Art Fértil
O que é videolaparoscopia e como pode auxiliar na reprodução assistida?

O que é videolaparoscopia e como pode auxiliar na reprodução assistida?

// Por Dra. Altina Castelo Branco

A infertilidade é um problema comum a pessoas no mundo todo. Causada por diferentes doenças, geralmente assintomáticas, é descoberta muitas vezes quando há dificuldades para engravidar.

Miomas uterinos, endometriose e doença inflamatórias pélvicas (DIPA), exemplos de patologias frequentemente registradas, que causam alterações na fertilidade feminina. Anormalidades uterinas, cisto ou tumores em ovários e distúrbios genéticos, também podem provocar o problema.

A complexidade e a ausência de sintomas dificultam o diagnóstico precoce o que aumenta ainda mais os danos provocados.

A videolaparoscopia, atualmente, tornou-se parte integrante da cirurgia ginecológica para o diagnóstico e tratamento de distúrbios abdominais e pélvicos, incluindo os órgãos reprodutivos femininos.

Continue a leitura e conheça melhor o funcionamento e indicações da técnica.

O que é videolaparoscopia?

A videolaparoscopia é uma técnica minimamente invasiva que fornece uma vista panorâmica e ampliada dos órgãos abdominais ou pélvicos e permite o tratamento no momento do diagnóstico. A prática é conhecida pela medicina como see and treat ou ‘ver e tratar’.

Utiliza o laparoscópio, um dispositivo longo e delgado com uma câmera acoplada, inserido pelo abdômen a partir de pequena incisão com cerca de 1 cm. Dessa forma, possibilita a visualização da cavidade abdominal e órgãos reprodutores (útero, trompas e ovários) pelo especialista em tempo real.

Se o problema precisar ser corrigido, são feitas outras pequenas incisões para inserção de instrumentos cirúrgicos em miniatura, como tesouras e pinças.

Praticamente todas a cirurgias ginecológicas e urológicas podem ser realizadas por videolaparoscopia.

A técnica também pode ser utilizada em outros tipos de cirurgias, como a bariátrica, remoção de órgãos inflamados, incluindo vesícula, baço ou apêndice, para o tratamento de hérnias do abdome, remoção de tumores ou pólipos do cólon ou operações nas articulações (artroscopias), principalmente no joelho, mudando apenas a área na qual será introduzida a câmera.

Por ser minimamente invasiva provoca menor trauma cirúrgico, com cicatrizes praticamente invisíveis, menos sangramento intraoperatório, menor dor pós-operatória, além de a recuperação pós-cirúrgica ser mais rápida e permitir o retorno às atividades mais cedo.

Da mesma forma que possui baixas taxas de infecções e a ocorrência de aderências pós-operatórias.

Saiba quando a videolaparoscopia é indicada como ela pode auxiliar a reprodução assistida

A videolaparoscopia pode investigar a causa de dor pélvica crônica, infertilidade ou presença de massas. Na reprodução assistida, a cirurgia é destinada a melhorar a fertilidade e pode incluir intervenções no útero, ovários e tubas uterinas visando, por exemplo, liberar aderências nas trompas para viabilizar uma gravidez espontânea sem precisar de FIV (fertilização in vitro) ou até mesmo indicá-la (FIV), se confirmar que a função tubária está muito prejudicada.

Nas mulheres, a videolaparoscopia diagnóstica é realizada principalmente para identificar a causa de dor na região pélvica/ abdominal e ou infertilidade, na maioria das vezes, quando outros métodos não conseguem diagnosticar a causa desses sintomas.

Além disso, é o método padrão ouro para o diagnóstico e tratamento de endometriose. No entanto, a técnica também é importante para o tratamento de miomas uterinos, DIPA, gravidez ectópica, por exemplo, da mesma forma que pode ser utilizada para a remoção de órgãos como o útero.

Veja as principais indicações cirúrgicas da técnica, quando há problemas de fertilidade:

Outras indicações da videolaparoscopia para a saúde feminina:

O período de recuperação após a videolaparoscopia varia de acordo com o objetivo do procedimento. Quando é diagnóstico a mulher normalmente é liberada em até 12 horas após o procedimento, enquanto a cirúrgica pode ser necessário internação de 24 horas. O período de recuperação pode variar entre 7 e 14 dias e a atividades física, inclusive a relação sexual, devem ser evitadas na primeira semana.

Para entender melhor o funcionamento da videolaparoscopia, leia o nosso texto completo sobre o assunto.

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