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Histeroscopia ambulatorial: o que é e como é realizada?

Histeroscopia ambulatorial: o que é e como é realizada?

// Por Dra. Altina Castelo Branco

O grande benefício que a criação dos exames de imagem trouxe para a medicina, foi a possibilidade de observar o interior do corpo humano em tempo real – e, atualmente, inclusive ao vivo e em formato de vídeo –, sem a necessidade de qualquer tipo de procedimento cirúrgico.

Atualmente, o desenvolvimento dos aparelhos que realizam os exames de imagem tem seguido a tendência de, cada vez mais, possibilitar a estratégia “see and treat” – literalmente “ver e tratar” -, em que o exame de imagem que confirma o diagnóstico e seu respectivo tratamento, sejam feitos na mesma ocasião.

A histeroscopia é um exemplo de exame de imagem que permite realizar simultaneamente o diagnóstico final – histeroscopia ambulatorial – e o tratamento – histeroscopia cirúrgica – para doenças como pólipos endometriais, sinequias e alguns tipos de miomas uterinos.

A histeroscopia ambulatorial é a forma mais simples de histeroscopia, e este texto aborda o que é e como este exame é realizado, nos acompanhe na leitura a seguir!

O que é histeroscopia ambulatorial?

A histeroscopia é uma modalidade da endoscopia, neste caso, realizada através da introdução do endoscópio no canal vaginal e uterino, para a observação dessas estruturas.

No caso da histeroscopia ambulatorial, a tecnologia da endoscopia é utilizada quase que exclusivamente como exame, permitindo intervenções somente para a ressecção de pequenas aderências uterinas e a coleta de material biológico destinado a biópsia.

A estratégia “see and treat”, entretanto, é mais bem aplicada na histeroscopia cirúrgica, que utiliza a mesma tecnologia que a histeroscopia ambulatorial, para obtenção de imagens, porém é realizada em ambiente hospitalar, com raquianestesia ou sedação, e permitindo a intervenção no quadro identificado.

Como é realizada a histeroscopia ambulatorial?

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O endoscópio utilizado nas duas modalidades de histeroscopia é um pequeno aparelho cilíndrico, dotado de uma fonte de luz e uma câmera, com capacidade para obter imagens estáticas (fotos) ou em tempo real (vídeo), do interior do aparelho reprodutivo feminino.

Como preparação para a histeroscopia diagnóstica, recomenda-se que a mulher evite relações sexuais e o uso de cremes vaginais nas 72 horas que antecedem o procedimento, e pode ser aconselhável o uso de analgésicos abdominais, administrados por via oral, aproximadamente 40 minutos antes do exame, para diminuir a sensação de incômodo e possíveis cólicas.

Diferente da modalidade cirúrgica, a histeroscopia ambulatorial é um exame que pode ser feito fora do ambiente hospitalar, incluindo ambulatórios e clínicas, e não requer o uso de raquianestesia ou sedação.

Este procedimento é realizado com a mulher em posição ginecológica, para que o endoscópio seja introduzido no canal vaginal. As imagens obtidas são transmitidas para o monitor, e podem ser assistidas pela equipe médica e pela paciente que está se submetendo ao exame.

A histeroscopia ambulatorial é um exame rápido e que não demanda qualquer tipo de repouso posterior, outra diferença para a histeroscopia cirúrgica, em que a mulher normalmente necessita de repouso pós-operatório, e cuja duração depende dos procedimentos realizados no interior do aparelho reprodutivo.

Quais as indicações deste exame?

Por tratar-se de um exame capaz de obter imagens detalhadas do canal vaginal, colo do útero, cavidade uterina e parte das tubas uterinas, as principais indicações para histeroscopia ambulatorial buscam concluir diagnósticos de doenças como miomas uterinos, pólipos endometriais, adenomiose e malformações uterinas.

A histeroscopia ambulatorial também é um exame bastante solicitado durante a investigação das causas da infertilidade feminina, especialmente quando a mulher apresenta o fator uterino como causa de infertilidade, porém é assintomática para outros sinais, já que o exame permite uma observação bastante detalhada do interior da cavidade uterina.

Reprodução assistida

Mesmo para os casos em que a mulher está em tratamento com técnicas de reprodução assistida a histeroscopia ambulatorial ou diagnóstica pode ser importante de forma preventiva, para confirmar a integridade do endométrio, especialmente nos casos em que a mulher apresenta histórico de doenças uterinas precedentes.

Isso porque, independente da técnica de reprodução assistida escolhida, toda a gravidez acontece no interior da cavidade uterina, sendo fundamental que esta estrutura se apresente íntegra, diminuindo as chances de perdas gestacionais por dificuldades com a implantação embrionária, ou com a condução da gestação como um todo.

Quer mais detalhes sobre a histeroscopia ambulatorial? Acesse nosso link.

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