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Uretrite: veja em detalhes como é o tratamento

Uretrite: veja em detalhes como é o tratamento

// Por Dra. Altina Castelo Branco

A uretra é uma estrutura tubular do corpo humano, que tem como principal função excretar a urina, resíduo da filtração que os rins fazem do sangue. No homem, também acumula a função de canal para a passagem do sêmen na ejaculação.

A uretra possui uma das extremidades conectada à bexiga e a outra ao óstio externo da uretra, tanto no corpo do homem quanto no da mulher. No homem, a uretra se estende desde a bexiga até sua abertura, na extremidade do pênis, mais especificamente na ponta da glande peniana. Já na mulher, da bexiga até a vulva.

A uretra masculina possui aproximadamente 20 cm de comprimento, já que em seu percurso ela passa por toda a extensão do pênis, desde a base, local em que, internamente, se conecta aos ductos ejaculatórios.

Várias estruturas glandulares, incluindo a próstata, liberam os líquidos que compõem o sêmen, que recebem dos epidídimos também os espermatozoides. Na ejaculação, o sêmen é direcionado para a uretra e expelido por ela.

No corpo feminino, a uretra possui, em média, apenas 4 cm de comprimento, desde a conexão com a bexiga até a saída na vulva. Embora esteja próxima do canal vaginal, envolta pelos grandes lábios da vulva, não compartilha qualquer trajeto com o aparelho reprodutivo das mulheres, diferente do que acontece no corpo masculino.

Diversas doenças, principalmente infecciosas, como as causadas por DSTs (doenças sexualmente transmissíveis), podem afetar a uretra de homens e mulheres. Estas infecções, bem como traumas na região, podem causar a uretrite, doença que pode se tornar um problema mais sério, inclusive para a fertilidade, quando não tratado adequadamente.

Siga a leitura do texto a seguir para entender mais sobre como a uretrite e como pode ser tratada. Aproveite!

O que é uretrite?

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Uretrite é a inflamação da uretra e é uma condição muito comum, que afeta tanto homens quanto mulheres.

De maneira geral, a uretrite é causada por agentes microbianos, especialmente bactérias, como é o caso de algumas DSTs, incluindo a clamídia ou a gonorreia. Porém, pode também ser causada por traumas ou sequelas de alguma intervenção cirúrgica no local, como a introdução de sondas.

A gonorreia e a clamídia são as DSTs mais comuns em homens e mulheres e também uma das causas de uretrite em ambos. A inflamação que caracteriza a uretrite acontece quando os microrganismos causadores dessas doenças atingem a uretra, disparando uma resposta do sistema imunológico, que envia células de defesa para atacar os “invasores”, gerando os sintomas da uretrite.

Quais são os sintomas da uretrite e como pode ser diagnosticada?

Os sintomas da uretrite variam dependendo de suas causas. Por isso, a condição é classificada em 2 tipos, a uretrite gonocócica e a não gonocócica.

A uretrite gonocócica é aquela causada exclusivamente pela gonorreia e costuma apresentar sintomas mais intensos, o que facilita o diagnóstico precoce e permite que o tratamento seja feito de forma mais rápida.

Já nos casos de uretrite não-gonocócica, como a causada pela clamídia ou outras bactérias, pode ser assintomática nas fases iniciais, o que contribui para o desenvolvimento da doença e também para sua transmissão.

Os sintomas mais comuns da uretrite gonocócica são corrimento vaginal e peniano em quantidade elevada, com mau cheiro e purulento, além de dor e ou ardor ao urinar ou ao ejacular (no caso dos homens) e vontade constante de urinar, sem que saia muita urina.

Nas uretrites não gonocócicas, apesar de geralmente serem silenciosas, quando sintomáticas os sintomas mais comuns são corrimento esbranquiçado, em pouca quantidade e, principalmente após urinar, a sensação de coceira no canal da uretra. Dificuldade em urinar, acompanhada de ardor também podem ser sinais de uretrite não gonocócica.

Diagnóstico da uretrite

O diagnóstico da uretrite é realizado principalmente pela observação dos sintomas apresentados na primeira consulta médica. Dependendo da intensidade, é possível optar pelo início do tratamento mesmo antes dos exames complementares, apenas baseado nessa observação.

Além do exame clínico, é importante que as causas exatas do problema sejam bem conhecidas. Para isso, são realizados exames como a urocultura, que utiliza uma amostra de urina para identificar as causas da infecção, assim como as secreções da uretra podem ainda ser coletadas e enviadas ao laboratório para análise e identificação mais precisa dos microrganismos que estão causando a doença.

Como a uretrite pode ser tratada?

O tratamento da uretrite de maneira geral é feito com a utilização de medicamentos antibióticos.

Os antibióticos utilizados vão variar dependendo do tipo de uretrite, se é gonocócica ou não-gonocócica. Em ambos os casos, o antibiótico normalmente é administrado em dose única.

Quando a uretrite não é tratada em tempo, o que costuma acontecer em casos da não-gonocócica, por ser um tipo que pode não apresentar muitos sintomas nas fases iniciais, a infecção pode se espalhar para estruturas do sistema reprodutivo, no caso dos homens, já que a uretra está diretamente conectada ao cordão espermático, levando à infertilidade temporária.

Em alguns casos, contudo, mesmo após o tratamento medicamentoso, o homem pode continuar apresentando infertilidade. Isso acontece porque a uretrite pode deixar sequelas na uretra, em forma de cicatrizes e aderências, causando um estreitamento que interfere na passagem dos espermatozoides.

Homens que apresentam infertilidade decorrente de sequelas da uretrite e que ainda desejam ter filhos, podem recorrer às técnicas da reprodução assistida para realização desse desejo.

Como a reprodução assistida pode auxiliar nesses casos?

As técnicas de reprodução assistida, principalmente a FIV (fertilização in vitro), conseguem contornar os problemas que estão causando a infertilidade.

Isso é possível porque com a FIV os gametas, tanto do homem quanto da mulher, podem ser coletados diretamente das estruturas que os produzem ou armazenam. A FIV também permite que somente os mais promissores sejam selecionados para a fecundação, que é feita em ambiente laboratorial. Os embriões, após alguns dias de desenvolvimento, são transferidos para o útero.

Os embriões excedentes são criopreservados e, quando um ciclo de tratamento com a FIV não obtém sucesso, o casal pode repetir a transferência embrionária em um próximo, para que a gravidez se concretize.

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