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Ultrassonografia pélvica: conheça melhor cada modalidade

Ultrassonografia pélvica: conheça melhor cada modalidade

// Por Dra. Altina Castelo Branco

O desenvolvimento dos exames de imagem, como a ultrassonografia, foi um dos grandes avanços tecnológicos que revolucionaram a medicina diagnóstica, trazendo exatidão, praticidade, velocidade, conforto e segurança, para médicos e pacientes.

Isso porque, antes dos exames de imagem, era necessário realizar procedimentos cirúrgicos com cortes e aberturas complexos, para identificar ou confirmar possíveis doenças, inicialmente indicadas apenas por diagnósticos externos simples e relatos dos sintomas.

A ultrassonografia é o exame mais utilizado atualmente, no mundo, pois pode auxiliar no diagnóstico de diversas enfermidades, como por exemplo no caso de rins policísticos, hérnias, pedras nos rins e vesículas, e doenças que resultam em infertilidade feminina, como pólipos endometriais e miomas uterinos, endometriose, entre outras.

Acompanhe a leitura do texto a seguir e compreenda melhor cada modalidade da ultrassonografia pélvica, inclusive quando envolvidas na reprodução assistida.

O que é ultrassonografia?

A ultrassonografia, ou apenas ultrassom, é uma tecnologia diagnóstica que utiliza o eco gerado por ondas ultrassônicas de alta frequência, para criar imagens que permitem a visualização das estruturas internas do organismo, em tempo real.

Por meio de uma ultrassonografia com Doppler, tecnologia complementar à ultrassonografia tradicional, é possível também analisar o fluxo sanguíneo nos locais estudados pelo exame.

As ondas ultrassônicas são emitidas por um aparelho chamado transdutor, que contém um cristal piezoelétrico, de diversos tipos e formatos, que também variam na intensidade da frequência emitida.

O transdutor é colocado sobre a superfície da pele e direcionado para o local ou órgão que se pretende examinar. Ele emite ondas ultrassônicas, que se chocam com as estruturas para onde está direcionado e esse choque emite um eco, que retorna ao transdutor.

Ao receber os ecos gerados pelo exame, o transdutor encaminha para um computador, que os interpreta e transforma em imagens exibidas em um monitor.

A sonda tanto emite, quanto recebe as ondas sonoras. A resolução e a precisão obtidas na visualização das estruturas, depende da potência das ondas emitidas: quanto maiores, melhor é a resolução.

A atenuação e mudança de fase dos sinais emitidos variam segundo a densidade e a composição das estruturas analisadas. São precisamente essas informações que, traduzidas, formam a imagem dos órgãos internos projetada no monitor.

A ultrassonografia é de grande importância para a medicina reprodutiva, especialmente as modalidades transvaginal e abdominal do ultrassom pélvico, que inclusive são os mais utilizados.

Em alguns casos específicos, a ultrassonografia testicular também é importante para o diagnóstico antes da indicação da melhor técnica de reprodução assistida.

Pela ultrassonografia testicular com Doppler é possível visualizar também a movimentação do fluxo sanguíneo nos testículos, o que é fundamental para identificar a varicocele, por exemplo, causa comum de infertilidade masculina.

A ultrassonografia pélvica pode ser feita em diferentes modalidades:

Quais são as diferentes modalidades da ultrassonografia pélvica?

A ultrassonografia, em suas diversas modalidades, é um exame seguro, amplo e acessível, pois não utiliza radiação e não tem contraindicações, por isso é, da mesma forma, fundamental para visualização embrionária e fetal, além de ser realizado em ambiente ambulatorial.

Ultrassonografia pélvica abdominal ou suprapúbica

A ultrassonografia pélvica abdominal, como em todas modalidades, é realizada com o uso do transdutor, que nesse caso tem um formato linear e que se adapta ao manuseio do médico para uso externo.

Esse transdutor propicia a emissão de ondas sonoras em formato específico, o que permite uma visualização de uma região mais ampla, quando aplicado em contato direto com a pele.

O transdutor linear é aplicado em contato com a pele com auxílio de um gel, que ajuda no deslizamento, melhorando as imagens, já que o som se propaga melhor em meio viscoso do que no ar. O médico então direciona o aparelho para a área que deseja visualizar, fazendo pequenos movimentos para ter uma visão ampla e clara da região.

Este é um exame simples e de rápida execução, a única preparação necessária é estar com a bexiga cheia: a mulher deve beber em média de 4 a 6 copos de água antes de fazer o exame.

O exame é realizado com a mulher deitada em uma maca específica e não é um procedimento demorado. Após a conclusão, não é necessário nenhum período de recuperação e é possível retornar às atividades normalmente.

Ultrassonografia pélvica transvaginal

Para a realização da ultrassonografia pélvica transvaginal, utiliza-se o transdutor endocavitário, que possui um formato diferente do linear, adaptado de forma anatômica para o canal vaginal.

O transdutor endocavitário deve ser envolvido por um preservativo e recoberto de gel, que facilita a condução das ondas sonoras e protege a mulher de possíveis contaminações, além de tornar o exame menos desconfortável.

O preparo para a realização da ultrassonografia transvaginal também é bem simples, contudo, a mulher precisa apenas estar com a bexiga vazia, diferente do que acontece na modalidade abdominal.

Para a realização do exame, a mulher deve se deitar em uma maca e permanecer em posição ginecológica. O transdutor é então inserido no canal vaginal, até o colo do útero, permitindo uma visualização mais especifica e detalhada do local investigado.

Não há a necessidade de recuperação ou afastamento das atividades após o exame, assim como em qualquer outra forma de ultrassonografia. Apenas é recomendado que seja feita a higiene da região íntima, pois um pouco do gel lubrificante ainda pode permanecer no canal vaginal após o procedimento.

Ultrassonografia pélvica transvaginal com preparo intestinal

A ultrassonografia pélvica transvaginal com preparo intestinal é um exame indicado especificamente para diagnosticar endometriose, que por ser uma doença de difícil diagnóstico não é facilmente detectada com a ultrassonografia transvaginal tradicional.

O que diferencia os dois exames é apenas a realização do preparo intestinal, que consiste em uma dieta sem resíduos sólidos na véspera do procedimento, além da utilização de laxantes, com o objetivo de esvaziar o intestino.

Isso porque é possível se obter uma visualização mais clara dos focos endometrióticos sem o conteúdo intestinal normal, além de facilitar a mobilidade do transdutor para a execução do exame.

Qual a utilidade da ultrassonografia pélvica para a investigação da infertilidade feminina?

A ultrassonografia pélvica é o exame mais solicitado, principalmente na área ginecológica e de reprodução assistida, em suas várias modalidades. É útil especialmente para o diagnóstico de diversas enfermidades que se relacionam com a fertilidade da mulher.

Entre as doenças que podem provocar infertilidade, para as quais a ultrassonografia pélvica é indicada, destacamos:

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