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O que é PGT e como é realizado na FIV?

O que é PGT e como é realizado na FIV?

// Por Dra. Altina Castelo Branco

Atualmente, a FIV (fertilização in vitro) é uma das técnicas de reprodução assistida mais recomendadas no mundo, especialmente por alcançar boas taxas de sucesso e por ser bastante abrangente, atendendo a diversos tipos de situações.

O princípio da FIV é possibilitar a coleta de gametas femininos e masculinos e promover a fecundação in vitro, com posterior transferência dos embriões obtidos em laboratório para o útero materno.

Dependendo do motivo que leva a mulher ou o casal a optar pela FIV, algumas técnicas complementares podem potencializar os resultados da fertilização in vitro, como a ICSI (injeção intracitoplasmática de espermatozoide), o congelamento de óvulos e embriões e a aplicação do teste genético pré-implantacional (PGT).

Para os casos em que a FIV é realizada em mulheres com mais de 39 anos ou em casais com histórico familiar de doenças genéticas, a etapa de cultivo embrionário permite a aplicação do PGT.

Esses testes vasculham a existência dessas condições hereditárias e também de outras comorbidades genéticas que os embriões possam apresentar.

Nos acompanhe na leitura do texto a seguir e saiba mais sobre como o PGT é realizado na FIV e quais as suas vantagens.

O que é PGT e quando é indicado?

O teste genético pré-implantacional (PGT) é um procedimento que analisa o embrião em busca de alterações genéticas, cromossômicas ou gênicas, que possam resultar em problemas de saúde ou para a gestação em si.

Existem dois tipos principais de testagens: o PGT-M, que busca por anomalias em genes (monogênica) ou sequências de genes (poligênica), e o PGT-A, que analisa alterações cromossômicas, numéricas ou estruturais.

As alterações detectadas pelo PGT-M podem ser hereditárias ou não, enquanto as anomalias cromossômicas, explicitadas pelo PGT-A, são decorrentes de falhas nas primeiras fases da clivagem.

O histórico familiar do casal para doenças hereditárias e os casos das mulheres mais velhas em tratamento com a FIV, o PGT deve ser feito para garantir que não haja transmissão dessas comorbidades para as próximas gerações e para evitar perdas gestacionais ou bebês doentes decorrentes desses problemas genéticos.

Por que o PGT só pode ser realizado na FIV?

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O PGT é realizado em células do embrião obtido por biópsia no laboratório de FIV, já que a análise precisa sempre partir do cariótipo do embrião.

Esse procedimento é impossível de ser feito na gestação por vias naturais, por dois motivos: o acompanhamento do momento exato da fecundação in vivo é bastante difícil e incerto e a coleta de células para a biópsia deveria atravessar a barreira uterina para executar essa tarefa e isso poderia levar ao abortamento imediato do embrião.

Por isso, é necessário que os primeiros estágios de desenvolvimento embrionário aconteçam em ambiente laboratorial, para que o embriologista possa coletar o material da biópsia sem causar danos nem para o embrião nem para a gestação em si.

Quais os benefícios de fazer o PGT?

Após a fecundação, os embriões são cultivados de 3 a 5 dias em um ambiente bioquímico artificial, que simula o interior das tubas uterinas e útero.

Nessa etapa, as células embrionárias se dividem sucessivamente (clivagem), multiplicando-se. É durante esse período que o desenvolvimento é observado pelo embriologista e que a biópsia das células embrionárias deve ser feita.

A biópsia pode ser feita no 3º dia de desenvolvimento ou em estágio de blastocisto (dia 5, 6 ou 7), dependendo do caso, por isso a individualização do tratamento sempre é importante.

O NGS (sequenciamento de nova geração) é a tecnologia utilizada para análise do PGT. Nela, é possível comparar trechos do DNA embrionário com as sequências conhecidas de genes que causam determinadas doenças genéticas. Essa etapa é realizada em laboratório de genética especializado para análise de células embrionárias.

Leia mais acessando o link.

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