Art Fértil
O que é nidação e qual sua relação com a gravidez?

O que é nidação e qual sua relação com a gravidez?

// Por Dra. Altina Castelo Branco

A gestação é um processo complexo, pois diversos fatores devem estar em bom funcionamento para que ela aconteça. Entre as suas diversas etapas, em geral, damos destaque para a fecundação e, em seguida, para o desenvolvimento do feto. No entanto, um importante evento acontece entre eles: a nidação.

O início da gravidez ocorre durante esse momento, com a implantação do embrião no endométrio. Para que a nidação aconteça sem problemas, o útero deve estar preparado para recebê-lo. Do contrário, falhas na implantação podem resultar em infertilidade.

Se você quer compreender melhor os processos da gestação, seja de forma natural ou por meio de técnicas de reprodução assistida, esse artigo é para você. Vamos mostrar o que é a nidação e a sua relação com a gravidez.

Continue a leitura e confira!

O que é nidação?

A nidação também é chamada implantação e de fixação. A escolha dessas palavras proporciona uma ideia mais clara sobre o que esse processo significa, assim como a sua importância para a gravidez. Chamamos de nidação o processo de fixação do embrião no endométrio (a camada interna do útero), etapa que marca o início da gestação.

Uma boa interação entre o embrião e o endométrio é fundamental para que a nidação aconteça sem problemas. A qualidade embrionária é importante para que ele se implante, assim como o endométrio da paciente também deve estar preparado para recebê-lo.

Ela ocorre entre 5 a 12 dias após a fecundação e algumas mulheres sentem alguns sintomas durante essa fase, como um leve sangramento e cólicas bem sutis que podem ser confundidas com a menstruação.

A nidação é imprescindível tanto na gestação natural, quanto no processo da fertilização in vitro (FIV). No entanto, existem algumas diferenças entre elas e vamos abordá-las a seguir.

Como ela acontece na gestação natural e na FIV?

Na gestação natural, os ovários liberam um óvulo que se encaminha em direção a uma das tubas uterinas, local onde a fecundação acontece. Em seguida, segue para o útero onde se implanta no endométrio, dando início a gestação.

Nesse momento, ele está no estágio de blastocisto, processo que demora entre 5 a 12 dias. Novos vasos sanguíneos são criados a partir do crescimento do embrião e da sua interação com o endométrio, processo que será a origem da placenta.

Com o fim da nidação, o endométrio libera altas quantidades do hormônio hCG (gonadotrofina coriônica humana) para que o embrião receba todo o suporte que precisa para dar continuidade à gestação. O hCG é produzido apenas nesse momento, por isso, ele é o hormônio dosado nos testes de gravidez.

O processo de nidação na FIV

A nidação também é um processo muito importante na FIV, porém, ela ocorre de forma um pouco diferente. Nas demais técnicas de reprodução assistida — reprodução sexual programada e inseminação artificial — a fecundação ocorre nas tubas uterinas. Assim, a FIV é a única técnica onde a formação dos embriões é feita em laboratório.

No tratamento da FIV, a paciente passa pelo processo de estimulação ovariana para aumentar o número de óvulos disponíveis para a técnica. Quanto maior for o número de gametas coletados, melhor. O sêmen do parceiro também é coletado e preparado para que apenas os espermatozoides de boa qualidade participem do processo.

Na fecundação, o espermatozoide é introduzido no óvulo com a técnica ICSI e os embriões formados seguem para a fase de cultivo embrionário. Paralelamente, a paciente começa a receber uma medicação hormonal para preparar o seu endométrio para o momento da implantação.

Os embriões passam por suas primeiras divisões celulares e, após 3 a 5 dias, eles são transferidos para o útero da paciente e a nidação acontece.

As falhas de implantação podem ocorrer por algum problema na qualidade embrionária ou na receptividade endometrial. Para que o embrião se forme é necessário que os gametas femininos e masculinos apresentem boa qualidade e quantidade. Uma queda na qualidade seminal ou nos óvulos podem causar alterações cromossômicas, aumentando o risco de uma falha no processo de nidação.

Além disso, as alterações uterinas dificultam a implantação do embrião. Entre as doenças que atingem o sistema reprodutor feminino e podem afetar a receptividade do endométrio, temos: a endometriose, os miomas, os pólipos endometriais, endometrites e malformações congênitas uterinas.

A nidação é um processo muito importante porque marca o início da gestação em si. Ela é caracterizada pela fixação do embrião no endométrio, processo que ocorre tanto na gestação natural, quanto na reprodução assistida. Problemas na qualidade embrionária ou na receptividade endometrial podem causar falhas na implantação, sendo um dos fatores principais de infertilidade feminina.

A FIV é uma técnica de alta complexidade indicada para os casos em que há problemas no processo de nidação. Saiba mais sobre esse assunto no nosso material sobre esse FIV!

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