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Ultrassonografia para contagem de folículos antrais: saiba como é feita

Ultrassonografia para contagem de folículos antrais: saiba como é feita

// Por Dra. Altina Castelo Branco

O diagnóstico de infertilidade conjugal é dado quando um casal, após tentativas contínuas de gerar filhos, tendo relações sexuais por pelo menos um ano sem o uso de nenhum método contraceptivo e atento ao período mais fértil da mulher, ainda assim não obtém uma gestação.

Quando existe a desconfiança de infertilidade conjugal, o diagnóstico deve ser feito por meio de exames laboratoriais e de imagem, como a ultrassonografia em suas várias modalidades.

A ultrassonografia pélvica, por exemplo é um exame de imagem utilizado para diversos diagnósticos, como miomas uterinos, endometriose, pólipos endometriais, entre outros. A avaliação da fertilidade feminina também é realizada com o auxílio da ultrassonografia pélvica.

Acompanhe a leitura do texto a seguir e entenda melhor o exame de ultrassonografia, especialmente em relação à contagem de folículos antrais.

O que é ultrassonografia pélvica?

A ultrassonografia pélvica é uma das modalidades de ultrassom amplamente utilizada na medicina reprodutiva, tanto para diagnóstico, como uma ferramenta para a realização das técnicas de reprodução assistida.

A ultrassonografia, também conhecida como ecografia, é realizada por um aparelho conhecido como transdutor, que possui diferentes formatos, dependendo da sua modalidade.

Este aparelho trabalha tanto como emissor, quanto como receptor de ondas ultrassônicas. Quando direcionadas para a área do corpo que se deseja analisar, essas ondas se chocam com as estruturas do organismo, ecoando de volta para o transdutor.

O transdutor, então, recebe essas ondas e as envia a um computador, que mapeia esses ecos transformando-os em imagens projetadas em um monitor, permitindo a avaliação em tempo real.

Uma das modalidades da ultrassonografia é a pélvica abdominal ou suprapúbica, nela o transdutor utilizado é de um formato linear, adaptado para o manuseio externo do médico que realiza o procedimento.

Esse formato permite que o aparelho ao entrar em contato com a pele – previamente preparada com um gel para que as ondas se propaguem de forma mais efetiva, permitindo uma maior nitidez de imagem – emita ondas em formato de leque, o que amplia a área de captação e visualização do aparelho.

Já na ultrassonografia pélvica transvaginal, o transdutor utilizado é o endocavitário, que possui um formato alongado, de forma a facilitar o exame interno do aparelho reprodutivo da mulher.

Esse transdutor é envolvido por um preservativo, que serve para proteger a mulher de contaminações, e recoberto por um gel. O aparelho é então introduzido, por via intravaginal, permitindo uma visualização mais localizada da área que se pretende examinar.

A ultrassonografia é fundamental para a reprodução assistida, pois além de avaliar a fertilidade da mulher, também permite o controle sobre o processo ovulatório feminino durante a estimulação ovariana e indução à ovulação. Auxilia, ainda, em outros procedimentos, como a inseminação intrauterina, a punção folicular e a transferência embrionária.

O que é a ultrassonografia transvaginal para avaliação da fertilidade?

A ultrassonografia pélvica transvaginal para avaliação da fertilidade é usada em mulheres com indicação tanto de investigação da causa da infertilidade, quanto no acompanhamento nos tratamentos de Reprodução Assistida. Sendo assim, de maneira geral, aquelas que se beneficiam do seu uso são:

Em alguns casos, mesmo após a investigação, pode não haver um diagnóstico preciso sobre o motivo pelo qual o casal encontra dificuldades para engravidar. São chamados ISCA (infertilidade sem causa aparente) e, para estas situações, a ultrassonografia pélvica transvaginal normalmente também mostra-se como uma ferramenta importante.

A ultrassonografia pélvica transvaginal para avaliação da fertilidade é realizada da mesma maneira que a transvaginal tradicional, porém pode ser associada ou não com a dosagem de hormônio antimülleriano com a finalidade de avaliação da reserva ovariana.

O exame possibilita a contagem de folículos menores, pré-antrais e antrais, definindo, assim, a reserva ovariana.

O que são folículos antrais?

Os folículos são as cápsulas que guardam os óvulos, as células reprodutoras femininas. São capazes de predizer a reserva ovariana, visto que esses têm correlação direta com o número de folículos totais ovariano. Trata-se de um estoque limitado, já que toda mulher já nasce com um número fixo de folículos, que são utilizados ao longo de sua vida reprodutiva a cada ciclo ovulatório.

Com a liberação do GnRH (hormônio liberador de gonadotrofina) pelo hipotálamo, a hipófise produz outros dois hormônios, o FSH (hormônio folículo estimulante) e o LH (hormônio luteinizante). O FSH promove o desenvolvimento e crescimento do folículo, auxiliado nesse processo pelo LH.

À medida que os folículos se desenvolvem, ocorre um aumento da produção dos estrogênios, que é então liberado aos poucos durante toda a fase folicular do ciclo ovariano. Muitos folículos são recrutados para este processo – chamado ovulação –, mas somente um chega ao fim do amadurecimento, quando se rompe, liberando-o para que se instale nas tubas uterinas aguardando uma possível fecundação.

Como mencionamos, o processo da ovulação faz diminuir naturalmente, a cada ciclo, a reserva ovariana e a vida reprodutiva da mulher, que acabam na menopausa.

Como é feita a contagem de folículos antrais?

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A ultrassonografia transvaginal consegue fornecer imagens dos ovários como um todo, e também dos folículos antrais.

Com essas imagens, é possível identificar, medir e fazer a contagem – realizada por quadrante – do total de folículos presentes nos ovários.

Esse procedimento é semelhante à ultrassonografia transvaginal tradicional, seguro e não invasivo, em que a única preparação é estar com a bexiga vazia, dispensando qualquer período de recuperação após o exame, a diferença é que as imagens são utilizadas para calcular a quantidade de folículos.

O número obtido é extrapolado para todo o ovário, e, assim, chega-se a um número total estimado de folículos disponíveis, naquele ciclo, para ovulação.

A contagem ultrassonográfica dos folículos antrais pode ser complementada pela dosagem do HAM (hormônio antimülleriano), por ser também um marcador confiável para avaliar a reserva ovariana, pois é produzido pelas células dos folículos pré-antrais e antrais.

Para mais informações sobre a ultrassonografia, toque neste link.

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