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Como tratar a infertilidade masculina?

Como tratar a infertilidade masculina?

// Por Dra. Altina Castelo Branco

Após um período de tentativas sem sucesso, pessoas que desejam ter filhos devem buscar acompanhamento especializado para averiguar a causa do problema. No passado, a mulher era considerada a principal responsável pela capacidade reprodutiva do casal.

Hoje, temos mais informações sobre o assunto e sabemos que a infertilidade masculina também tem grande participação nas dificuldades de reprodução. Em aproximadamente 30% dos casos, a infertilidade é causada por fatores exclusivamente masculinos, enquanto em 20% deles têm causas masculinas e femininas combinadas.

Para explorar essa questão com mais profundidade, elaboramos este post. Leia atentamente e entenda o que caracteriza a infertilidade nos homens, quais as causas e alternativas de tratamento. Descubra, ainda, qual é o papel da reprodução assistida diante desse problema.

O que é infertilidade masculina?

A infertilidade masculina é caracterizada principalmente por condições como azoospermia e oligozoospermia. O primeiro termo se refere à ausência de espermatozoides no líquido seminal, enquanto o segundo consiste na produção reduzida de gametas. Outros fatores associados às dificuldades reprodutivas do homem são bloqueios no canal de ejaculação, alterações na função espermática e disfunções sexuais.

Exames específicos, sobretudo o espermograma, ajudam a detectar as causas da infertilidade masculina. Além de mensurar a quantidade de espermatozoides, a avaliação diagnóstica também investiga a qualidade dos gametas, considerando sua vitalidade, morfologia e motilidade.

Importante saber que, mesmo que o homem seja diagnosticado como infértil, sua parceira também deve passar por avaliação. Por meio dos exames principais, é possível verificar se também há algum fator de infertilidade feminina. Essas respostas orientam o tratamento mais apropriado.

Quais são as principais causas de infertilidade nos homens?

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A infertilidade masculina é provocada por fatores que afetam as funções reprodutivas e que podem interferir na espermatogênese — processo de produção das células germinativas. Além disso, a qualidade dos gametas também pode ser prejudicada, assim como seu transporte até o líquido ejaculado.

Confira as causas mais comuns da infertilidade masculina!

Varicocele

A varicocele é uma doença caracterizada pela presença de varizes nos testículos. Esse problema diminui a oxigenação e altera a temperatura na região da bolsa testicular, afetando a produção dos espermatozoides.

Desequilíbrio hormonal

Hormônios sexuais, como a testosterona, estão diretamente relacionados ao funcionamento do sistema reprodutor masculino. Quadros de caxumba e diabetes e doenças inflamatórias como orquite, uretrite e epididimite podem contribuir para o desequilíbrio hormonal.

Alterações cromossômicas

Anormalidades cromossômicas, sejam elas numéricas ou estruturais, também podem interferir no processo de espermatogênese, além de afetar a qualidade dos gametas.

Obstruções no transporte dos espermatozoides

Determinadas doenças infecciosas podem causar aderências no canal que transporta os espermatozoides até a ejaculação, obstruindo sua passagem. Clamídia e gonorreia são exemplos de quadros que levam à essa condição, assim como fibrose cística, tumores, traumas e lesões cirúrgicas.

Disfunções sexuais

Os problemas de ordem sexual também prejudicam a fertilidade masculina, como disfunção erétil, ejaculação precoce e ejaculação retrógrada. Anomalias anatômicas são outra condição capaz de dificultar a função sexual.

Estilo de vida

Por fim, hábitos nocivos também podem prejudicar a capacidade reprodutiva do homem. Consumo excessivo de álcool, tabagismo, uso de drogas e de determinados medicamentos, como esteroides anabolizantes, são exemplos de comportamentos que podem alterar a produção de gametas e a função espermática.

Da mesma forma, causas ambientais como a exposição frequente ao calor, à radiação ou a substâncias tóxicas também são fatores de risco para a infertilidade masculina.

Quais são as possibilidades de tratamento?

Para diagnosticar o quadro, o espermograma é solicitado como primeiro método de avaliação. Conforme os resultados, outros exames podem ser feitos, como dosagens hormonais, ultrassonografia da bolsa escrotal, testes de função espermática e de fragmentação do DNA espermático.

Os tratamentos são definidos de acordo com a causa identificada, contemplando intervenção medicamentosa, cirúrgica e técnicas de reprodução assistida.

O tratamento farmacológico é indicado nos casos de desequilíbrio hormonal, doenças infecciosas e para melhorar a função sexual. Já os procedimentos cirúrgicos são realizados para corrigir varicocele e para desobstruir os ductos que fazem o transporte dos espermatozoides. A reprodução assistida, por sua vez, dispõe de técnicas específicas para tratar a infertilidade masculina.

Como a reprodução assistida pode ajudar?

A técnica mais bem-sucedida para viabilizar uma gestação, até nos casos mais graves de infertilidade masculina, é a FIV (fertilização in vitro) com ICSI (injeção intracitoplasmática de espermatozoides).

Na FIV, os gametas passam por técnicas de preparo seminal e são selecionados os de melhor qualidade, com base em padrões de morfologia e motilidade. Com a ICSI, os espermatozoides selecionados são injetados dentro dos óvulos com chances aumentadas de que a fertilização ocorra.

Quando os exames indicam a hipótese diagnóstica de alterações cromossômicas, outra técnica pode ser aplicada para analisar as células embrionárias: o teste genético pré-implantacional (PGT). Assim, participam da transferência para o útero somente os embriões que não apresentam riscos de doenças genéticas ou problemas cromossômicos.

Se, em casos severos, a infertilidade masculina não puder ser revertida, ainda há a possibilidade de conseguir uma gestação com a doação de sêmen.

Para aprofundar suas informações sobre o assunto que abordamos neste post, leia agora nosso texto institucional e saiba mais sobre a infertilidade masculina.

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  1. Art Fértil disse:

    Olá, Marcelo!

    Obrigada por acompanhar nosso blog, ficamos felizes em pode ajudar!

    Abraços!

  2. larissa disse:

    Obrigada, Amélia!

  3. larissa disse:

    Olá, Isabel!

    Obrigada por acompanhar nosso blog! 🙂

  4. Marcelo Nogueira disse:

    Gostei!! Já sofri muito com ejaculação precoce, graças a deus pesquisando muito sobre o assunto e achando artigos como esse diminui muito o meu problema.

  5. Isabel Lucas de Andrade disse:

    Olá parabéns pelo seu conteúdo Obrigado por nos manter bem informados!

  6. Como Acabar Com A Ejaculação Precoce disse:

    Quero parabenizar você pelo seu artigo escrito, muito bom vou acompanhar o seus artigos.

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