Apesar do ciclo menstrual fazer parte da vida das mulheres, muitas não sabem como ele funciona. Por isso, clique aqui e tire as suas dúvidas!
Durante a sua vida reprodutiva, as mulheres passam por vários ciclos menstruais. Ele possui, em casos regulares, uma média de 28 dias e tem o objetivo de preparar o corpo para uma possível gravidez. A presença de irregularidades na duração do ciclo menstrual e de fatores ligados à menstruação podem ser indícios de algum problema de fertilidade.
O ciclo menstrual é um fenômeno complexo e engana-se quem acha que ele está relacionado apenas com o sistema reprodutor. Ele envolve uma série de órgãos, inclusive, os do sistema endócrino.
Com a chegada da puberdade, a mulher começa a produzir hormônios sexuais, como a progesterona e o estrogênio. Eles atuam diretamente no ciclo menstrual em várias funções, como no espessamento do endométrio e no crescimento dos folículos ovarianos.
Este artigo tem o objetivo de mostrar o que é o ciclo menstrual e o que acontece em cada uma das suas fases. Além disso, vamos abordar a sua relação com infertilidade e como a reprodução assistida pode aumentar as chances de gravidez.
Boa leitura!
O ciclo menstrual é um fenômeno biológico que ocorre durante a vida reprodutiva da mulher. Em sua forma regular, ele possui a duração média de 28 dias e, por ser um ciclo, ele não para. O término de um, marca o início do próximo.
Os hormônios sexuais femininos possuem uma grande influência no ciclo menstrual, em especial, temos o estrógeno, progesterona, FSH (hormônio folículo-estimulante) e o LH (hormônio luteinizante). Durante esse período, diversas alterações hormonais acontecem com o objetivo de preparar o corpo da mulher para uma gravidez. Caso ela não aconteça, a mulher menstrua e um novo ciclo recomeça.

O ciclo menstrual pode ser regular ou irregular. O primeiro tem a duração média de 28 dias, enquanto o segundo não possui uma duração fixa. Os ciclos irregulares podem ser menores que 25 dias ou maiores que 35 ou ainda a mulher pode ficar meses sem menstruar. Diversos fatores podem provocar as irregularidades, como a síndrome dos ovários policísticos, problemas na tireoide e, até mesmo, stress.
Neste artigo, vamos nos basear em um ciclo menstrual regular para facilitar o entendimento. Ele é dividido em 3 fases: a folicular, a ovulatória e a lútea. A seguir, vamos mostrar o que acontece em cada uma delas.
A fase folicular vai do primeiro ao nono dia do ciclo menstrual. Ele é caracterizado pelo aumento da produção do hormônio FSH com o objetivo de estimular o crescimento dos folículos antrais (pequenos). Normalmente, apenas um folículo é selecionado, tornando-se dominante e, em seu interior, haverá um óvulo maduro que será liberado na próxima etapa.
Entre o 10º e o 14º dia do ciclo, estamos na fase ovulatória do ciclo menstrual. Ela é marcada pela ovulação, momento em que o folículo dominante libera o óvulo maduro para as tubas uterinas. O hormônio LH atinge seu pico nessa fase, para que a ovulação aconteça.
Nesse momento ocorre a janela da fertilidade — mais conhecida pelo nome de período fértil — sendo o momento do ciclo menstrual onde a mulher possui mais chances de engravidar.
Esse momento se assemelha com o processo de estimulação ovariana, que é a etapa inicial de todas as técnicas de reprodução assistida. Ela utiliza medicamentos hormonais para desenvolver vários folículos dominantes e aumentar o número de óvulos maduros que serão utilizados na reprodução assistida.
A última fase é chamada de lútea, que ocorre entre o 15º até o 28º dia do ciclo menstrual. Os níveis de FSH e LH são mínimos, enquanto os níveis de progesterona e estrogênio estão altos. Eles atuam no espessamento do endométrio para que ele esteja pronto para receber o embrião, em caso de uma fecundação.
Do contrário, as paredes do endométrio se descamam causando a menstruação e um novo ciclo é reiniciado.
Uma das principais causas de infertilidade feminina é a idade. As chances de um casal engravidar sem fatores de infertilidade são de 20% por ciclo, caso a mulher tenha até 30 anos. Esse número cai para 5% quando a mulher chega aos 40 anos.
Como podemos ver, engravidar não é algo simples e a idade da mulher é um fator importante no processo. Por isso, é normal que alguns casais demorem alguns meses para engravidar de forma natural.
Porém, é indicado que o casal procure um médico para investigar a sua fertilidade caso estejam tentando engravidar há mais de 12 meses sem sucesso. Se a mulher tiver mais de 35 anos, a investigação é recomendada após 6 meses de tentativas.
A infertilidade pode ser causada por fatores femininos, masculinos ou relacionados a ambos. No caso das mulheres, os problemas de fertilidade podem acontecer em qualquer etapa do ciclo menstrual, inclusive, após a ovulação.
Em um ciclo menstrual regular, a mulher consegue calcular o seu período fértil com mais exatidão. Para aumentar as chances de engravidar, o casal deve ter relações sexuais nesse período. Esse processo é parecido com a relação sexual programada, uma das técnicas de reprodução assistida.
Além dela, a inseminação artificial e a fertilização in vitro também são possibilidades muito procuradas por casais que desejam engravidar.
Conhecer o ciclo menstrual e como ele funciona é uma ferramenta muito útil para as mulheres conhecerem melhor o próprio corpo. Esse conhecimento ajuda a identificar possíveis problemas que podem afetar a saúde da mulher e, até mesmo, a sua fertilidade.
Uma das maneiras de aumentar a chance de engravidar é calcular o período fértil para ter relações sexuais nessa fase. Quer saber como fazer isso? Clique e confira como calcular o período fértil no nosso site!
MaisA varicocele é o principal fator que leva à infertilidade masculina. O seu tratamento é indicada para os casos graves da doença. Clique aqui e confira como é feita a sua correção!
A varicocele é a principal causa de infertilidade masculina, por isso, conhecer a doença e as suas possibilidades de tratamento é muito relevante. Ela é causada por uma dilatação anormal das veias que compõem o cordão espermático, sendo muito conhecida pela presença de varizes nos testículos. Ela pode ser assintomática ou apresentar sintomas como dores testiculares e dificuldades reprodutivas.
No entanto, ser diagnosticado com varicocele não significa que o homem está infértil, pois ela afeta a fertilidade apenas nos casos mais avançados. Estima-se que entre 10% a 15% da população masculina tenha varicocele e, para evitar que ela se agrave, quanto antes ela for diagnosticada e tratada, melhor.
Neste artigo, vamos mostrar como é feita a correção da varicocele e quais são as opções de tratamento para os homens que desejam ter filhos, seja de forma natural ou por meio da reprodução assistida.
Boa leitura!
Antes de mostrarmos como é feita a correção da varicocele, precisamos contextualizar sobre a classificação da doença. A partir dessa informação, o médico pode indicar o melhor tratamento para o paciente.
A varicocele se torna mais grave com o tempo, por isso, a classificação se baseia na visibilidade das varizes. Durante o exame físico, o paciente deve realizar a manobra de Valsalva para facilitar na visualização das varizes. Para realizá-la, o paciente deve prender a respiração e fazer força para expirar.
A seguir, conheça os três níveis da varicocele.
No grau I, o reconhecimento das varizes ocorre apenas quando são palpadas durante a realização da manobra de Valsalva.
No grau II, as varizes são percebidas quando palpadas mesmo sem a manobra de Valsalva.
A varicocele de grau III é a mais avançada, sendo mais relacionada com a infertilidade. As varizes são facilmente visualizadas e palpadas sem o auxílio da manobra de Valsalva.
A varicocele pode ser uma doença silenciosa para muitos homens. Devido à ausência de sintomas, é comum encontrar casos em que a dificuldade para engravidar a parceira seja o fator que o levou a procurar um médico.
Porém, quando apresenta sintomas, a varicocele afeta bastante a qualidade de vida do paciente. Dores nos testículos (principalmente após algum esforço físico), inchaço e atrofia testicular são os sintomas mais relatados. Ao perceber esses sinais e sintomas, o homem deve procurar um urologista.
A fertilidade masculina é afetada apenas nos casos mais avançados de varicocele. Com o problema na drenagem do fluxo sanguíneo, as veias se dilatam e aumentam a temperatura testicular. O aquecimento prejudica a quantidade e a qualidade dos espermatozoides e, consequentemente, afeta a fertilidade.

A correção da varicocele é uma intervenção cirúrgica indicada apenas para os pacientes mais graves (grau III), como os casos de infertilidade e atrofia testicular. Ela pode restaurar a qualidade seminal e assim, a fertilidade masculina.
A varicocelectomia é a técnica mais utilizada para a correção da varicocele, sendo realizada via inguinal ou subinguinal. Ela tem o objetivo de corrigir o fluxo sanguíneo que passa pelos testículos para que ele não passe pelas veias obstruídas.
Na cirurgia, o médico utiliza um microdoppler intraoperatório durante a cirurgia para facilitar a visualização e preservar todas as veias e artérias da região. O processo é minimamente invasivo e a recuperação do paciente é mais rápida e menos dolorosa.
Além dos benefícios da correção da varicocele para a quantidade e a qualidade dos espermatozoides, ela também reduz os danos que a doença pode causar no DNA dos gametas masculinos, refletindo na fertilidade do paciente.
Após o período de recuperação, o casal pode engravidar naturalmente. No entanto, nos quadros muito graves de infertilidade, a cirurgia pode não ter recuperado totalmente a qualidade seminal do paciente. Nesses casos, a fertilização in vitro (FIV) é indicada.
A FIV é a técnica de reprodução assistida mais utilizada atualmente, principalmente, devido aos seus bons resultados. Em comparação com as demais técnicas, a FIV é a principal indicação para os casos de infertilidade masculina de moderada a severa.
Por meio da ICSI, o encontro entre o espermatozoide e o óvulo é feito diretamente, aumentando as chances de sucesso. Os óvulos são coletados da parceira após a etapa de estimulação ovariana, enquanto os espermatozoides podem ser coletados por masturbação ou diretamente dos testículos, ou dos epidídimos.
A presença de varizes nos testículos causadas pela dilatação anormal das veias do cordão espermático provoca a varicocele. Os sintomas da doença aumentam com o tempo, por isso, é muito importante procurar ajuda médica quanto antes. Em caso de infertilidade, a correção da varicocele é indicada. Ela visa reorganizar o fluxo sanguíneo para que ele não passe pelas veias obstruídas.
Para saber mais detalhes sobre a principal causa de infertilidade masculina, confira o nosso conteúdo institucional sobre a varicocele!
MaisJá ouviu falar sobre menopausa precoce? Também chamada de falência ovariana precoce, ela provoca várias complicações, como a infertilidade. Clique aqui e saiba mais sobre essa condição!
A falência ovariana precoce (FOP) é uma condição grave que afeta a capacidade reprodutiva das mulheres por volta dos 40 anos. Ela também é chamada de menopausa precoce, pois está relacionada com o fim da reserva ovariana. A condição atinge os ovários, que são responsáveis pela produção dos hormônios sexuais femininos e dos óvulos (incluindo o seu armazenamento).
Os gametas femininos são indispensáveis para a fecundação. Eles se desenvolvem dentro dos folículos ovarianos, que atuam como “bolsas” guardando um óvulo em seu interior. Durante o ciclo menstrual, um folículo cresce e se torna dominante e libera um óvulo maduro para ser fecundado. Na FOP, o estoque de folículos se esgota precocemente, prejudicando a fertilidade.
Continue a leitura para descobrir o que é a falência ovariana precoce e qual é a sua relação com a infertilidade feminina e a reprodução assistida. Mas antes, precisamos entender como funciona a reserva ovariana e o que acontece no corpo das mulheres durante a menopausa.
Vamos lá?
Todas as mulheres nascem com uma reserva ovariana, ou seja, com uma quantidade limitada de folículos ovarianos. Eles são fundamentais para a saúde reprodutiva porque os óvulos se desenvolvem dentro dessas estruturas. Esse estoque vai diminuindo com o passar dos anos. A partir da puberdade, a mulher começa a liberar um óvulo a cada ciclo menstrual.
Neste processo, vários folículos ovarianos se desenvolvem, mas apenas um se torna dominante, tendo um óvulo maduro pronto para ser liberado durante a ovulação. Se a mulher não engravidar, o óvulo que não foi fecundado é expulso do organismo junto com a camada interna do endométrio, provocando a menstruação. Esse ciclo vai se repetir ao longo de toda a sua vida reprodutiva.
Quando a reserva ovariana chega ao seu limite, acontece um marco na vida da mulher: a menopausa. A chegada da menopausa indica a última menstruação e ocorre por volta dos 50 anos.
A falência ovariana precoce é uma condição caracterizada pelo esgotamento da reserva ovariana antes dos 40 anos. Ou seja, os ovários param de liberar um óvulo a cada ciclo menstrual e ocorre uma queda na produção dos hormônios sexuais femininos. Por isso, essa condição também é conhecida como menopausa precoce.
A FOP pode ser causada por diversos fatores. Entre os principais, destacamos:
A FOP provoca diversas consequências para a saúde e a qualidade de vida das pacientes. Devido à queda no nível do estrogênio, as mulheres passam a sentir diversos sintomas característicos da menopausa como: ondas de calor, sudorese noturna, irregularidades menstruais, queda do desejo sexual e infertilidade.
A falência ovariana precoce é uma condição grave e a sua capacidade de reversão é muito pequena, pois ela indica que os ovários da paciente não estão funcionando como deveriam. Apesar de dificultar a gravidez, ser diagnosticada com falência ovariana precoce não é uma impossibilidade definitiva para ter filhos. O sonho de engravidar pode ser conquistado por meio da reprodução assistida.

A técnica mais indicada para esse caso é a fertilização in vitro (FIV), pois é a mais avançada e a única que possibilita a doação de óvulos. Essa técnica complementar é regulada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e possui algumas regras para que o processo aconteça com segurança. Entre elas, a identidade da doadora e do casal receptor deve ser anônima e a doação pode não envolver ganhos materiais ou financeiros.
Com a doação de óvulos, a receptora não passará pelas etapas de estimulação ovariana e coleta dos folículos ovarianos. O sêmen do parceiro é coletado e preparado para que apenas os espermatozoides de melhor qualidade sejam utilizados no processo. A fecundação é feita com a união dos óvulos doados com os gametas do parceiro da receptora por meio da ICSI, em que o espermatozoide é introduzido no óvulo.
Os embriões formados são observados durante alguns dias na fase de desenvolvimento embrionário e, para concluir o processo da FIV, eles são transferidos para o útero da paciente.
O nível de complexidade da técnica está relacionado com a sua taxa de sucesso. Por isso, a FIV apresenta os melhores resultados com cerca de 55% de sucesso por ciclo, tendo em vista que na grande maioria terá bons embriões, haja vista que irá receber óvulos de doadoras de até 35 anos e com boa reserva ovariana.
A falência ovariana precoce também é conhecida como menopausa precoce. Ela é caracterizada pelo fim da reserva ovariana por volta dos 40 anos, o que em condições normais aconteceria aos 50 anos. A FOP está relacionada à infertilidade porque se a liberação do óvulo não acontecer, não é possível engravidar de forma natural. Nesses casos, a mulher pode recorrer à fertilização in vitro e à doação de óvulos.
Para diagnosticar a FOP a paciente deve realizar alguns exames para avaliar a sua capacidade reprodutiva. Por isso, reunimos as principais informações sobre um dos principais testes para essa finalidade no nosso site. Clique e confira tudo sobre a avaliação da reserva ovariana!
MaisA doação de embriões amplia as possibilidades de ter filhos para muitos casais. Ela pode ser realizada apenas na FIV e possui algumas regras para ser realizada. Clique aqui e conheça mais sobre a técnica!
A fertilização in vitro (FIV) e as suas técnicas complementares tornaram possível que um número maior de casais e de pessoas em produção independente pudessem engravidar e ter filhos. A doação de embriões é um exemplo disso.
Os embriões são formados na fecundação devido ao encontro do óvulo (o gameta feminino) com o espermatozoide (o gameta masculino). Na FIV esse processo acontece em laboratório e os embriões viáveis excedentes devem ser criopreservados e podem ser doados no futuro.
Por ser uma possibilidade relativamente nova, muitas pessoas ainda não conhecem essa possibilidade. Dessa forma, o objetivo deste artigo é mostrar como funciona a técnica de doação de embriões e as suas principais regras.
Boa leitura!

A doação de embriões é uma das técnicas complementares da FIV, podendo ser realizada apenas nesse contexto. Ela consiste na doação de embriões para casais ou pessoas em casos de produção independente que apresentam maior dificuldade de engravidar com seus próprios gametas. Entre as causas temos: baixa reserva ovariana ou má qualidade dos gametas (óvulos e/ou espermatozoides) ou ainda doença genética, aumentando as taxas de embriões acometidos. Os embriões utilizados são doados por casais que passaram pelo processo da FIV e tiveram embriões excedentes.
A técnica é regulamentada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) desde 2013, sendo indicada para casos específicos como:
Para a realização da doação de embriões, outra técnica complementar da FIV é imprescindível: a criopreservação. Ela consiste no congelamento de embriões e gametas por um tempo indeterminado sem perder a qualidade do material. Além disso, ela também é muito utilizada no contexto da preservação da fertilidade.
A doação de embriões pode ser feita apenas no contexto da fertilização in vitro. Por isso, confira no próximo tópico como ela é feita.
A fertilização in vitro é uma técnica de alta complexidade, sendo a única que é realizada em laboratório. A fecundação acontece pelo encontro do óvulo com o espermatozoide fora do corpo da mulher. Os embriões formados passam alguns dias na fase de desenvolvimento embrionário, durante o qual o seu crescimento é observado. Do segundo ao quinto dia de desenvolvimento, eles são transferidos para o útero da paciente.
Em alguns casos, o casal gera um número maior de embriões do que o limite estabelecido pelo CFM que podem ser transferidos. Por isso, os embriões viáveis excedentes devem ser criopreservados por, pelo menos, três anos. Após esse período, o casal pode assinar um termo autorizando o descarte dos embriões.
No caso de os responsáveis pelos embriões não desejarem congelar os excedentes ou mesmo arcar por sua manutenção durante os 3 anos, há a possibilidade de, a qualquer momento, seja no dia da transferência embrionária, seja depois do beta positivo, seja ainda após o parto, assinar um termo dando a tutela dos embriões à clínica de reprodução, que poderá encontrar alguém que venha a receber esses embriões doados ou após três anos fazer o descarte deles.
O casal receptor entra em contato com a clínica de assistida, que com base nas suas características físicas, escolhe os embriões compatíveis.
As primeiras etapas da FIV não são realizadas, pois os embriões já estão formados. Antes da transferência embrionária, a mulher faz o preparo endometrial. Essa fase consiste na administração de medicação hormonal para aumentar a espessura do endométrio para aumentar as chances da implantação dos embriões ou por meio da monitorização da ovulação natural.
Após a transferência, a mulher deve aguardar 14 dias para confirmar a gravidez.
O CFM possui algumas regras para que a doação de embriões seja realizada. Elas protegem a identidade dos doadores e dos receptores do embrião, assim como garante que todo o processo seja o mais seguro possível para as partes envolvidas.
A doação de embriões não é realizada de forma aleatória. A escolha dos doadores é feita com base nas características físicas do casal que receberá os embriões, como a cor da pele, do cabelo e dos olhos. Além disso, a identificação dos doadores é mantida em sigilo, assim como a identidade dos receptores dos embriões e a doação não pode ter caráter comercial ou lucrativo.
A fertilização in vitro é a técnica de maior taxa de sucesso, principalmente, devido às suas técnicas complementares. Um dos fatores que influenciam no resultado é a qualidade dos embriões que serão utilizados, por isso, a doação de embriões apresenta bons resultados.
Além disso, a criopreservação – mesmo que seja por muitos anos — não altera a qualidade dos embriões, aumentando as chances do casal. Existem diversos fatores a serem considerados para determinar uma taxa de sucesso, porém, estima-se que 55% dos ciclos da FIV sejam bem-sucedidos, tendo em vista que serão embriões de boa qualidade.
A doação de embriões é uma técnica que pode ser realizada apenas na fertilização in vitro. Os embriões viáveis que não foram utilizados pelo casal durante o ciclo da FIV devem ser criopreservados. Eles podem ser doados para o processo da FIV de outros casais.
Como vimos, a doação de embriões está diretamente relacionada com a FIV, pois ela pode ser realizada apenas nesse contexto. Para se aprofundar nesse tema, confira o nosso conteúdo institucional sobre a doação de embriões!
MaisCasais homoafetivos masculinos podem ter filhos biológicos com o auxílio da reprodução assistida. Clique aqui e saiba como ela é realizada!
A legislação brasileira possibilita a aplicação da reprodução assistida para casais homoafetivos masculinos e femininos desde a resolução nº 2013/2013 do Conselho Federal de Medicina (CFM). Esse avanço permitiu que inúmeras famílias pudessem engravidar e realizar o sonho de terem filhos biológicos, tendo problemas infertilidade ou não.
O avanço da reprodução assistida também possibilitou que a fertilização in vitro (FIV) e as suas técnicas complementares — como a doação de gametas e a cessão temporária de útero — apresentasse excelentes resultados, tornando-as opções viáveis para inúmeros casais.
Continue a leitura para conhecer as possibilidades de casais homoafetivos masculinos terem filhos por meio da reprodução assistida. E ainda, vamos mostrar como ela é realizada e qual é a sua taxa de sucesso.
Confira!
Os casais homoafetivos masculinos e femininos podem ter filhos com o auxílio da reprodução assistida. Porém, são utilizadas técnicas diferentes em cada caso.
Os homens utilizam a doação de óvulos e a cessão temporária de útero, por isso, a fertilização in vitro é a única técnica de reprodução assistida utilizada. Para casais femininos é realizada a doação de sêmen e, tanto a inseminação artificial, quanto a FIV são possibilidades viáveis.
Essa diferença acontece porque na FIV a fecundação dos óvulos acontece fora do corpo da mulher, ela é realizada em laboratório, após a coleta dos gametas femininos e masculinos, sejam eles doados ou não. Para os casais femininos, a inseminação artificial também é uma possibilidade. Nesse caso, os espermatozoides doados são introduzidos no útero de uma das parceiras para que a fecundação aconteça.
A doação de óvulos e a cessão temporária de útero são técnicas complementares regulamentadas pelo Conselho Federal de Medicina e utilizadas durante o processo da FIV por casais homoafetivos masculinos. A seguir, conheça cada uma delas.
Na doação de óvulos, a mulher doa alguns dos seus gametas para um casal que está passando pelo processo da fertilização in vitro. Os óvulos serão fecundados pelos espermatozoides de um dos parceiros e serão gestados por outra voluntária, que será o útero de substituição (barriga de aluguel).
A doação de gametas possui algumas regras para que o processo aconteça com segurança para todas as partes envolvidas. Entre as principais regras estão:
A cessão temporária de útero ou o útero de substituição é popularmente conhecida como barriga de aluguel. Assim como na ovodoação, a técnica também não pode ter caráter comercial ou lucrativo.
Ela deve ser realizada de acordo com as regras do CFM, como:
Vale ressaltar que homens e mulheres também podem utilizar as técnicas de reprodução assistida para ter filhos por produção independente.

A fertilização in vitro é a única técnica de reprodução assistida que pode ser utilizada nesse contexto. A clínica de reprodução assistida auxilia na escolha da doadora de óvulos, buscando compatibilidade com as características físicas dos pais.
No dia da fecundação, um dos parceiros ou ambos fazem a coleta de sêmen, que passa por um preparo seminal antes de ser utilizado. Esse processo garante que apenas os espermatozoides de maior qualidade serão utilizando, aumentando as chances de sucesso da FIV.
Com a técnica ICSI, os espermatozoides são inseridos no óvulo para formar os embriões. Eles passam alguns dias em observação antes de serem transferidos para a mulher que irá gestar o filho do casal.
A fertilização in vitro é a técnica de reprodução assistida com a maior taxa de sucesso. A idade da doadora dos óvulos é um dos fatores mais importantes para o sucesso da FIV, pois os gametas femininos também envelhecem com o passar dos anos. De acordo com o CFM, a doadora deve ter até 35 anos. Nessa faixa etária, 55% dos ciclos da FIV são bem-sucedidos.
Os casais homoafetivos masculinos podem aumentar a família com o auxílio da FIV e das suas técnicas complementares, a ovodoação e a cessão temporária de útero. Para isso, o casal deve procurar uma clínica de reprodução assistida para guiá-los durante todo o processo.
Assim como nos casos de infertilidade, a reprodução assistida é uma grande aliada para os casais homoafetivos que desejam ter filhos biológicos. Nesse artigo, o nosso foco estava nos casais homoafetivos masculinos, porém, os casais femininos também são beneficiados. Para ter uma visão geral sobre o assunto, confira o nosso conteúdo sobre casais homoafetivos e a reprodução assistida!
MaisTer relações sexuais durante o período fértil aumentam as chances de uma gravidez. Mas para calculá-lo precisamos entender o papel da ovulação nesse processo. Clique aqui e descubra!
A fertilidade feminina, assim como a masculina, depende do bom funcionamento de uma série de fatores. A ovulação é um dos processos mais importantes, pois, sem ela, o encontro entre o óvulo e o espermatozoide não acontece.
A presença de desequilíbrios hormonais, doenças ou condições que atinjam a região dos ovários pode desencadear distúrbios ovulatórios e, como consequência, problemas de fertilidade.
Com esse artigo queremos mostrar, de forma simples, o que é ovulação e como ela se relaciona com a fertilidade feminina. Além disso, também vamos mostrar como a reprodução assistida pode beneficiar as mulheres com distúrbios ovulatórios.
Boa leitura!

A ovulação marca o momento do ciclo menstrual em que ocorre a liberação do óvulo pelo ovário. Esse processo acontece uma vez a cada ciclo menstrual, devido à ação dos hormônios sexuais femininos. Durante o ciclo menstrual, diversas alterações hormonais acontecem com o objetivo de preparar o corpo da mulher para uma gravidez.
Uma das funções do hormônio folículo-estimulante — mais conhecido como FSH — é estimular o desenvolvimento dos folículos ovarianos, que são um tipo de “bolsa” em que os óvulos são armazenados. Alguns folículos se desenvolvem a cada ciclo, porém, apenas um se tornará o folículo dominante, no qual terá em seu interior um óvulo maduro, apto para sair do ovário.
Quando o folículo atinge o tamanho ideal, o hormônio luteinizante (LH) alcança o seu pico e após 36 horas, a ovulação acontece. O folículo ovariano se rompe, liberando o óvulo para uma das tubas uterinas, onde a fecundação acontece.
Em um ciclo menstrual regular, ou seja, que possuem 28 dias de intervalo entre o primeiro dia da menstruação até o dia anterior da menstruação seguinte, a ovulação ocorre por volta do 14º dia. Em ciclos irregulares, isto é, quando o intervalo entre os ciclos menstruais é variável, fica mais difícil fazer o cálculo do dia da ovulação.
Se o encontro entre o óvulo e o espermatozoide acontecer, na sequência o embrião formado segue para o útero e, se houver a implantação, teremos a gravidez. Do contrário, o endométrio — a camada interna do útero — se descama dando origem à menstruação e ao início do próximo ciclo.
A fertilidade feminina é um tema complexo e está relacionada a diversos fatores. Os distúrbios ovulatórios estão entre os principais, pois, sem ovulação, não há fecundação e, consequentemente, não é possível engravidar de forma natural.
Se a ovulação é caracterizada pela saída do gameta feminino do ovário, a anovulação é o seu oposto: a ausência da ovulação. Esse processo falha devido a algum problema, seja no hipotálamo, seja nas glândulas que compõem o sistema endócrino, seja nos ovários.
Os ciclos anovulatórios são irregulares, com intervalos maiores do que 35 ou menores que 24 dias. Além disso, a sua frequência também é indefinida. Essas características são muito relevantes, por isso, a mulher deve observar a periodicidade do seu ciclo menstrual e ir ao médico caso observe alguma irregularidade.
A principal causa de ciclos anovulatórios é uma doença muito conhecida entre as mulheres: a Síndrome dos ovários policísticos. A seguir, confira como ela se relaciona com a fertilidade.
A síndrome dos ovários policísticos — também conhecida como SOP — atinge cerca de 6% a 16% das mulheres em idade reprodutiva. Ela é caracterizada por um distúrbio endócrino que aumenta o nível de hormônios masculinos, resultando no aparecimento de múltiplos pequenos cistos ovarianos.
O desequilíbrio hormonal provocado pela SOP afeta a qualidade de vida, a autoestima e a saúde reprodutiva das mulheres. Entre os seus sintomas estão:
Outras doenças também atingem o sistema reprodutor feminino e podem prejudicar a ovulação, como endometriose, o hipotireoidismo e o hipertireoidismo.
A dificuldade para engravidar é um problema de saúde pública que atinge milhões de casais em todo o mundo. As técnicas de reprodução assistida são uma possibilidade cada vez mais procurada por famílias que desejam ter filhos.
Antes da escolha da técnica, o casal deve passar por uma investigação da fertilidade. Assim, o médico poderá indicar a técnica mais adequada. Todo o processo da reprodução assistida é individualizado, pois, cada caso é único.
Com relação aos distúrbios ovulatórios, a relação sexual programada (RSP), inseminação artificial (IA) e a fertilização in vitro (FIV) são técnicas recomendadas. As duas primeiras são indicadas para mulheres de preferência até 37 anos e com trompas normais, além de parceiro com espermograma normal ou levemente alterado. Para os casos em que além da SOP houver um fator tubário ou masculino de infertilidade, ou urgência reprodutiva devido à idade da mulher, a FIV será a melhor opção de tratamento.
A ovulação ocorre com a liberação do óvulo pelo ovário para que ele seja fecundado. Problemas na ovulação podem provocar ciclos anovulatórios e dificultar a gravidez. Para reverter esse quadro, a relação sexual programada, inseminação artificial e a fertilização in vitro são técnicas de reprodução assistida indicadas.
Conhecer o próprio corpo e saber quando será o seu período fértil é importante para aumentar as chances de engravidar naturalmente, ou então, evitar uma gestação, se este for o desejo da mulher. Clique e confira como calcular o período fértil!
MaisEssa doença — silenciosa em muitos casos — é a principal causa de infertilidade masculina. Clique aqui e saiba tudo sobre a varicocele!
Assim como nos casos de infertilidade feminina, diversos fatores estão associados à infertilidade masculina. Diversas doenças podem reduzir o potencial reprodutivo do homem e hoje, devido aos avanços da medicina, nós conhecemos muitas delas. A varicocele é um desses exemplos, afetando milhares de homens em todo o mundo.
Ela afeta os testículos alterando a circulação sanguínea da região. A pressão faz com que as veias se dilatem, semelhante ao que ocorre com as varizes nas pernas. A varicocele altera o funcionamento dos testículos, pois aumenta a temperatura do local e dificulta a circulação sanguínea. Ela é a principal causa tratável de infertilidade masculina e as suas consequências podem ser graves.
Em alguns casos, o tratamento cirúrgico é recomendado, mas ele pode não ser suficiente para recuperar a fertilidade do homem. Neste cenário, a reprodução assistida é uma alternativa muito procurada por casais que desejam ter filhos biológicos.
Neste artigo, o nosso objetivo é mostrar uma visão geral sobre a varicocele, os seus sintomas e as suas possibilidades de tratamento.
Continue a leitura e confira!

A varicocele é uma doença caracterizada pela presença de varizes nos testículos. Ela ocorre devido a uma dilatação anormal das veias que percorrem esse órgão. Para entender como ela afeta a fertilidade, precisamos entender como o sistema reprodutor masculino funciona.
Os testículos são conectados a uma estrutura chamada cordão espermático, em que fazem parte os ductos deferentes, as artérias e veias testiculares. Com a varicocele, as veias se dilatam, o que dificulta a circulação sanguínea.
Até o momento, existem algumas teorias para explicar a causa da varicocele. Uma das principais está associada a um problema no funcionamento das válvulas do cordão espermático, o que seria parecido com o que ocorre nas varizes das pernas.
Ela é classificada em três estágios, de acordo com a sua gravidade, sendo:
A Manobra de Valsalva é utilizada durante o exame físico de diversas doenças, entre elas, a varicocele. Para realizá-la, o paciente deve fechar o nariz e a boca e fazer pressão para soltar o ar.
Não é possível preveni-la. A melhor maneira para evitar que a doença se agrave é procurar um médico ao perceber os primeiros sintomas e manter em dia as consultas de rotina com o médico.
A varicocele atinge cerca de 10% a 15% da população masculina, sendo a principal causa tratável de infertilidade masculina. Ela é mais comum no testículo esquerdo, mas também pode atingir os dois testículos. Apenas em casos raros, a varicocele afeta apenas o testículo direito.
A varicocele é assintomática em muitos casos, especialmente, nos jovens. Porém, com o avanço da doença, os sintomas se tornam mais aparentes e mais graves. Entre os principais sintomas, estão:
A varicocele afeta diretamente a qualidade de vida do homem. Atividades cotidianas como andar e praticar exercícios podem causar muita dor nos testículos. As veias ficam ainda mais dilatadas devido ao esforço físico, mesmo que ele seja mínimo, como ficar muito tempo em pé.
A bolsa testicular possui um mecanismo para manter a temperatura mais baixa do que no resto do corpo. A dilatação anormal das veias dificulta o fluxo sanguíneo, aumentando a temperatura dos testículos. Essa alteração dificulta a produção dos espermatozoides.
Além disso, a varicocele altera a produção de testosterona e o acúmulo de toxinas provocado pelo problema na circulação sanguínea também prejudica a qualidade e a produção dos gametas masculinos, afetando a fertilidade.
A confirmação do diagnóstico de varicocele não significa que o homem é infértil, pois ela causa infertilidade apenas nos quadros mais avançados da doença. O tratamento cirúrgico é recomendado nesses casos.
A microcirurgia subinguinal é a técnica mais utilizada atualmente para a correção da varicocele devido aos seus bons resultados. A cirurgia é minimamente invasiva e tem o objetivo de ocluir as veias que estão bloqueadas e redirecionar o fluxo sanguíneo para as veias saudáveis.
Após a cirurgia, o casal pode continuar a ter dificuldade para engravidar. Diversos fatores estão relacionados à fertilidade feminina e masculina, por isso, a varicocele pode não ser o único fator que está dificultando a gravidez. Neste cenário, a reprodução assistida é indicada. A fertilização in vitro é a técnica mais recomendada para os casos de infertilidade masculina moderada a severa.
A varicocele atinge o cordão espermático provocando uma dilatação anormal nas veias. Ela é caracterizada pela presença de varizes nos testículos que, em casos graves, podem causar dores, desconforto, atrofia e infertilidade. Quando o tratamento cirúrgico não consegue reverter a infertilidade, o casal pode optar pela fertilização in vitro.
Neste artigo, o nosso objetivo era mostrar uma visão geral sobre a varicocele, condição que afeta milhões de homens ao redor do mundo. Para se aprofundar no assunto e descobrir como é feito o seu diagnóstico, confira o nosso conteúdo completo sobre a varicocele!
MaisCasais homoafetivos femininos podem ter filhos por meio da reprodução assistida. Explicamos tudo sobre as possibilidades no blog!
As técnicas de reprodução assistida são muito associadas ao tratamento da infertilidade. No entanto, elas também podem ser utilizadas por casais homoafetivos femininos e masculinos que desejam ter filhos biológicos. Nesses casos, fatores relacionados à infertilidade podem ou não estar presentes.
Desde 2013 o Conselho Federal de Medicina (CFM) regulamentou essa prática. Além disso, casais homoafetivos também conquistaram o direito a se casarem e serem reconhecidos como uma família.
Ao longo deste artigo, vamos mostrar como casais homoafetivos femininos podem ter filhos por meio da reprodução assistida e quais são as suas taxas de sucesso.
Boa leitura!
Entre as três técnicas de reprodução assistida, duas podem ser utilizadas por casais homoafetivos femininos: a inseminação artificial ou intrauterina (IA/IIU) e a fertilização in vitro (FIV). A escolha da técnica mais adequada para cada casal depende do contexto clínico da mulher que irá fazer o processo de reprodução assistida, pois cada uma delas possui suas particularidades.
A IA é indicada para mulheres sem problemas graves de infertilidade e preferencialmente até 37 anos de idade. Enquanto a FIV, é a técnica mais recomendada para pacientes algum fator de infertilidade, como endometriose, miomas, baixa reserva ovariana, entre outros, ou quando, mesmo sem nenhum problema de infertilidade aparente, ambas desejam participar ativamente do tratamento. Nesse caso, uma irá participar com seus óvulos sendo fecundados e a outra irá gestar os embriões da parceira.
Quando discutimos sobre possibilidades de gravidez para casais homoafetivos femininos, dois termos merecem destaque: a gestação compartilhada e a doação de sêmen.
A gestação compartilhada consiste na fecundação dos óvulos de uma das parceiras, enquanto a outra gera o bebê. Ou seja, a mulher vai gestar o filho biológico da sua parceira. Nesse caso, ambas precisam passar por uma avaliação sobre a sua saúde reprodutiva para que todo o processo aconteça sem problemas.
A fecundação acontece com o encontro entre os gametas feminino e masculino, ou seja, entre o óvulo e o espermatozoide. No caso de casais homoafetivos femininos, o material biológico masculino é coletado por meio da doação de sêmen. Ela também é regulamentada pelo CFM e possui algumas regras.
Entre as principais, destacamos:
O homem que deseja se tornar um doador, deve procurar um banco de sêmen. Antes da doação, ele passa por uma série de exames para avaliar sua saúde e qualidade dos espermatozoides. Sendo aprovado, a doação é feita e a amostra seminal é criopreservada.
O casal que deseja engravidar entra em contato com a clínica de reprodução assistida, que atua como um intermediário entre o casal e o banco de sêmen. A escolha do doador é feita com base nas características fenotípicas que o casal homoafetivo feminino deseja.
Os espermatozoides doados serão utilizados na inseminação artificial ou na fertilização in vitro.
Assim como a relação sexual programada, a inseminação artificial é classificada como uma técnica de baixa complexidade. Em ambas, a fecundação acontece dentro do corpo da mulher, de forma parecida a uma gravidez natural, lembrando que nesse tipo de tratamento não é possível a gravidez compartilhada.
Na primeira fase do processo, a parceira que irá gestar passa por uma estimulação ovariana. Ela utiliza medicação hormonal para aumentar o número de folículos ovarianos dominantes. Dentro de cada um deles há um óvulo e, na IA, o objetivo é desenvolver entre 1 a 3 folículos durante o ciclo.
A fecundação acontece nas tubas uterinas com a introdução dos espermatozoides doados na cavidade uterina, após a passagem deles por uma preparação seminal. Esse processo garante que apenas os gametas de maior qualidade sejam utilizados.

A gestação compartilhada é possível apenas na fertilização in vitro. O processo tem início também com a estimulação ovariana, porém, o seu objetivo é desenvolver o maior número possível de folículos ovarianos. Quando dominantes, eles são aspirados e coletados os óvulos, sendo os óvulos maduros preparados para a fecundação, assim como o sêmen doado.
Por meio da técnica ICSI, os espermatozoides são introduzidos nos óvulos, aumentando as chances de sucesso da FIV. Os embriões formados ficam alguns dias sendo observados e após alguns dias são transferidos para o útero da receptora.
Quanto maior a sua complexidade, maior será a taxa de sucesso da técnica de reprodução assistida. Dessa forma, a FIV apresenta resultados melhores do que a IA. Para pacientes com até 37 anos a inseminação artificial possui uma taxa de sucesso de 25% por ciclo, enquanto a fertilização in vitro, 55% quando se obtêm 2 bons embriões.
Entre os fatores mais relevantes para aumentar as chances da técnica são: a idade da doadora do óvulo (que pode ser a receptora da gravidez ou não), a qualidade dos gametas utilizados e a saúde reprodutiva dos envolvidos no processo.
Casais homoafetivos femininos podem ter filhos biológicos por meio das técnicas de reprodução assistida. A escolha entre a inseminação artificial ou a fertilização in vitro depende do contexto clínico e perfil do casal homoafetivo. O material biológico masculino é adquirido por doação de sêmen e o casal também pode optar pela gestação compartilhada, em que o embrião é formado pelo óvulo de uma das parceiras, mas será gestado pela sua companheira.
As técnicas de reprodução assistida possibilitam que casais homoafetivos possam realizar o sonho de terem filhos biológicos. Para saber mais sobre o assunto, confira a nossa página institucional sobre as possibilidades de gravidez para casais homoafetivos!
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