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Reprodução assistida para pessoas solteiras

Reprodução assistida para pessoas solteiras

// Por Dra. Altina Castelo Branco

Atualmente, é cada vez mais comum que as pessoas desejem ter filhos sem necessariamente ter que construir um relacionamento. Contudo, no momento de colocar o planejamento em prática, surgem ainda muitas dúvidas sobre como fazer isso, e a resposta é: reprodução assistida.

Para muitas pessoas, a reprodução assistida é um conjunto de tratamentos indicados somente em casos de infertilidade conjugal – por fatores masculinos e femininos –, porém, as técnicas atualmente atendem às mais diversas demandas, incluindo também a realização do desejo de pessoas solteiras de ter filhos biológicos de forma independente.

A indicação das melhores técnicas de reprodução assistida deve ser feita de forma individualizada, considerando as especificidades de cada caso. Além disso, é necessário também observar a regulamentação do Conselho Federal de Medicina (CFM) sobre a gestação independente, que determina as condições em que os procedimentos devem ser realizados.

O texto a seguir mostra esses detalhes, além de apresentar as técnicas de reprodução assistida mais utilizadas para realizar o sonho da maternidade e da paternidade de pessoas solteiras.

Aproveite a leitura!

O que é reprodução assistida?

A reprodução assistida é uma área da medicina especializada no desenvolvimento de técnicas e procedimentos que permitam níveis diversos de intervenção nos processos reprodutivos humanos, com objetivo de ajudar a ter filhos biológicos.

As principais técnicas disponíveis hoje são:

Considerada a técnica mais complexa e abrangente, na FIV praticamente todos os processos reprodutivos podem ser reproduzidos de forma controlada: a coleta e seleção de espermatozoides e óvulos, a fecundação e o cultivo embrionário, em laboratório, e a transferência dos embriões ao útero, para que realizem a implantação, dando início à gestação.

A FIV conta ainda com a ICSI (injeção intracitoplasmática de espermatozoide), método em que um único gameta masculino é injetado no meio intracelular do óvulo.

A IA e a RSP são técnicas menos complexas e com limitações maiores em suas indicações, pois intervém somente na produção e seleção dos gametas, enquanto a fecundação, assim como o desenvolvimento embrionário inicial e a chegada ao útero, ocorrem no interior do corpo da mulher, sem intervenção.

A principal diferença entre elas é: na IA o sêmen é coletado por masturbação, submetido ao preparo seminal, que seleciona amostras com maior concentração de espermatozoides saudáveis, introduzidos na cavidade uterina para que sigam até as tubas e realizem a fecundação.

Enquanto na RSP os espermatozoides chegam ao útero por meio das relações sexuais e a estimulação ovariana, etapa comum a todas as técnicas de reprodução assistida, aumenta as chances de a mulher engravidar no período fértil de forma natural.

Das técnicas mencionadas, apenas a RSP não é indicada para auxiliar homens e mulheres solteiros que desejam ter filhos.

A quem a reprodução assistida pode ser indicada?

Embora as indicações da reprodução assistida para o tratamento da infertilidade sejam mais conhecidas, as técnicas também podem ser empregadas com outros objetivos terapêuticos:

A seleção de gametas e embriões e o PGT (teste genético pré-implantacional), outra técnica complementar à FIV, têm como objetivo prevenir a transmissão de doenças genéticas hereditárias, alterações cromossômicas, incluindo as aneuploidias envolvidas em doenças como a Síndrome de Down, podendo ser estas as causas de abortamento.

Pessoas que desejam adiar a maternidade ou precisam passar por tratamentos oncológicos, prejudiciais para a fertilidade, também são beneficiadas pela reprodução assistida, que permite, com a FIV, coletar e armazenar gametas e embriões por criopreservação preservando, assim, a fertilidade para a gestação ocorrer no futuro.

O CFM autoriza também a casais homoafetivos terem filhos biológicos, regulamentando a doação de sêmen e a ovodoação, além da cessão temporária de útero, mecanismos fundamentais para atender às demandas desses casais e também das pessoas solteiras que desejam ter filhos, como veremos a seguir.

Como a reprodução assistida pode ajudar pessoas solteiras a ter filhos?

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Um dos principais obstáculos para que pessoas solteiras possam ter filhos biológicos é o acesso ao gameta masculino, no caso das mulheres, e feminino, no caso dos homens, para realizar a fecundação e dar início à gestação.

Os homens precisam ainda da cessão temporária de útero, ou seja, encontrar uma mulher com menos de 50 anos e aparentada em até quatro graus, segundo as regras do CFM, que aceite ser receptora da gestação.

Atualmente, homens e mulheres podem obter gametas por doação de sêmen e ovodoação, em bancos de esperma e clínicas de reprodução assistida, de forma anônima e segura, viabilizando a fecundação.

Entre as técnicas disponíveis para mulheres solteiras que desejam ter filhos, a IA e a FIV possibilitam a gravidez com o sêmen de um doador.

No caso dos homens, contudo, somente na FIV é possível realizar a fecundação com óvulos de uma doadora, já que o procedimento precisa obrigatoriamente acontecer fora do corpo da mulher.

Além disso, após a fecundação, os embriões devem ser transferidos para o útero da mulher que aceitou ceder temporariamente o útero, procedimento também exclusivo da FIV.

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