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O que é hCG?

O que é hCG?

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Na mulher, diversos são os fatores que participam na manutenção da saúde do sistema reprodutivo como um todo. Entre eles, o equilíbrio e o bom funcionamento da dinâmica hormonal são dos mais essenciais para a fertilidade feminina.

Uma vida saudável, como cuidados na alimentação, atividades físicas, evitar excesso de álcool, açucares e gorduras, contribuem para manter a fertilidade humana. Porém, apesar de todos estes cuidados, qualquer desequilíbrio hormonal, causado muitas vezes por doenças conhecidas, pode afetar a função reprodutiva das mulheres.

No organismo feminino, diversos hormônios participam na dinâmica reprodutiva: a progesterona, o estrogênio, os hormônios gonadotróficos LH (hormônio luteinizante) e FSH (hormônio folículo estimulante).

Contudo, outros hormônios, secretados principalmente durante a gravidez, como a prolactina e o hCG (gonadotrofina coriônica humana), também são fundamentais.

O hCG é um hormônio muito importante na manutenção da gravidez, pois sua liberação mantém o corpo-lúteo, que permanece produzindo progesterona no primeiro trimestre da gestação.

Alterações endometriais, que podem interferir nos processos da nidação, comumente impedem a produção de hCG, que só acontece quando as células embrionárias se infiltram no endométrio.

Por isso é importante que a mulher esteja atenta a qualquer alteração em seu corpo, procurando auxílio médico o mais precocemente possível. Quanto antes forem diagnosticadas as causas dessas alterações, maiores são as chances de sucesso nos tratamentos.

Além disso, como está presente no corpo da mulher apenas quando existe uma gestação, o hCG é utilizado como marcador de gravidez: tanto os exames de urina, como os de sangue medem a concentração deste hormônio para constatar que a mulher está grávida.

O objetivo deste texto é falar sobre o que é o hCG e sua importância para a fertilidade feminina.

Aproveite a leitura!

Hormônios sexuais das mulheres

Progesterona

A progesterona é um hormônio que atua na preparação do organismo para a gestação e na manutenção da gravidez. É produzido pelos ovários durante o ciclo menstrual, sendo responsável por preparar o endométrio para a implantação do embrião.

Seus níveis aumentam quando a mulher engravida, impedindo a descamação do endométrio e o aparecimento de contrações uterinas – por isso a concentração de progesterona cai perto do parto.

A deficiência de progesterona pode desencadear falhas na implantação do embrião e aborto de repetição.

Gonadotrofinas e estrogênios

O estrogênio é o hormônio responsável pelo desenvolvimento físico e sexual das mulheres, participando do crescimento folicular, do amadurecimento do oócito durante a ovulação, do preparo endometrial a cada ciclo reprodutivo, além de estar envolvido com todo o processo de gestação, parto e amamentação.

As gonadotrofinas LH e FSH atuam sobre células específicas do folículo ovariano, induzindo o recrutamento e amadurecimento, bem como a produção de testosterona e sua proporcional conversão em estrogênio.

O equilíbrio das gonadotrofinas é de suma importância, já que quando produzidos em proporções anômalas, podem resultar em anovulação, alterações na reserva ovariana, e insuficiência hormonal.

Prolactina

A prolactina é responsável pela produção de leite materno, durante o puerpério, embora desempenhe também papéis importantes durante a gestação, relacionados ao amadurecimento das mamas e a inibição das gonadotrofinas – para que não ocorra ovulação durante a gravidez.

O excesso de prolactina pode influenciar a infertilidade, provocando anovulação crônica, já que, em níveis elevados, faz com que o organismo entenda que a mulher está grávida ou no puerpério, inibindo a estimulação gonadotrófica dos folículos, que leva à ovulação.

Além desses hormônios, o hCG também participa da gestação e na manutenção da gravidez, como veremos a seguir.

O que é hCG?

O hCG é um hormônio produzido quando o embrião é implantado no endométrio. Sua presença mantém o corpo-lúteo, que continua produzindo progesterona até o terceiro mês de gestação, auxiliando na manutenção da gravidez e impedindo uma nova ovulação.

Além disso, como o hCG passa a ser produzido apenas quando o embrião já conseguiu ser implantado no endométrio, e é excretado pela urina, é útil como marcador gestacional, e utilizado para esse fim nos exames de gravidez.

Como a mulher costuma procurar o exame apenas após atrasos na menstruação, existe um intervalo de tempo seguro para um aumento relevante na concentração de hCG tanto no sangue como na urina.

hCG e fertilidade, qual a reação?

A produção de hCG é muito importante para a fertilidade da mulher, já que nos casos em que sua produção é insuficiente ou inexiste, o corpo-lúteo não se mantém e a produção de progesterona é interrompida.

Quando as taxas de progesterona diminuem, o endométrio passa a descamar, iniciando um novo ciclo menstrual, o que pode desencadear falhas na implantação do embrião ou abortos de repetição, mesmo nos casos em que a fecundação ocorre.

hCG e reprodução assistida

O hCG é um hormônio utilizado tanto na concepção natural quanto nas técnicas de reprodução assistida, embora de formas diferentes em cada situação.

Na gestação natural, o hCG é produzido pela placenta e mantém o corpo-lúteo que, por sua vez, libera progesterona, o que mantem o endométrio espesso durante as primeiras semanas de gravidez.

Na reprodução assistida, ele pode ser utilizado na fase da estimulação ovariana, em conjunto com outras substâncias que induzem o processo de ovulação e amadurecimento. A estimulação ovariana e o hCG, podem ser aplicados na primeira etapa das técnicas de reprodução assistida de baixa complexidade, como a RSP (relação sexual programada) e a IA (inseminação artificial).

A estimulação ovariana também é uma peça fundamental de outros procedimentos como a preservação social da infertilidade. Quer saber mais? Então toque no link e acesse nosso conteúdo completo.

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