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Aborto na reprodução assistida

Aborto na reprodução assistida

// Por Dra. Altina Castelo Branco

O aborto espontâneo pode acontecer tanto na gestação natural, quanto na reprodução assistida. Está relacionado a diversas causas que, em sua maioria, não estão sob o controle da mulher. Apesar de ser um momento doloroso para o casal, ter passado por um aborto não impede que a mulher engravide novamente.

A reprodução assistida, inclusive, é uma aliada nesses casos, sendo capaz de minimizar os riscos de uma perda gestacional involuntária. O termo aborto é o mais conhecido, porém, a interrupção da gestação até a 22ª semana e com o feto pesando menos de 500 gramas é chamada de abortamento. Enquanto aborto é o produto da concepção eliminado nesse processo.

Apesar de não ser a forma mais adequada, vamos utilizar a palavra aborto durante o texto por ser o termo mais conhecido para a perda gestacional. Se você se interessou pelo assunto, continue a leitura. Neste texto, vamos abordar a possibilidade de aborto na reprodução assistida. Confira!

Quais são as possíveis causas de um aborto?

O aborto espontâneo acontece em cerca de 20% das gestações. As mulheres que passam por isso precisam receber idealmente um tratamento humanizado para que não tenham problemas no futuro e se recuperem física e emocionalmente.

A perda gestacional é classificada como precoce quando acontece antes da 12ª semana de gestação e, como tardia, a partir da 13ª semana. Porém, é possível que a mulher tenha um aborto espontâneo mesmo sem saber que estava grávida, o que impossibilita um diagnóstico.

As anomalias cromossômicas são a principal causa de aborto espontâneo, principalmente nas primeiras semanas de gestação. A presença de uma alteração nos cromossomos faz com que o embrião não consiga se desenvolver e, por não ter condições de sobreviver, a gestação é interrompida.

As anormalidades uterinas também estão entre as causas mais comuns. Elas provocam alterações na anatomia do útero, dificultando a implantação do embrião e o desenvolvimento da gestação. As malformações uterinas congênitas e doenças como a endometriose, a adenomiose e os miomas, estão entre os principais exemplos.

Outros fatores aumentam o risco de aborto, como trombofilia, alterações hormonais, tratamento inadequado de infecções e a idade avançada da mulher. Além disso, também são considerados fatores de risco o uso de cigarros, drogas recreativas e os extremos de peso, muito abaixo ou acima do normal.

O que é reprodução assistida?

A reprodução assistida evoluiu muito nas últimas décadas, possibilitando que casais com dificuldade para engravidar pudessem ter filhos biológicos. Entre eles, estão os casais inférteis, os casais homoafetivos e as pessoas que buscam a gestação independente.

Para viabilizar a gestação, o casal precisa passar por uma avaliação para que seja diagnosticada a causa da infertilidade. A partir dos resultados, é possível indicar o tratamento mais adequado, que pode ser cirúrgico ou medicamentoso. Nos casos em que a fertilidade não pode ser revertida com essas estratégias, a reprodução assistida é recomendada.

É dividida em três técnicas principais: a relação sexual programada (RSP), também conhecida como coito programado, a inseminação artificial (IA) e a fertilização in vitro (FIV). As duas primeiras são de baixa complexidade, sendo indicadas para casos leves de infertilidade. Nelas, a fecundação acontece nas tubas uterinas da paciente, como em uma gestação natural.

A FIV é definida como de alta complexidade e é uma das mais utilizadas atualmente, pois é indicada para a maioria dos casos de infertilidade conjugal. A fecundação na FIV é realizada em laboratório e os embriões são transferidos para o útero da mulher após alguns dias de desenvolvimento.

Como a reprodução assistida pode diminuir o risco de um aborto?

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O desejo de ter filhos e construir uma família continua sendo possível após a mulher sofrer uma perda gestacional. A saúde reprodutiva do casal deve ser investigada, principalmente quando a paciente passa por dois ou mais abortamentos espontâneos consecutivos, o que chamamos de aborto de repetição. Nesses casos, a reprodução assistida pode ser indicada para minimizar os riscos.

Entre as técnicas disponíveis, a FIV é a mais completa. Nela, os gametas do casal são coletados e selecionados antes da fecundação, assim, apenas os de maior qualidade são utilizados no processo. Além disso, ela permite a inclusão de técnicas complementares para aumentar a taxa de sucesso do tratamento.

Para casais com histórico de aborto, as mais indicadas são o PGT (teste genético pré-implantacional) e o teste ERA (teste de receptividade endometrial). O PGT é indicado para detectar alterações genéticas e cromossômicas antes de os embriões serem transferidos para o útero materno. E o teste ERA avalia a receptividade endometrial da paciente para indicar o melhor momento para a transferência embrionária.

A reprodução assistida não elimina totalmente o risco de um aborto, porém é capaz de minimizá-lo. Durante a gestação, manter um estilo de vida saudável e realizar o pré-natal continuam sendo ações muito importantes.

O aborto é um fator de infertilidade que deve ser investigado, principalmente quando ocorre mais de duas vezes consecutivas, aborto de repetição. A perda gestacional involuntária pode ocorrer por diversos fatores, tanto na gestação natural, quanto na reprodução assistida. A FIV é o tratamento indicado para minimizar o risco.

Casos de abortos repetidos precisam ser avaliados para definição da melhor forma de tratamento. O diagnóstico é feito por exames laboratoriais e de imagem.

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