A uretra é um órgão do corpo humano comum a homens e mulheres. Essa estrutura tubular tem como função principal servir de canal para a eliminação da urina da bexiga para fora do corpo.
Nos homens, além dessa função principal, ainda participa do sistema reprodutivo, servindo também como canal para a passagem do sêmen na ejaculação, o que não acontece no organismo feminino, que possui um canal específico em separado para as funções reprodutivas.
A uretra também possui diferenças anatômicas no organismo feminino e no masculino, sendo bem mais comprida no homem, cerca de 20 cm de comprimento, por se estender desde a bexiga e percorrer todo o interior do pênis até a saída, na extremidade da glande. Na mulher a uretra possui apenas 4 cm em média, da bexiga até a saída na vulva.
É relativamente comum que a uretra apresente algumas enfermidades, geralmente causadas em decorrência de ISTs (infecções sexualmente transmissíveis), que podem causar inflamação na uretra provocando uretrite.
A uretrite também pode ser causada por intervenções cirúrgicas, como a introdução de sondas e pelo uso de produtos químicos, como espermicidas. No entanto, a maioria dos casos de endometrite é resultado de doenças infecciosas, principalmente bacterianas, cujo contágio se dá por vias sexuais.
A uretrite pode chegar a ser bastante grave quando não tratada, nos homens pode levar inclusive à infertilidade masculina.
Explicamos detalhadamente neste texto a relação entre infertilidade e uretrite, como ela pode ser tratada e o que fazer nos casos em que compromete a capacidade reprodutiva masculina. Boa leitura!
A infertilidade é inicialmente diagnosticada quando um casal, tendo relações sexuais nos períodos férteis da mulher sem a utilização de nenhum método anticoncepcional, pelo período de pelo menos um ano, não consegue uma gravidez.
Esse é um problema mundial, que afeta tanto homens como mulheres e pode ser causado por diversos fatores, como doenças infecciosas, ISTs, anomalias genéticas, desequilíbrio hormonal e idade da mulher.
Segundo dados atuais da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 15% da população mundial sofre com a infertilidade, sendo que os números se dividem de maneira relativamente semelhante entre homens e mulheres.
A uretrite, como foi mencionado anteriormente, é a inflamação da uretra. Normalmente, é causada por infecções bacterianas decorrentes de ISTs, especialmente a gonorreia e a clamídia.
Nas mulheres a uretrite não causa infertilidade, já que a uretra não participa do sistema reprodutivo feminino.
Nos homens, contudo, quando grave a uretrite pode causar alterações no ambiente do canal da uretra, que oferecem risco aos espermatozoides durante a ejaculação. Além disso, a infecção pode se espalhar e atingir os testículos, principalmente os epidídimos, causando uma epididimite.
A epididimite, por sua vez, causa obstrução nos epidídimos, ductos responsáveis por armazenar os espermatozoides produzidos nos testículos, além de servir como passagem para o canal deferente, quando essas células se juntam ao sêmen expelido na ejaculação.
Nesses casos, o sêmen ejaculado não possui espermatozoides, evidenciando um quadro de azoospermia obstrutiva, que pode resultar em infertilidade, muitas vezes permanente.
A uretrite em si também pode tornar o canal da uretra um ambiente inóspito para os espermatozoides devido às consequências do processo inflamatório e da ação microbiana. As células reprodutivas masculinas podem morrer ao passar pela uretra, ou ficam bastante danificadas.
Isso faz com que o homem apresente uma baixa concentração de espermatozoides no sêmen (oligozoospermia) e tenha dificuldades em ter filhos de maneira natural, ao menos enquanto a condição não for devidamente tratada.
O diagnóstico da uretrite é feito primeiramente com a coleta da secreção dos órgãos genitais, quando presente. Esse material é então analisado em laboratório para que seja possível detectar qual o agente específico está causando a infecção e, assim, determinar o tratamento mais adequado em cada caso.
Em algumas situações pode ser necessário também a realização de exames complementares de urina e sanguíneos para um diagnóstico mais exato.
Como a grande maioria dos casos de uretrite é causada por infecções, o tratamento da doença é feito majoritariamente com antibióticos de amplo espectro e anti-inflamatórios, que aliviam principalmente os sintomas dolorosos.
Quando os exames são conclusivos na indicação de qual agente microbiano está causando a uretrite, são utilizados medicamentos antibióticos mais específicos para cada um, aumentando ainda mais a efetividade do tratamento.
Em alguns casos pode ser que o homem permaneça infértil mesmo depois do tratamento, principalmente se a uretrite não foi tratada em tempo.
Isso acontece porque a doença pode deixar cicatrizes que obstruem o canal da uretra, diminuindo o diâmetro dessa estrutura e prejudicando a saída do sêmen de forma adequada. A infertilidade permanente também pode resultar da ascensão da infecção para outras regiões, que permanecem danificadas mesmo após o tratamento.
Nesses casos, o homem que deseja ter filhos pode se beneficiar da reprodução assistida, especialmente da FIV (fertilização in vitro) para realizar este sonho.
Por ser uma técnica avançada, a FIV permite que os espermatozoides sejam coletados, inclusive diretamente dos testículos, para que a fecundação seja reproduzida em ambiente laboratorial, contornando a infertilidade masculina
Os casos mais leves de infertilidade masculina podem ser abordados também pela IA (inseminação artificial), técnica de reprodução assistida de menor complexibilidade.
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