Art Fértil
O que é nidação e qual sua relação com a gravidez?

A gestação é um processo complexo, pois diversos fatores devem estar em bom funcionamento para que ela aconteça. Entre as suas diversas etapas, em geral, damos destaque para a fecundação e, em seguida, para o desenvolvimento do feto. No entanto, um importante evento acontece entre […]

A gestação é um processo complexo, pois diversos fatores devem estar em bom funcionamento para que ela aconteça. Entre as suas diversas etapas, em geral, damos destaque para a fecundação e, em seguida, para o desenvolvimento do feto. No entanto, um importante evento acontece entre eles: a nidação.

O início da gravidez ocorre durante esse momento, com a implantação do embrião no endométrio. Para que a nidação aconteça sem problemas, o útero deve estar preparado para recebê-lo. Do contrário, falhas na implantação podem resultar em infertilidade.

Se você quer compreender melhor os processos da gestação, seja de forma natural ou por meio de técnicas de reprodução assistida, esse artigo é para você. Vamos mostrar o que é a nidação e a sua relação com a gravidez.

Continue a leitura e confira!

O que é nidação?

A nidação também é chamada implantação e de fixação. A escolha dessas palavras proporciona uma ideia mais clara sobre o que esse processo significa, assim como a sua importância para a gravidez. Chamamos de nidação o processo de fixação do embrião no endométrio (a camada interna do útero), etapa que marca o início da gestação.

Uma boa interação entre o embrião e o endométrio é fundamental para que a nidação aconteça sem problemas. A qualidade embrionária é importante para que ele se implante, assim como o endométrio da paciente também deve estar preparado para recebê-lo.

Ela ocorre entre 5 a 12 dias após a fecundação e algumas mulheres sentem alguns sintomas durante essa fase, como um leve sangramento e cólicas bem sutis que podem ser confundidas com a menstruação.

A nidação é imprescindível tanto na gestação natural, quanto no processo da fertilização in vitro (FIV). No entanto, existem algumas diferenças entre elas e vamos abordá-las a seguir.

Como ela acontece na gestação natural e na FIV?

Na gestação natural, os ovários liberam um óvulo que se encaminha em direção a uma das tubas uterinas, local onde a fecundação acontece. Em seguida, segue para o útero onde se implanta no endométrio, dando início a gestação.

Nesse momento, ele está no estágio de blastocisto, processo que demora entre 5 a 12 dias. Novos vasos sanguíneos são criados a partir do crescimento do embrião e da sua interação com o endométrio, processo que será a origem da placenta.

Com o fim da nidação, o endométrio libera altas quantidades do hormônio hCG (gonadotrofina coriônica humana) para que o embrião receba todo o suporte que precisa para dar continuidade à gestação. O hCG é produzido apenas nesse momento, por isso, ele é o hormônio dosado nos testes de gravidez.

O processo de nidação na FIV

A nidação também é um processo muito importante na FIV, porém, ela ocorre de forma um pouco diferente. Nas demais técnicas de reprodução assistida — reprodução sexual programada e inseminação artificial — a fecundação ocorre nas tubas uterinas. Assim, a FIV é a única técnica onde a formação dos embriões é feita em laboratório.

No tratamento da FIV, a paciente passa pelo processo de estimulação ovariana para aumentar o número de óvulos disponíveis para a técnica. Quanto maior for o número de gametas coletados, melhor. O sêmen do parceiro também é coletado e preparado para que apenas os espermatozoides de boa qualidade participem do processo.

Na fecundação, o espermatozoide é introduzido no óvulo com a técnica ICSI e os embriões formados seguem para a fase de cultivo embrionário. Paralelamente, a paciente começa a receber uma medicação hormonal para preparar o seu endométrio para o momento da implantação.

Os embriões passam por suas primeiras divisões celulares e, após 3 a 5 dias, eles são transferidos para o útero da paciente e a nidação acontece.

As falhas de implantação podem ocorrer por algum problema na qualidade embrionária ou na receptividade endometrial. Para que o embrião se forme é necessário que os gametas femininos e masculinos apresentem boa qualidade e quantidade. Uma queda na qualidade seminal ou nos óvulos podem causar alterações cromossômicas, aumentando o risco de uma falha no processo de nidação.

Além disso, as alterações uterinas dificultam a implantação do embrião. Entre as doenças que atingem o sistema reprodutor feminino e podem afetar a receptividade do endométrio, temos: a endometriose, os miomas, os pólipos endometriais, endometrites e malformações congênitas uterinas.

A nidação é um processo muito importante porque marca o início da gestação em si. Ela é caracterizada pela fixação do embrião no endométrio, processo que ocorre tanto na gestação natural, quanto na reprodução assistida. Problemas na qualidade embrionária ou na receptividade endometrial podem causar falhas na implantação, sendo um dos fatores principais de infertilidade feminina.

A FIV é uma técnica de alta complexidade indicada para os casos em que há problemas no processo de nidação. Saiba mais sobre esse assunto no nosso material sobre esse FIV!

Mais
Anticoncepcional causa infertilidade permanente?

Mito ou verdade: a pílula anticoncepcional causa infertilidade? Clique aqui e confira a resposta!

A pílula anticoncepcional possibilitou que as mulheres tivessem maior controle sobre o próprio corpo por ser um método seguro para evitar a gravidez. Ela também é importante para controlar sintomas de doenças como a endometriose e a síndrome dos ovários policísticos (SOP).

No entanto, alguns mitos ainda cercam esse tema, como a ideia de que ela pode causar infertilidade permanente. Após anos utilizando esse método contraceptivo, algumas mulheres podem demorar a engravidar, levando-as a acreditar que foi o uso do medicamento a causa do problema. No entanto, essa afirmação não é verdadeira e explicaremos o motivo.

Nesse artigo, vamos abordar a relação entre o uso do anticoncepcional — em especial, a pílula — e a infertilidade.

Boa leitura!

Como os anticoncepcionais evitam a gravidez?

O uso de métodos para evitar a gravidez não é recente na história da humanidade. Há relatos de técnicas datadas da Grécia e do Egito Antigo, por exemplo. A ciência evoluiu muito e, atualmente, temos diversos métodos contraceptivos. Confira, a seguir, uma breve apresentação sobre cada um deles.

Métodos contraceptivos de barreira

Os métodos contraceptivos de barreira evitam o contato do sêmen com o corpo da mulher, impedindo a fecundação. O preservativo (feminino e masculino) também é a única proteção para DSTs.

Enquanto o diafragma é um anel emborrachado que é inserido no canal vaginal algumas horas antes da relação sexual e deve ser retirado, no máximo, 24 horas depois.

Métodos contraceptivos hormonais

Os contraceptivos hormonais estão entre os mais populares. Eles contêm hormônios que evitam a gravidez atuando em 3 frentes de ação: inibindo a ovulação, tornando o muco cervical mais espesso para dificultar a passagem dos gametas masculinos e impedindo a preparação completa do endométrio (camada interna do útero), local onde o embrião é implantado.

Os principais exemplos dessa categoria são:

  • pílula anticoncepcional oral;
  • minipílula;
  • contraceptivo hormonal injetável;
  • anel vaginal;
  • adesivo anticoncepcional.

A pílula é o método mais associado ao mito da infertilidade. Ela deve ser tomada diariamente por 21 ou 28 dias. Ela é feita com os hormônios estrogênio e progesterona, sendo utilizada para impedir a ovulação.

Além disso, ela exerce um papel de destaque na saúde feminina, pois além de evitar a gravidez, a pílula regula o ciclo menstrual, os sintomas da TPM e é utilizado no tratamento para controlar os sintomas da endometriose e da SOP.

Métodos contraceptivos mecânicos

O dispositivo intrauterino (DIU) pode ser de cobre ou hormonal. O modelo de cobre possui ação espermicida, ou seja, ele libera íons de cobre que impedem a chegada dos espermatozoides ao útero.

O tipo hormonal libera uma baixa dose de progesterona enquanto estiver no corpo da mulher. O DIU de cobre pode ser mantido por até 10 anos e o hormonal por até 5 anos.

Métodos contraceptivos definitivos

A laqueadura e a vasectomia são classificadas como definitivos porque bloqueiam a passagem do óvulo e dos espermatozoides, respectivamente, por meio de um procedimento cirúrgico.

O anticoncepcional pode causar infertilidade?

Não, o anticoncepcional oral não prejudica a capacidade reprodutiva. Entre as principais causas de infertilidade feminina temos os distúrbios ovulatórios, tubários e uterinos.

Ou seja, a dificuldade para engravidar ocorre quando alguma alteração no sistema reprodutor feminino prejudica a ovulação (a liberação do óvulo), a fecundação (o encontro entre o óvulo e o espermatozoide) ou a implantação do embrião na cavidade uterina.

Como mostramos no tópico anterior, o anticoncepcional oral impede a ovulação, ajudando a preservar a fertilidade feminina. Após utilizar esse método contraceptivo de uso contínuo por anos — em alguns casos, por décadas — o organismo da mulher pode demorar até 6 meses para regular a ovulação.

Porém, esse intervalo depende de cada mulher. A principal recomendação é procurar um médico para investigar a fertilidade se, após 12 meses sem o uso do anticoncepcional, a mulher não conseguiu engravidar.

Quais fatores podem causar a infertilidade feminina?

Diversos fatores podem alterar o bom funcionamento dos órgãos do sistema reprodutor feminino. A seguir, confira uma lista de algumas doenças e condições que podem causar graves consequências para a fertilidade.

Fatores ovulatórios

A ovulação ocorre durante o ciclo menstrual, marcando o momento em que o óvulo é liberado pelos ovários em direção às tubas uterinas para a fecundação. Ela é regulada por hormônios, desse modo, distúrbios endócrinos podem causar ciclos anovulatórios (ausência da ovulação).

Nesses casos, há uma grande irregularidade menstrual e a mulher pode passar até meses sem menstruar. A principal causa de ciclos anovulatórios é a SOP, uma das principais causas de infertilidade feminina.

Fatores tubários

Em uma gestação natural, a fecundação acontece nas tubas uterinas. Desse modo, problemas nesse local podem afetar a fertilidade. A endometriose e a doença inflamatória pélvica (DIP), que possui como principal forma de transmissão a clamídia e a gonorreia são os principais exemplos dessa categoria.

Fatores uterinos

Os fatores uterinos estão relacionados, principalmente, com falhas na implantação do embrião. Elas podem ser congênitas ou adquiridas. As primeiras se referem ao formato anormal do útero que, devido ao espaço reduzido para o desenvolvimento do bebê, aumenta o risco de abortamento.

As condições adquiridas mais comuns são os pólipos endometriais e os miomas. Dependendo do seu tamanho e localização, podem dificultar a implantação do embrião.

Neste artigo mostramos que o anticoncepcional não provoca infertilidade permanente. Essa ideia é um mito e não há base científica que reconheça esse fato. Além de evitar a gravidez, o anticoncepcional oral é muito importante para o tratamento de doenças como a endometriose e a SOP.

De forma geral, outros fatores podem dificultar a gravidez, dando a sensação de que a causa poderia ser o método contraceptivo. Confira as suas principais causas e sintomas no nosso material sobre a infertilidade feminina!

Mais
Clamídia e infertilidade: veja como isso acontece

Além de dores e incômodos, a clamídia também pode dificultar a gestação. Clique aqui e confira a relação entre esse tipo de DST e a infertilidade!

As doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) podem ser causadas por diferentes agentes infecciosos, como bactérias, vírus e microrganismos. No caso da infecção por clamídia, o causador é a bactéria Chlamydia trachomatis.

Conhecida por seu caráter assintomático, ela pode causar uma série de consequências, como a infertilidade, se não for tratada adequadamente. A clamídia atinge homens e mulheres, sendo transmitida, principalmente, por contato sexual com uma pessoa infectada. Ela também pode ser transmitida da mãe para o filho durante o parto.

Ter o conhecimento sobre as doenças mais comuns e ficar atento aos sinais do corpo são atitudes importantes. A clamídia tem tratamento e o quanto antes o paciente procurar um médico, menor será o risco dela afetar a capacidade reprodutiva. Por isso, neste artigo, vamos abordar a relação entre a clamídia e a infertilidade.

Confira!

Como a clamídia pode causar infertilidade?

A clamídia é uma das principais causas de infertilidade, tendo uma alta prevalência entre a população. A falta de tratamento é o grande inimigo quando falamos sobre essa doença. A demora faz com que ela se agrave e se espalhe para outros órgãos do sistema reprodutor. Tanto a capacidade reprodutiva dos homens, quanto das mulheres podem ser afetadas.

Nos homens, a clamídia pode desenvolver um quadro de inflamação nos epidídimos (epididimite) e na próstata (prostatite). Ambos provocam uma queda na qualidade espermática, afetando a fertilidade.

Nas mulheres, a relação entre a clamídia e a infertilidade está diretamente relacionada à doença inflamatória pélvica (DIP). A clamídia é um dos principais agentes causadores de DSTs, causando uma infecção no útero e nas tubas uterinas. Ela dificulta a gravidez pois pode provocar obstruções nos órgãos, afetando a fecundação e a implantação do embrião.

Além da infertilidade, a clamídia também pode causar complicações durante a gestação. Ela aumenta o risco de gravidez ectópica, quando a gestação evolui fora da cavidade uterina, em geral, nas tubas uterinas.

Fatores de risco

A clamídia possui alguns fatores de risco, que aumentam a probabilidade de desenvolver a doença, como:

  • não usar preservativo durante as relações sexuais;
  • ser ativo sexualmente antes dos 25 anos;
  • ter um histórico de clamídia ou alguma outra DST.

Prevenção

A sua principal forma de transmissão é durante o contato sexual (anal, oral ou vaginal) com um parceiro infectado. Por isso, o preservativo (feminino e masculino) é o único método contraceptivo capaz de prevenir a transmissão de DSTs.

Quais são os sintomas da clamídia?

De forma geral, a clamídia é assintomática, por isso esse tipo de DST é tão grave. Além disso, nos casos que apresentam sintomas, eles começam a aparecer por volta do 14º dia após a contaminação, outro fator que torna o seu diagnóstico mais difícil.

Na lista dos sintomas mais comuns, temos:

  • dor na região pélvica;
  • sensação de ardência ao urinar;
  • aumento da vontade de urinar;
  • dor durante a relação sexual;
  • infertilidade.

A clamídia também pode apresentar sintomas diferentes entre homens e mulheres. Alguns dos sintomas exclusivamente masculinos, são:

  • dor e inchaço nos testículos;
  • sangramento retal;
  • presença de secreção e pus na uretra.

Entre os sintomas mais comuns entre as mulheres, temos:

  • sangramento anormal entre os períodos menstruais;
  • inchaço na região da vagina;
  • corrimento amarelado e com cheiro;
  • febre baixa.

Como é feito o tratamento da doença?

O tratamento da clamídia é feito com antibióticos que podem ser de dose única ou administrados ao longo de 7 dias, de acordo com a análise médica. Para evitar novas contaminações, é recomendado que a paciente evite ter relações sexuais até estar oficialmente curada.

Por ser uma doença com alto poder de transmissão é muito importante que os parceiros dos últimos 2 meses da paciente sejam testados e recebam tratamento. A DST é curada rapidamente, no entanto, ela não previne uma reinfecção. Por isso, a adoção de medidas preventivas continua sendo essencial.

Uma das complicações da clamídia é a infertilidade. A dificuldade para engravidar é uma das consequências da demora no tratamento, devido aos danos que ela causa no sistema reprodutor. Nesses casos, o casal pode alcançar uma gestação por meio de técnicas de reprodução assistida.

Entre os métodos disponíveis, a fertilização in vitro (FIV) é a mais indicada para fatores graves de infertilidade. Na FIV, a fecundação é realizada em laboratório e os embriões formados são, posteriormente, transferidos para o útero materno.

A infecção por clamídia é uma das DSTs com maior prevalência mundial. Ela é transmitida por uma bactéria durante o contato sexual desprotegido com uma pessoa contaminada. Ela pode reduzir drasticamente as chances de gravidez quando não é tratada corretamente. Nos casos de infertilidade, o casal tem uma boa chance de sucesso ao optar pela reprodução assistida.

Neste artigo, mostramos os principais aspectos da clamídia. Para saber mais sobre ela e como é feito o seu diagnóstico, confira a nossa página institucional sobre a infecção por clamídia!

Mais
3 alimentos que beneficiam a fertilidade

Diversos fatores estão relacionados à fertilidade. A alimentação é um deles e tem um papel importante na saúde reprodutiva. Clique aqui e confira essa relação!

A importância da alimentação para a prevenção de doenças é um assunto que está se tornando cada vez mais relevante para a sociedade. De fato, sabemos que hábitos de vida saudáveis em geral são fundamentais para o organismo, inclusive, para cuidar da fertilidade.

A boa notícia é que a dieta é um hábito que podemos modificar ao longo da vida e o que escolhemos colocar no prato interfere na nossa saúde. Um dos maiores exemplos é o da dieta mediterrânea. Além dos benefícios para o sistema cardiovascular, ela também contribui para a saúde reprodutiva.

Continue a leitura para conhecer a relação entre a alimentação e a fertilidade. E ainda, vamos mostrar alguns tipos de alimentos que ajudam de maneira especial a saúde reprodutiva.

Vamos lá?

O que é necessário para homens e mulheres serem férteis?

Diversos fatores precisam estar alinhados para que um casal consiga engravidar. De início, tanto o homem quanto a mulher devem estar saudáveis e com o sistema reprodutor em boas condições. Para a fecundação acontecer, a qualidade e a quantidade dos gametas também são importantes.

Na mulher, o ciclo menstrual prepara o seu corpo para a gestação. Os ovários liberam um óvulo por mês, durante o período fértil, em direção às tubas uterinas para que ele seja fecundado. Além da ovulação, o útero também passa por alterações para ficar mais receptivo ao embrião.

Para os homens, a fertilidade está relacionada a quantidade e a qualidade dos espermatozoides. Eles são produzidos nos testículos e armazenados nos epidídimos até o momento da ejaculação. Além de transportar os gametas, o sêmen é composto por líquidos importantes para proteger e nutrir os espermatozoides durante o percurso até as tubas uterinas.

Assim, doenças e condições (genéticas ou adquiridas) que afetem o funcionamento do sistema reprodutor do homem ou da mulher podem causar infertilidade.

Quais tipos de alimentos podem beneficiar a fertilidade?

Esse assunto é polêmico. Até o momento, não há comprovação científica de que um alimento — ou um grupo de alimentos — pode aumentar a fertilidade por si só. Porém, a adoção de uma alimentação equilibrada e hábitos saudáveis, de fato, podem influenciar a fertilidade.

A seguir, vamos mostrar 3 grupos de alimentos que beneficiam a fertilidade. Confira!

Alimentos ricos em ácido fólico

A suplementação de ácido fólico (vitamina B9) já é conhecido entre as mulheres tentantes ou que estão grávidas devido aos seus benefícios para o desenvolvimento do feto. Além disso, estudos mostram que ela está relacionada à qualidade embrionária e a redução do risco de infertilidade por fatores ovulatórios.

Ela também pode ser encontrada em alimentos como: espinafre, feijão, lentilha, couve e fígado.

Alimentos ricos em vitamina B12

A vitamina B12 é muito importante para a saúde e o bom funcionamento do organismo. Em conjunto com a vitamina B9, ela auxilia no processo de ovulação, na redução do risco de abortamento espontâneo e na qualidade do sêmen. Entre os alimentos ricos em vitamina B12, temos: ovos, leite, carne bovina, fígado bovino, camarão, atum e salmão.

Alimentos ricos em ômega 3

Os peixes, como o atum, o salmão e a sardinha são os principais exemplos de alimentos ricos em ômega 3. Outras fontes do nutriente estão nas nozes, brócolis, couve e linhaça. Com relação à fertilidade, ele está relacionado a uma melhora na qualidade espermática e ovulatória.

Não é uma coincidência que esses 3 grupos de alimentos façam parte da dieta mediterrânea. Ela é considerada a dieta mais indicada para quem deseja engravidar. De forma geral, é rica em proteínas vegetais, fibras e nutrientes antioxidantes.

Ela é baseada no estilo de vida dos moradores da região do mar Mediterrâneo, por isso tem esse nome. O seu foco está no alto consumo de alimentos naturais e minimamente processados, peixes, azeite de oliva (principal fonte de gordura) e pouca carne vermelha.

O acompanhamento de um nutricionista é essencial antes de iniciar uma mudança na alimentação. A escolha, as quantidades e a frequência dos alimentos devem ser orientadas por um especialista. Cada organismo é único e, tanto a carência, quanto o excesso de nutrientes podem causar problemas.

Como os hábitos saudáveis ajudam a preservar a fertilidade?

Ter hábitos saudáveis é uma das principais recomendações para o casal que deseja ter filhos. A alimentação — como vimos — é importante, mas não é a única forma de beneficiar a fertilidade.

Praticar exercícios físicos com regularidade para evitar a obesidade, controlar o stress e a ansiedade, evitar o excesso de bebidas alcoólicas e não fumar também são hábitos indicados para uma vida mais saudável.

Após a suspensão de todos os métodos contraceptivos, a gravidez pode demorar alguns meses para acontecer e isso é normal. No entanto, o casal deve procurar ajuda médica se não obtiverem sucesso após 12 meses de tentativas para tentar engravidar. Nesses casos, a fertilidade do casal é investigada para entendermos a causa da infertilidade.

Nesse artigo, o nosso objetivo era mostrar a importância da adoção de hábitos saudáveis. Entre eles, a alimentação tem um grande destaque, no entanto, é apenas um item da lista de fatores que melhoram a fertilidade. Por isso, ter bons hábitos de vida, de forma geral, é significativo para a saúde e a capacidade reprodutiva de homens e mulheres.

Diversos fatores influenciam a infertilidade feminina, entre eles, os distúrbios tubários e ovulatórios estão entre os principais. Se você tem interesse em saber mais sobre o assunto e as possibilidades de tratamento, confira a nossa página sobre a infertilidade feminina!

Mais
Abortamento e infertilidade: qual a relação?

O abortamento afeta milhares de casais, podendo estar relacionada com fatores que também levam à infertilidade. Clique aqui e entenda essa relação.

O abortamento espontâneo é relativamente comum, ocorrendo em cerca de 10% das gestações. Esse é um momento muito delicado, pois pode afetar o emocional do casal e até provocar quadros de ansiedade e depressão. A perda gestacional está diretamente ligada à infertilidade, pois em ambos os casos a gravidez não evolui até o nascimento do bebê.

Como a infertilidade é um tema muito vasto, neste artigo, vamos abordar a sua relação com o abortamento. É importante ressaltar que a perda gestacional pode estar relacionada a fatores tanto femininos, quanto masculinos, assunto que também será tratado ao longo da leitura.

Confira!

Qual a diferença entre abortamento e aborto?

De forma geral, os dois termos são tratados como sinônimos. No entanto, a perda gestacional involuntária antes da 20ª semana é chamada de abortamento espontâneo, enquanto aborto é o produto eliminado no processo.

O abortamento é mais frequente no primeiro trimestre da gestação. Após a 12ª semana, ele se torna um evento cada vez mais raro conforme o avanço da gravidez.

Mais do que duas perdas gestacionais consecutivas demandam uma atenção maior, sendo chamado de abortamento de repetição. O risco de abortamento aumenta entre casais que já passaram por essa experiência anteriormente, por isso, é importante investigar as causas para tratá-las e evitar futuras perdas.

O que é infertilidade?

A dificuldade para engravidar pode estar relacionado a fatores masculinos, femininos ou ambos. Por muito tempo acreditava-se que ela estava ligada apenas as mulheres. Hoje, sabemos que os homens e as mulheres respondem por 30% das causas cada um.

Em 20% dos casos, a infertilidade está relacionada a ambos e, nos 20% restantes, não é possível identificar o motivo (o que chamamos de infertilidade sem causa aparente).

A infertilidade é descrita como a incapacidade de engravidar após 12 meses de tentativas sem o uso de nenhum método contraceptivo. O casal que se enquadra nesse perfil deve procurar ajuda médica para investigar o que está acontecendo.

A partir do diagnóstico é possível indicar alternativas para o tratamento para que o casal consiga engravidar por via natural ou por reprodução assistida. Porém, o casal deixa de ser considerado infértil apenas após o nascimento do bebê.

Quais são as principais causas de abortamento?

As alterações cromossômicas do embrião são a principal causa de abortamento, principalmente, entre os que ocorrem até a 12ª semana da gestação. Na maioria dos casos, ele acontece devido a um erro na divisão celular do embrião ou por uma alteração genética herdada dos pais.

Além do fator genético, outros fatores — femininos e masculinos — também estão relacionados com um maior risco de perda gestacional. Confira as principais causas de abortamento nos tópicos abaixo.

Fatores femininos

Entre as mulheres, os fatores que podem levar ao abortamento estão relacionados a doenças e condições adquiridas ou hereditárias que provocam alterações uterinas.

Complicações como as anormalidades uterinas congênitas (útero bicorno, septado e unicorno), miomas, pólipos endometriais e endometriose são conhecidas por causar alterações na cavidade uterina e dificultar a implantação e o desenvolvimento embrionário. Além disso, a idade avançada da paciente também pode afetar a qualidade dos óvulos, aumentando o risco de alterações genéticas.

Fatores masculinos

A presença de problemas na qualidade espermática também podem ser a causa do abortamento. A infertilidade masculina está muito relacionada com a qualidade e a quantidade dos gametas, por isso, algumas doenças e condições podem provocar graves consequências.

Entre elas, temos as doenças sexualmente transmissíveis como a clamídia e a gonorreia que podem atingir os órgãos sexuais masculinos e provocar infecções na próstata (prostatite), nos epidídimos (epididimite) e nos testículos (orquite).

Qual a conduta indicada diante de um abortamento?

A fertilização in vitro (FIV) é a técnica de reprodução assistida mais indicada para casais com infertilidade por abortamento de repetição. Apesar dos bons resultados, nenhum procedimento é 100% livre de complicações e, em alguns casos, o abortamento também pode acontecer após a FIV.

O abortamento é um evento muito doloroso para o casal, especialmente nos casos de repetição. Nesses momentos, além da recuperação física da mulher, o aspecto emocional também precisa de atenção. O apoio psicológico e familiar é muito bem-vindo para superar o trauma.

Ter passado pela experiência de um abortamento não impede que a mulher engravide novamente e tenha um bebê saudável, seja por vias naturais ou por reprodução assistida. A conduta recomendada é que o casal aguarde 3 meses para se recuperarem antes de uma nova tentativa. No entanto, partir do momento que a mulher se sentir física e emocionalmente pronta, ela pode tentar engravidar novamente.

O abortamento é uma das ocorrências obstétrica mais comuns, especialmente, antes da 20ª semana de gestação. Esse momento pode ser muito frustrante para o casal, especialmente, nos casos de abortamento de repetição. As principais causas de infertilidade também podem causar perda gestacional, por isso, realizar uma investigação da fertilidade do casal é recomendado nesses casos.

A dificuldade para engravidar provoca frustração em muitas mulheres, no entanto, na grande maioria dos casos há tratamento. Para saber mais sobre essas possibilidades, confira a nossa página sobre a infertilidade feminina!

Mais
Progesterona: o que é e qual a relação com a gravidez?

A progesterona desempenha um papel importante no tratamento da infertilidade. O hormônio é vital para engravidar e manter a gravidez.

A progesterona é um hormônio que atua no ciclo menstrual e na gravidez. Os níveis dele no organismo precisam estar adequados para que a mulher possa engravidar, bem como ter um bom desenvolvimento fetal durante a gravidez. Por isso, é um hormônio fundamental na hora de constituir uma família.

Poucas pessoas conhecem bem a progesterona. É natural que uma mulher que esteja tentando engravidar queira aprender o que é e como ela influencia na capacidade de engravidar. Pensando nisso, preparamos esse artigo para você!

Leia o texto e aprofunde seus conhecimentos sobre a progesterona.

O que é progesterona?

A progesterona é um hormônio sexual feminino secretado pelos ovários durante a segunda fase do ciclo menstrual, e pela placenta durante a gravidez, embora também seja produzida pelas glândulas suprarrenais e pelo fígado (em menor grau).

Sua secreção começa quando a mulher atinge a puberdade com o início dos ciclos menstruais. É por isso que o hormônio também é responsável pelo desenvolvimento das características sexuais secundárias femininas: glândulas mamárias, pelos pubianos etc.

Trata-se, portanto, de um hormônio fundamental para a mulher.

Qual é a sua função?

Sua principal função é garantir que o útero crie as condições necessárias para a implantação do embrião, ou seja, é o hormônio que torna o útero materno receptivo para que a gravidez comece e se desenvolva.

Desde a ovulação, o ovário secreta esse hormônio, fazendo com que as paredes do útero formem uma camada interna e aumentem de espessura, preparando o endométrio para que a implantação ocorra com sucesso. Quando o nível de progesterona está baixo, o embrião pode ter dificuldade de implantação e o risco de aborto espontâneo é mais alto.

Se a fertilização não ocorrer, os níveis de progesterona diminuem no final do ciclo menstrual e o revestimento do útero, o endométrio que se espessou durante o ciclo menstrual, acaba descamando e sendo eliminado sob a forma de menstruação.

Entendendo o ciclo menstrual

O ciclo menstrual começa no primeiro dia da menstruação e termina no dia anterior ao início do próximo período. Consiste em quatro fases:

  1. Menstruação: a menstruação é a eliminação do revestimento espesso do útero (endométrio) do corpo pela vagina. O fluido menstrual contém sangue, células do revestimento do útero (células endometriais) e muco. A duração média de um período é de três dias a uma semana.
  2. Fase folicular: nesta fase, o óvulo está sendo preparado para ser liberado, sob a influência do FSH (hormônio folículo-estimulante). O estrogênio prepara o revestimento do útero ou da parede do útero para a implantação potencial de um embrião, caso você fique grávida.
  3. Ovulação: a ovulação é a liberação de um óvulo maduro da superfície do ovário. Isso geralmente ocorre no meio do ciclo (14º dia após o início da menstruação, considerando um ciclo de 28 dias), cerca de duas semanas antes do início da menstruação.
  4. Fase lútea: após a liberação do óvulo, os níveis de FSH e LH diminuem. O corpo-lúteo produz progesterona. Se a fecundação ocorrer, o corpo-lúteo mantém a produção de progesterona para que o revestimento endometrial não descame. Se a fecundação não ocorrer, o corpo-lúteo é absorvido pelo organismo, portanto os níveis de progesterona caem e o revestimento endometrial começa a descamar.

Progesterona na gravidez

Se o embrião se implanta no endométrio, dando início à gestação, o corpo-lúteo produz progesterona até a 10ª semana de gestação. A partir daí, será a placenta que se encarregará de secretar progesterona até o final de gestação.

Seu papel durante a gravidez é muito importante, por isso os níveis de progesterona no sangue aumentam mês a mês até o final da gravidez, quando começam a diminuir e o trabalho de parto é iniciado.

Esse hormônio também desempenha um papel importante na preparação das glândulas mamárias para que possam secretar o leite materno após o parto.

O papel da progesterona na reprodução assistida

Em tratamentos como inseminação artificial e fertilização in vitro, o uso da progesterona é usado para suporte da fase lútea, principalmente na fertilização in vitro, pois, apesar de os ovários funcionarem corretamente, pelo efeito negativo que a punção folicular pode ter, a progesterona exógena é administrada para garantir níveis adequados até que a placenta assuma a sua produção.

Por outro lado, em tratamentos como doação de óvulos, doação de embriões ou transferência de embriões congelados, a administração do hormônio é fundamental para a gestação e sua evolução.

Nesses tratamentos, busca-se que os ovários não funcionem para que não interfiram no preparo endometrial, por isso a administração da progesterona é necessária para conseguir a gravidez e manter seu desenvolvimento.

Sugerimos também a leitura sobre como calcular o período fértil. Ajudará você a ter uma compreensão melhor dos fundamentos da importância do hormônio no corpo feminino.

Mais
Infertilidade primária e infertilidade secundária: você sabe as diferenças?

A infertilidade, pode ser devida a uma infinidade de fatores físicos e emocionais e estar ligada a problemas em homens, mulheres ou ambos.

Falar sobre infertilidade para casais que sonham em constituir família ou desejam engravidar novamente pode ser considerado um assunto ‘assustador’. No entanto, essa situação é mais comum do que muitos pensam e você não está sozinha nisso!

Na verdade, não conseguir engravidar pode ter diversos fatores, como a idade do casal e possíveis problemas de fertilidade masculina, feminina ou ambas.

O importante é saber que nem sempre a gravidez é alcançada na primeira vez e que o resultado positivo desejado não deve se tornar uma obsessão ou motivo de ansiedade ou depressão.

Para ajudar no sonho desses casais, preparamos este artigo, com informações sobre a infertilidade, como causas, descoberta e tratamentos. Confira!

Como a infertilidade é definida?

A infertilidade pode ser definida como a incapacidade de atingir uma gravidez após 12 meses ou mais de tentativas sem a utilização de métodos contraceptivos. Estima-se que 15% dos casais em idade reprodutiva têm problemas para engravidar.

A infertilidade pode ser diagnosticada no homem, na mulher ou em ambos, por isso é importante que a investigação seja feita nos dois membros do casal.

As diferenças entre infertilidade primária e secundária

Existem dois tipos de infertilidade: primária e secundária.

Infertilidade primária: refere-se a casais que ainda não tiveram filho ou filhos e não conseguem engravidar após um ano de tentativas sem o uso de métodos contraceptivos.

Infertilidade secundária: refere-se a casais que já têm pelo menos um filho e não conseguem mais engravidar ou sustentar a gravidez até o nascimento da criança.

Possíveis causas

Existem causas de origem feminina e de origem masculina, mas também pode acontecer que os dois sofram alterações na fertilidade que conduzam à dificuldade de engravidar.

Causas da infertilidade feminina

A infertilidade feminina pode estar associada a diferentes fatores: uterinos, tubários ou ovarianos. Diversas doenças ou condições podem provocar alterações nos órgãos do sistema reprodutor e provocar infertilidade.

Doenças autoimunes, como tireoidite, artrite reumatoide, espondilite anquilosante e lúpus, podem ser causas de infertilidade. Elas podem impedir a fecundação ou a implantação do embrião no endométrio, podendo provocar abortos de repetição por rejeição materno-fetal.

Os distúrbios hormonais são outra causa comum. Eles podem causar diversas alterações que levam à infertilidade, como a anovulação ou ausência de ovulação.

Também existem fatores de risco, como obesidade, diabetes ou a ingestão de certos medicamentos, que podem causar alterações na qualidade ovariana, anormalidades menstruais ou problemas reprodutivos.

Outra causa comum de infertilidade é a obstrução tubária. Nas tubas uterinas ocorre a união do óvulo com o espermatozoide, processo chamado fecundação. Portanto, lesões nas tubas podem impedir a gravidez. Endometriose na região ou hidrossalpinge são alguns exemplos. A endometriose é uma das causas mais comuns de infertilidade. Trata-se do crescimento de um tecido semelhante ao endométrio em áreas fora do útero, como as tubas uterinas ou os ovários.

Com relação ao útero, a presença de miomas ou pólipos endometriais é o principal motivo de infertilidade.

Causas da infertilidade masculina

A fertilidade masculina pode ser afetada por problemas com a produção de espermatozoides ou com o seu deslocamento pelo sistema reprodutor masculino. Alguns fatores são:

  • diminuição do número de espermatozoides por qualquer fator, como varicocele;
  • baixa motilidade dos espermatozoides;
  • espermatozoides com alteração morfológica;
  • ausência da produção de espermatozoides;
  • vasectomia;
  • doenças sexualmente transmissíveis.

Para detectar o motivo da infertilidade masculina o exame mais importante é o espermograma, que avalia tanto o sêmen de forma geral como os espermatozoides.

Técnicas de reprodução assistida

As técnica de reprodução assistida são um dos principais recursos para superar a infertilidade, tanto primária como secundária. A investigação é feita da mesma forma e, se for o caso, a técnica mais adequada é indicada para o casal. Essa indicação é individualizada. Não há indicações padronizadas. Existem 3 técnicas de reprodução assistida que podem ser indicadas: a relação sexual programada (RSP), também chamada de coito programado, a inseminação artificial (IA) e a fertilização in vitro (FIV) (técnica de alta complexidade).

Relação sexual programada ou coito programado

É indicada para casos mais leves de infertilidade feminina, como problemas na ovulação. Ela não é indicada quando há fatores de infertilidade masculina, já que não há nenhum tipo de preparação dos gametas masculinos para a fecundação.

Na RSP, a fecundação ocorre nas tubas uterinas, naturalmente. O casal precisa manter relações sexuais no período fértil para aumentar as chances de sucesso, que ficam em torno de 20%.

Inseminação artificial (IA)

A inseminação artificial tem uma indicação um pouco mais ampla, mas ainda bastante restritas. Ela pode ser indicada para mulheres e homens com problemas leves de infertilidade, como alterações na ovulação e uma pequena redução no número ideal de espermatozoides no sêmen.

Na IA, o sêmen é coletado e preparado em laboratório, para só depois ser depositado dentro do útero da parceira.

É um processo simples e minimamente invasivo que aumenta a probabilidade de gravidez e pode ser repetido por até seis vezes.

Fertilização in vitro (FIV)

A fertilização in vitro é uma técnica de alta complexidade. A fecundação não acontece no corpo, mas em laboratório. Tanto os gametas femininos como masculinos são coletados e preparados para a fecundação em uma placa de cultivo preparada para essa finalidade.

A FIV é indicada para praticamente qualquer caso de infertilidade, tanto masculina como feminina.

Quer saber mais sobre infertilidade? Veja o nosso conteúdo sobre infertilidade masculina!

Mais
Preparo endometrial: como é feito na FIV?

Para que a gravidez aconteça, alguns fatores no organismo devem estar em equilíbrio e em condições saudáveis. Após a fecundação, o embrião formado é transportado até o útero, onde se fixa nas paredes de revestimento, tecido conhecido como endométrio. A implantação embrionária acontece com sucesso […]

Para que a gravidez aconteça, alguns fatores no organismo devem estar em equilíbrio e em condições saudáveis. Após a fecundação, o embrião formado é transportado até o útero, onde se fixa nas paredes de revestimento, tecido conhecido como endométrio.

A implantação embrionária acontece com sucesso quando a interação do embrião se dá de forma correta com o endométrio e quando não há nenhum tipo de lesão ou alteração no útero. As chances são ainda maiores quando ocorre no período de melhor receptividade endometrial.

Durante o ciclo menstrual, o endométrio passa por uma preparação do organismo para receber o embrião. Ele aumenta sua espessura para que a implantação aconteça de forma natural e eficiente.

Embora o preparo endometrial seja um processo natural, ele também pode ser feito na reprodução assistida, na fertilização in vitro (FIV). Isso acontece para aumentar as chances de sucesso no tratamento, alcançando assim a gravidez.

A seguir, entenda como funciona o preparo endometrial e como ele é realizado na FIV para maximizar as chances de uma implantação embrionária bem sucedida.

O que é o preparo endometrial?

O endométrio, tecido de revestimento interno do útero, tem um papel fundamental na reprodução. Ao longo o ciclo menstrual, ele é preparado pela ação de hormônios que auxiliam no aumento de sua espessura. Isso acontece para que ele possa receber o embrião após a fecundação e para que a implantação embrionária aconteça de forma correta.

Para que o processo seja completo, o tecido deve estar no período de melhor receptividade. Este momento é conhecido como janela de implantação e quando a fecundação ocorre neste período, as chances de gestação são maiores.

A cada ciclo esta situação se repete e dura pouco tempo, normalmente até três dias. A janela de implantação ocorre normalmente entre o 19º e o 21º dias do ciclo, considerando um ciclo regular com 28 dias de duração, sendo contados desde o primeiro dia de menstruação. Quando a fecundação não acontece, o material é eliminado durante a menstruação.

Todo este processo acontece de forma natural no corpo da mulher, porém, é possível ser realizado também na reprodução assistida para auxiliar nos casos de infertilidade.

Como a FIV é realizada?

A FIV é uma técnica de alta complexidade da reprodução assistida. Possui métodos muito avançados e eficientes no tratamento de infertilidade feminina e masculina. A maioria de seus procedimentos são feitos em laboratório e acontecem em cinco etapas principais: e estimulação ovariana, coleta dos gametas, fertilização, cultivo dos embriões e transferência embrionária.

Inicialmente, são administrados medicamentos hormonais a fim de aumentar o desenvolvimento dos folículos e, assim, obter um maior número de óvulos disponíveis para o procedimento.

Depois, esse material é coletado e selecionado, assim como os espermatozoides, para que sejam utilizados apenas gametas de boa qualidade. A fecundação é feita em uma placa de cultura adequada e os embriões formados são cultivados até o momento ideal para a transferência ao útero.

Existem técnicas complementares à FIV capazes de auxiliar nesse processo e aumentar as chances de sucesso no tratamento. Quando transferidos no momento certo, de maior receptividade endometrial, os embriões apresentam maior chance de se fixar no endométrio, promovendo a implantação embrionária.

Nesse momento o tecido endometrial tem a função de nutrir e desenvolver este embrião até que a placenta seja formada para dar continuidade ao desenvolvimento do feto durante a gestação.

Como o preparo endometrial é feito na FIV?

Em alguns casos, a mulher pode apresentar uma janela de implantação deslocada, fazendo com que a receptividade endometrial aconteça em outro momento. Nesses casos, ela pode não acontecer entre os dias 19 e 21, podendo ser antes ou depois.

Isso faz com que o momento de implantação seja alterado e pode influenciar no sucesso da implantação da FIV. Para saber o dia adequado para a implantação, um teste é realizado para definir a data da transferência dos embriões. O exame é conhecido com o teste ERA e é uma das técnicas complementares à FIV.

O teste consiste na avaliação de genes que possuam relação com o estado de receptividade endometrial. Caracterizado por uma ferramenta molecular, o exame utiliza tecnologia NGS (next generation sequencing ou sequenciamento de nova geração).

O preparo endometrial é realizado antes do teste ERA para preparar o endométrio para a biópsia. São utilizados hormônios como o estradiol e progesterona logo após o início do ciclo menstrual. O endométrio aumenta sua espessura e esse processo é avaliado por uma ultrassonografia transvaginal. No momento ideal, a biópsia endometrial é realizada para avaliar a receptividade endometrial e identificar se é a hora certa de fazer a transferência do embrião ao útero.

Por utilizar medicamentos hormonais no início de seu procedimento para estimular a produção de óvulos para a fecundação, a FIV pode causar um desequilíbrio hormonal durante o tratamento. Com isso, pode ser necessário o preparo endometrial para que o procedimento tenha continuidade no próximo ciclo.

Isso é possível graças à técnica de transferência de embriões congelados, que permite que eles sejam preservados enquanto o endométrio é preparado e transferidos no momento adequado, aumentando as chances de sucesso. Também conhecida como freeze-all, a técnica é aplicada para diminuir os efeitos causados pelos medicamentos hormonais durante a receptividade endometrial.

Se este post foi útil para você, leia também sobre a fertilização in vitro (FIV) e saiba em detalhes de como esta técnica de reprodução assistida é realizada para ajudar casais com problemas de infertilidade.

Mais