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Reversão de vasectomia: o que é e como é feita

Reversão de vasectomia: o que é e como é feita

// Por Dra. Altina Castelo Branco

Embora existam muitos métodos contraceptivos reversíveis para mulheres, os homens somente podem contar com os preservativos de barreira, como forma reversível de evitar uma gestação.

A vasectomia é a forma mais eficiente de evitar novas gestações, contudo o procedimento é definitivo, provocando um quadro severo de infertilidade masculina – o que faz dessa decisão um processo que demanda reflexão e cuidado.

Principalmente porque, embora a reversão da vasectomia seja possível, nem sempre esse procedimento é a saída mais indicada, caso o homem volte a desejar ter filhos, após a vasectomia. A escolha da melhor abordagem depende de diversos fatores e pode incluir a indicação direta da reprodução assistida.

Conhecer a complexidade da cirurgia de reversão da vasectomia é importante não somente para o homem que está buscando informações sobre este procedimento, mas também àqueles que pensam em fazer a vasectomia, para que conheçam também as possibilidades após a cirurgia de esterilização masculina.

Por isso convidamos para a leitura do texto a seguir que aborda o que é como é feita a cirurgia de reversão da vasectomia.

Aproveite!

O que é vasectomia?

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Chamamos vasectomia a cirurgia que interrompe o trajeto dos espermatozoides em direção aos ductos deferentes, local onde o sêmen se forma, provocando infertilidade por azoospermia. É realizada de forma voluntária, por homens que não desejam ter filhos.

O procedimento cirúrgico é simples, feito com anestesia local, em que se realiza uma pequena incisão em cada lado da bolsa escrotal, que dá acesso aos ductos deferentes, onde normalmente se concentram espermatozoides e os líquidos glandulares, componentes do sêmen.

Essas estruturas são então interrompidas e bloqueadas por grampos cirúrgicos ou fios de sutura. Isso faz com que a produção de espermatozoides não seja interrompida, porém essas células não são expelidas durante a ejaculação, sendo reabsorvidas pelos próprios testículos.

Segundo o Conselho Federal de Medicina (CFM), somente é permitida a vasectomia em homens maiores de vinte e cinco anos ou com pelo menos dois filhos vivos, justamente porque este é um método definitivo de interrupção da fertilidade em homens, embora a reversão da vasectomia seja possível, em alguns casos.

O que fazer caso o homem se arrependa da vasectomia?

Embora o fato de a vasectomia ser um procedimento definitivo de interrupção da fertilidade masculina, é relativamente comum que algumas situações, especialmente familiares, como divórcios e novos casamentos, tragam de volta o desejo de ter filhos.

Este é um dos principais motivos pelos quais homens procuram atendimento médico para a reversão da vasectomia, com desejo de voltar a poder ter filhos por vias naturais. Em alguns casos isso é possível, em outros o casal recebe indicações para reprodução assistida.

Vamos entender melhor como essa escolha é feita.

O que é a reversão da vasectomia?

A reversão da vasectomia é um procedimento cirúrgico mais complexo que a própria vasectomia, que busca reconectar os ductos deferentes, restabelecendo o contato entre os espermatozoides e os líquidos que compõem o sêmen.

A cirurgia deve ser feita em ambiente hospitalar, com anestesia local ou geral e pode durar de 2h a 4h, e embora a recuperação seja relativamente simples, a confirmação da reversão só é visível após o período de 6 meses a um ano.

A cirurgia de reversão da vasectomia é indicada de forma geral para homens vasectomizados que desejam retomar seu potencial reprodutivo, embora alguns aspectos possam influenciar as taxas de sucesso da reversão, como o tipo de procedimento utilizado na vasectomia, o tempo decorrido entre a vasectomia e o desejo pela reversão e a idade da parceira, que deve ser menor que 35 anos.

Essas restrições existem porque os aspectos mencionados influenciam diretamente nas chances de que o casal consiga engravidar por vias naturais, após a reversão.

Como é feito este procedimento?

Atualmente a vasovasostomia e a vasoepididimostomia são as duas principais formas de reconectar os ductos deferentes, e assim reverter a vasectomia, e a escolha do melhor procedimento depende das condições em que esses ductos se encontram.

Na vasovasostomia, os ductos deferentes são reconectados no precisamente no local onde foram interrompidos, pela vasectomia. Essa técnica é indicada para os casos em que a vasectomia foi feita há pouco tempo e, ao acessar o trecho testicular interrompido, já é possível encontrar espermatozoides vivos.

A técnica de vasoepididimostomia é mais utilizada quando a vasectomia foi feita há mais tempo, e não existem espermatozoides nas proximidades do local de interrupção dos ductos deferentes.

Neste caso, parte dos ductos deferentes podem ser retirados e a reconexão somente é feita onde existem espermatozoides vivos, mais próximo aos epidídimos.

Quando a reprodução assistida é indicada?

A indicação da reprodução assistida para homens vasectomizados pode ser feita de forma direta, dispensando a reversão, ou após a reversão, nos casos em que a cirurgia não é capaz de restabelecer as funções reprodutivas masculinas.

Como a vasectomia leva à infertilidade por provocar um quadro de azoospermia obstrutiva, a FIV (fertilização in vitro) é a única técnica capaz de permitir a gestação, por contar com a possibilidade de recuperação espermática.

A recuperação espermática na FIV é um conjunto de procedimentos que permite a coleta de espermatozoides diretamente dos túbulos seminíferos (TESE e Micro-TESE) ou dos epidídimos (PESA e MESA), para a fecundação, que é feita em laboratório.

Após a fecundação, os embriões são observados por um período de 3 a 5 dias, quando podem ser transferidos para o útero, onde espera-se que a gestação comece.

Leia mais sobre reversão da vasectomia tocando o link.

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