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Oligozoospermia e infertilidade: conheça melhor a relação

Oligozoospermia e infertilidade: conheça melhor a relação

// Por Dra. Altina Castelo Branco

A oligozoospermia é uma condição que pode provocar uma alteração seminal capaz de comprometer a fertilidade masculina. Ela ocorre quando há uma queda no número total de espermatozoides.

Os gametas masculinos são fundamentais para a fecundação. Eles são produzidos nos testículos e armazenados nos epidídimos até completarem o seu amadurecimento. Quando o homem é estimulado sexualmente, os espermatozoides se juntam ao líquido seminal formado por outros órgãos do sistema reprodutor masculino para formar o sêmen.

Neste artigo, vamos nos aprofundar sobre a relação entre a oligozoospermia e a infertilidade masculina. E ainda, mostraremos como a reprodução assistida pode ajudar homens com esse problema a terem filhos biológicos.

Boa leitura!

Quais são os parâmetros seminais?

O sêmen, também conhecido como esperma, é formado pela mistura dos espermatozoides com o líquido seminal, provenientes das vesículas seminais, da próstata e das glândulas bulbouretrais.

Os parâmetros seminais são critérios definidos pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para serem utilizados como base nos laboratórios. Dessa forma, os valores de referência correspondem a um sêmen saudável e com condições de chegar até a tuba uterina da parceira para fecundar o óvulo.

As análises são realizadas durante o espermograma, que possui vários parâmetros seminais, como:

O que é oligozoospermia?

Segundo parâmetros definidos pela OMS, a oligozoospermia ocorre quando o número total de espermatozoides está abaixo do limite de referência, que é de 15 milhões por mililitro de sêmen. Se o número total estiver abaixo de 5 milhões de espermatozoides por mililitro de esperma, a condição é classificada como oligozoospermia grave.

A redução da quantidade de gametas masculinos pode ocorrer por diversas razões, como:

O exame mais indicado para diagnosticar a oligozoospermia é o espermograma. Ele é o principal exame para investigar a fertilidade masculina, sendo realizado a partir de uma coleta seminal. A amostra é avaliada considerando critérios micro e macroscópicos referentes à qualidade e à quantidade do sêmen e dos seus componentes. A presença de alguma alteração pode indicar infertilidade.

Qual a relação entre oligozoospermia e infertilidade?

A infertilidade conjugal pode ser provocada em 50% dos casos por fatores femininos. Já os fatores masculinos são responsáveis por cerca de 40%. Nos 10% restantes não é possível diagnosticar o motivo da dificuldade para engravidar, condição que é chamada de infertilidade sem causa aparente (ISCA).

Se o casal estiver há mais de 12 meses tentando engravidar sem sucesso, uma investigação da infertilidade conjugal deve ser feita. Como a idade compromete a fertilidade feminina, esse intervalo diminui para 6 meses se a parceira tiver mais do que 35 anos.

A presença de alguma alteração seminal, como a oligozoospermia, pode comprometer a fertilidade masculina. Afinal, um número menor de espermatozoides irá percorrer o trajeto até as tubas uterinas para fecundar o óvulo, diminuindo as chances de uma gestação.

Além da oligozoospermia, existem diversas condições que também podem provocar alterações seminais. A azoospermia é uma delas, sendo uma das principais causas de infertilidade masculina. Enquanto na oligozoospermia existe uma redução na quantidade de gametas, a azoospermia é caracterizada pela ausência de espermatozoides no sêmen.

Nesse caso, ela pode acontecer por um problema na produção dos gametas ou por uma obstrução que impede os espermatozoides de alcançarem o sêmen. A boa notícia é que para ambos os casos existem tratamento, como abordaremos a seguir.

 

Como a reprodução assistida pode ajudar homens com oligozoospermia?

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A partir do diagnóstico é possível definir o melhor tratamento para a oligozoospermia, que pode ser medicamentoso, cirúrgico ou por reprodução assistida. Esta última é indicada, principalmente, nos casos mais graves de oligozoospermia.

Entre elas, a fertilização in vitro (FIV) é a técnica de reprodução assistida indicada para homens com alterações seminais. Ela possui uma alta taxa de sucesso e a maior parte dos seus processos ocorre em laboratório. Para realizá-la, os gametas do casal são coletados e preparados para que apenas os de maior qualidade participem do processo.

Para os pacientes com oligozoospermia, a coleta pode ser por masturbação ou por um procedimento de recuperação espermática, onde os espermatozoides são retirados diretamente dos epidídimos ou dos testículos.

Em seguida, a fecundação é realizada por uma técnica chamada de ICSI, que utiliza um único espermatozoide para fecundar o óvulo. Os embriões formados ficam em observação por alguns dias antes de serem transferidos para o útero da mulher.

Outra alternativa para pacientes com oligozoospermia é a criopreservação dos espermatozoides. Ela é realizada de forma preventiva para garantir que o homem terá gametas disponíveis quando quiser iniciar o tratamento de reprodução assistida. Os espermatozoides podem ficar congelados por tempo indeterminado sem perder a qualidade.

A oligozoospermia é uma alteração seminal caracterizada por uma redução na quantidade de espermatozoides no sêmen. Segundo parâmetros definidos pela OMS, se o número total estiver abaixo de 15 milhões por mililitro de sêmen, o homem é diagnosticado com oligozoospermia. A baixa contagem de gametas dificulta a gravidez, mas o casal pode recorrer à FIV para ter filhos biológicos.

Assim como a oligozoospermia, a azoospermia também é uma condição que altera os parâmetros seminais. Embora seja uma das principais causas de infertilidade masculina, existe tratamento. Para se aprofundar no tema, confira a nossa página sobre a azoospermia!

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