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Endometriomas: veja como suspeitar dos sintomas

Endometriomas: veja como suspeitar dos sintomas

// Por Dra. Altina Castelo Branco

A endometriose é uma das doenças mais comuns em mulheres, especialmente aquelas com problemas de infertilidade. Caracteriza-se pela presença de implantes de células endometriais (camada que reveste a parede mais interna do útero) em outros órgãos, como ovários, trompas de Falópio, bexiga, intestino, entre outros órgãos e, em estágio moderado, está associada ao surgimento de endometriomas.

Endometriomas são cistos ovarianos decorrente desse implante endometrial no ovário, com interior constituído por fluído castanho. Existem diferentes teorias que se propõem a explicar como eles surgem, mas ainda não há um consenso, embora acredite-se que sejam estimulados pela ação do estrogênio, hormônio do qual a endometriose é doença dependente.

Este texto aborda os sintomas relacionados aos endometriomas, exames que pode ajudar no diagnóstico e possíveis tratamentos. Acompanhe a leitura e descubra o que pode ser feito para solucionar os desconfortos da doença e recuperar a fertilidade.

Quais são os sintomas dos endometriomas?

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A endometriose é uma patologia complexa que causa um processo inflamatório e sinais que podem variar conforme seu grau de evolução, local de desenvolvimento e profundidade dos seus implantes. No estágio moderado, os endometriomas são sinais indicativos da doença e, nesses casos, dores e infertilidade são os principais sintomas.

Os principais desconfortos são as cólicas, que costumam piorar no período da menstruação, e a dispareunia (dor na relação sexual), que geralmente é intensa, prejudica a frequência de relações sexuais entre o casal.

As dores pélvicas também podem acometer mulheres com endometriomas, seja repentinamente, seja de maneira intermitente. Estas podem ser pulsantes, agudas e piorar ao longo do dia.

As dores abdominais também podem ser severas, repentinas e costumam se manifestar no lado onde se desenvolveu os endometriomas. Muitas vezes surgem devido à ruptura nos cistos, e, sendo assim, por haver sangramento pélvico, e, nesses casos, queixas como náuseas, tontura e febre podem estar associadas e é uma situação que exige um cuidado médico o mais breve possível, pois caracteriza uma emergência.

A dificuldade para ter filhos também é um dos sintomas mais comuns. Entre outros motivos, a infertilidade acontece por que os óvulos são desenvolvidos e liberados pelo ovário, portanto cistos na região podem prejudicar a rotura desses folículos (ovulação), além de poder causar uma diminuição do tecido ovariano sadio, implicando uma diminuição da reserva ovariana, ou seja, menor quantidade de folículos antrais e até qualidade dos gametas.

Como identificar se os sintomas estão relacionados a endometriomas?

Os sintomas dos endometriomas são comuns a outras doenças do sistema reprodutor feminino e, portanto, é importante diagnosticar apropriadamente a doença antes de propor uma solução.

A mulher deve procurar uma ginecologista para realização de anamnese, exame físico, exame de imagem que irão detectar cisto nos ovários e, em alguns casos, pode haver indicação de análise histopatológica, para excluir a hipótese de malignidade, como sugere a Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia).

A ultrassonografia pélvica é o principal exame utilizado, com excelente sensibilidade, especificidade e valor preditivo, mas encontra apenas cistos ovarianos com mais de 1 cm.

Nos casos de endometriomas menores, pode ser necessário solucionar a ressonância magnética ou a videolaparoscopia para uma análise mais avançada dos cistos e aderências, respectivamente.

Existe tratamento para endometriomas?

O objetivo principal ao tratar mulheres com endometriose é eliminar os desconfortos e, se houver desejo reprodutivo, recuperar sua fertilidade. Para indicar o tratamento ideal, após avaliação dos exames complementares, o médico deverá verificar aspectos individuais, como idade da paciente e intensidade dos sintomas.

Uma linha de tratamento é a administração de hormônios, o que pode ser realizado via oral, injetável ou por meio de um DIU (dispositivo intrauterino) ou anel com progesterona, por exemplo. Outra abordagem possível é a cirurgia, geralmente a videolaparoscopia, por meio da qual remove-se os endometriomas, o que pode recuperar a fertilidade da paciente.

No entanto, os hormônios administrados no tratamento hormonal são anticoncepcionais, não sendo possível engravidar durante seu uso. Já a cirurgia pode causar aderências e lesionar a reserva ovariana que afetam a fertilidade. Assim, em alguns casos, a reprodução assistida pode ser uma melhor solução para pacientes com desejos reprodutivos, até mesmo de modo complementar à videolaparoscopia sem sucesso.

A FIV (fertilização in vitro) é a indicação nesses casos, pois a técnica permite não só a coleta de óvulos diretamente dos ovários, sem influência de endometriomas, como viabiliza a seleção dos melhores gametas, o que aumenta as chances de sucesso.

Se você quiser saber mais a respeito da doença da qual endometriomas são um dos principais indicativos, leia a nossa página sobre a endometriose.

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  1. Advogado Rio de Janeiro disse:

    Ótimo artigo! Considera-se aborto a interrupção do processo gestacional antes que a vida fora do útero seja biologicamente viável, antes do desenvolvimento completo ou ao menos viável, do nascituro, resultando, por consequência na morte deste. No Brasil, o aborto provocado é crime, com penas previstas de 1 a 3 anos de detenção para a gestante, e de 1 a 4 anos de reclusão para o médico ou qualquer outra pessoa que realize em outra pessoa o procedimento de retirada do feto.

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