão usados ao longo da sua vida reprodutiva. Por isso, a partir dos 35 anos a fertilidade feminina começa a entrar em declínio. Além da diminuição da quantidade de folículos disponíveis, a qualidade dos óvulos também é afetada, aumentando o risco de infertilidade.

Fatores ovulatórios

Distúrbios hormonais podem afetar o desenvolvimento e amadurecimento dos folículos ovarianos e impedir a ovulação, sendo a causa mais frequente de infertilidade feminina. Entre as doenças que estão relacionadas a problemas ovulatórios, a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) se destaca. Ela é a principal causa de infertilidade por ciclos anovulatórios (quando não há ovulação).

Mulheres com distúrbios na tireoide, baixa reserva ovariana e insuficiência ovariana prematura (FOP), conhecida como menopausa precoce, também correm o risco de infertilidade por fatores ovulatórios.

Fatores tubários

Entre as doenças que podem ocasionar obstruções tubárias está a endometriose. Ela é caracterizada pela presença de tecido endometrial, que compõe a camada interna uterina, fora do seu local de origem. Os focos da doença provocam um processo inflamatório, que estimula a formação de aderências responsáveis pela obstrução, além de fortes dores.

A falta de tratamento de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), como a clamídia e a gonorreia, também podem causar problemas na saúde reprodutiva da mulher e, como na endometriose, resultam em processos inflamatórios nos órgãos reprodutores.

Em comum, ambas podem levar a distúrbios tubários, alterando a anatomia do órgão ou formando aderências, que bloqueiam a passagem dos gametas e impedem a fecundação.

Fatores uterinos

Os fatores uterinos podem ser congênitos ou adquiridos em algum momento da vida. O primeiro se refere, principalmente, às malformações, como os septos uterinos, o útero unicorno e o didelfo. E, entre as doenças que causam distúrbios temos os miomas e os pólipos endometriais.

Como consequência, esses fatores deformam a anatomia do útero, dificultam a fixação do embrião e aumentam o risco de abortamentos espontâneos e partos prematuros.

Fatores genéticos

As doenças genéticas e as alterações cromossômicas são passadas dos pais para os filhos. Além da transmissão para o feto, também estão relacionadas com falhas na implantação embrionária e perdas gestacionais.

A infertilidade feminina é causada por diversas doenças e condições, que podem impedir a ovulação, bloquear a passagem dos gametas ou dificultar a implantação embrionária. A boa notícia é que a maioria das causas apresentadas pode ser tratada, assim como a reprodução assistida também aumenta as chances de ter filhos biológicos.

Nesse artigo, mostramos as principais causas de infertilidade feminina. Para saber como ela é diagnosticada e as possibilidades de tratamento, clique aqui!

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