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Técnicas de reprodução assistida de baixa complexidade: coito programado e inseminação artificial

Técnicas de reprodução assistida de baixa complexidade: coito programado e inseminação artificial

// Por Dra. Altina Castelo Branco

A reprodução assistida evoluiu muito nas últimas décadas, possibilitando que casais possam ter filhos biológicos após um diagnóstico de infertilidade. As técnicas são classificadas em alta e baixa complexidade. A fertilização in vitro (FIV), faz parte do primeiro grupo, enquanto o coito programado e a inseminação artificial compõem o segundo.

A FIV possui a maior taxa de sucesso entre as técnicas de reprodução assistida. No entanto, o coito programado e a inseminação artificial, apesar de serem mais simples, também apresentam bons resultados quando indicadas em alguns casos de infertilidade.

Neste texto, vamos mostrar como são realizadas as duas técnicas de reprodução assistida de baixa complexidade. Boa leitura!

Como o coito programado é realizado?

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A relação sexual programada (RSP), também chamada coito programado, é considerada a técnica mais simples entre as três disponíveis na reprodução assistida. É indicada para mulheres com até 37 anos e para casos leves de infertilidade, como distúrbios ovulatórios e endometriose superficial.

A fecundação no coito programado acontece da mesma forma que uma gestação natural, por isso, é importante que a paciente tenha tubas uterinas saudáveis. Além disso, os parâmetros seminais do parceiro não devem apresentar alterações.

A técnica visa acompanhar o ciclo menstrual da paciente e aumentar as chances da gravidez por meio da estimulação ovariana, que também é utilizada em todas as técnicas de reprodução assistida. Durante o ciclo menstrual, por influência do hormônio FSH (folículo-estimulante), alguns folículos ovarianos crescem. Os óvulos, que são os gametas femininos, se desenvolvem dentro dessas estruturas.

Porém, apenas um folículo se desenvolve completamente durante esse processo, liberando apenas um óvulo durante a ovulação.

Para aumentar as chances de a fecundação acontecer, a estimulação ovariana utiliza medicamentos hormonais para estimular o desenvolvimento de um número maior de folículos. O ideal é que sejam liberados na ovulação entre 1 e 3 óvulos.

Durante todo o processo a mulher faz ultrassonografias seriadas para acompanhar o desenvolvimento dos folículos e determinar o período de maior fertilidade para intensificar as relações sexuais, aumentando a chance de engravidar.

Como a inseminação artificial (IA) é realizada?

A inseminação artificial (IA), ou inseminação intrauterina, possui algumas semelhanças com o coito programado. Ela é indicada para mulheres com até 37 anos e casos leves de infertilidade feminina ou masculina. Os casais homoafetivos femininos e mulheres que desejam a gestação independente também podem se beneficiar da técnica por meio da doação de sêmen.

O tratamento inicia com a estimulação ovariana, também com o objetivo de obter entre 1 e 3 óvulos. Esse é o número ideal para diminuir o risco de gestação gemelar nas técnicas de baixa complexidade. Durante essa fase, o desenvolvimento dos folículos ovarianos é acompanhado por ultrassonografias.

Quando eles atingem o tamanho ideal, a mulher recebe uma dose do hormônio hCG para induzir a ovulação, que ocorre cerca de 35 horas depois. Em paralelo, o sêmen do parceiro é coletado e preparado para a inseminação. O preparo seminal utiliza técnicas para analisar as amostras e selecionar os espermatozoides de maior qualidade. Assim, as chances de o casal engravidar aumentam.

Os gametas selecionados são inseridos no útero da paciente com o auxílio de um cateter para facilitar a chegada deles até as tubas uterinas, que assim como o coito programado precisam ser saudáveis, para fecundar o óvulo. Em seguida, o embrião formado segue em direção ao útero para se implantar no endométrio e dar início à gestação.

Qual a taxa de sucesso do coito programado e da inseminação artificial?

O coito programado e a inseminação artificial possuem uma taxa de sucesso de, aproximadamente, 20% por ciclo. Esse valor é próximo ao de uma gestação natural. No entanto, cada casal é avaliado de forma individual na reprodução assistida e diversos fatores influenciam no resultado do tratamento.

A qualidade dos gametas utilizados, a idade da mulher e a presença de alguma doença associada, são algumas variáveis consideradas para estimar a taxa de sucesso de um tratamento de reprodução assistida.

O coito programado e a inseminação artificial são técnicas utilizadas em casos leves de infertilidade conjugal. A FIV é a técnica mais indicada para os cenários mais graves de infertilidade. Também é uma opção após sucessivas falhas no tratamento com as de baixa complexidade.

Na FIV, os gametas do casal são coletados para a fecundação, que é realizada em laboratório. Os embriões formados passam pela etapa de desenvolvimento embrionário e são observados por 3 a 6 dias. Após esse período, os mais saudáveis, no máximo 3 embriões de acordo com a idade da paciente, são transferidos para o útero.

O coito programado e a inseminação artificial são técnicas de reprodução assistida de baixa complexidade, indicadas para casos leves de infertilidade e mulheres com até 37 anos. Em ambas, a fecundação acontece nas tubas uterinas, como em uma gestação natural. Porém, para casos mais graves de infertilidade, a FIV apresenta melhores resultados.

Nesse texto, apresentamos uma visão geral das técnicas de reprodução assistida de baixa complexidade. Para saber mais, confira o que aborda sobre a relação sexual programada!

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